Como tratar o hiperfoco problemático no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

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Como tratar o hiperfoco problemático no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No TPB, trata-se o hiperfoco problemático com psicoterapia, desenvolvimento de consciência do padrão, treino de autorregulação emocional e redirecionamento da atenção para atividades equilibradas, preservando vínculos sem gerar sofrimento.

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 Mariza Martins
Psicólogo
Betim
O hiperfoco no TPB melhora quando a pessoa aprende a controlar a intensidade emocional e não deixar que uma única pessoa ocupe toda a atenção. O primeiro passo é perceber quando isso está começando: quando você só pensa na pessoa, espera resposta o tempo inteiro ou fica ansiosa se algo não acontece como queria. A partir daí, é importante fazer pequenas pausas, respirar fundo, mudar de ambiente e tentar ocupar a mente com outra atividade. Ter uma rotina com coisas simples ao longo do dia ajuda muito a não deixar um único vínculo dominar tudo. Aprender a colocar limites e entender que o ritmo do outro não significa rejeição também diminui bastante o hiperfoco. E a terapia, especialmente a DBT, ajuda a lidar melhor com emoções intensas e a criar relações mais estáveis e leves.
Quando falamos de “hiperfoco” no Transtorno de Personalidade Borderline, não estamos falando de um sintoma formal do diagnóstico. O que muitas vezes aparece é um estreitamento intenso da atenção quando algo ativa emocionalmente, principalmente em temas como rejeição, abandono ou instabilidade relacional. A pessoa passa a pensar repetidamente naquilo e tentar resolver de forma urgente. E quanto mais tenta resolver pela via do controle, mais aumenta a ativação emocional. Clinicamente, eu entendo isso como um padrão de rigidez atencional a serviço da regulação emocional. É como se fosse uma tentativa de diminuir uma dor interna muito grande. Sobre o tratamento, a ideia é desenvolver flexibilidade, ampliando o repertório comportamental para que a pessoa possa escolher ações mais alinhadas aos próprios valores, mesmo com a emoção ativada. É sobre ter escolhas mais assertivas.

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