Como trabalhar com pacientes que negam o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

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Como trabalhar com pacientes que negam o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas ainda experienciam emoções intensas e comportamentos impulsivos? Quais abordagens podem ajudar a lidar com esses sintomas enquanto ainda não aceitam o diagnóstico?
Com pacientes que negam o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline, mas experienciam emoções intensas e impulsividade, o foco terapêutico pode se deslocar da aceitação do rótulo para o manejo concreto dos sintomas. O psicólogo pode trabalhar regulação emocional, estratégias de pausa antes da ação, identificação de gatilhos e habilidades de enfrentamento, oferecendo validação sem confrontar a negação. Intervenções de Terapia Cognitivo-Comportamental e Treinamento em Habilidades (como na DBT) podem ser utilizadas para reduzir comportamentos autodestrutivos e melhorar decisões impulsivas. Na perspectiva psicanalítica, essas manifestações são elaboradas na transferência, permitindo ao paciente experimentar contenção, simbolização e novas formas de lidar com a intensidade afetiva, mesmo enquanto a aceitação do diagnóstico permanece gradual.

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Em casos de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) com negação do diagnóstico, o manejo clínico não deve focar na aceitação do rótulo, mas no cuidado com o sofrimento apresentado.
O mais eficaz é trabalhar pelos sintomas e pela experiência emocional, utilizando abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia Baseada em Mentalização (MBT) e a Terapia do Esquema. Essas abordagens ajudam o paciente a:
Desenvolver regulação emocional (redução da intensidade das emoções)
Diminuir impulsividade com treino de habilidades práticas
Ampliar a consciência sobre pensamentos e reações
Melhorar relações interpessoais
Clinicamente, é essencial:
Evitar confronto direto sobre o diagnóstico no início
Validar a experiência emocional do paciente
Construir uma aliança terapêutica segura
Introduzir psicoeducação de forma gradual
Com o tempo, ao se sentir compreendido e mais regulado, o paciente tende a desenvolver maior autorreflexão, e a possível aceitação do diagnóstico surge como consequência, não como ponto de partida.
Mesmo sem aceitação do diagnóstico, é possível trabalhar diretamente com os sintomas, como a intensidade emocional e a impulsividade. Focar na experiência do paciente, validar o que ele sente e oferecer ferramentas práticas costuma ser mais efetivo do que insistir no rótulo.

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