De que maneira a neuropsicologia pode contribuir para a compreensão e o manejo clínico do Transtorno
De que maneira a neuropsicologia pode contribuir para a compreensão e o manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em diálogo com a perspectiva psicanalítica?
3 respostas
No Transtorno de Personalidade Borderline, a neuropsicologia contribui ao descrever com maior precisão o funcionamento de processos como controle inibitório, atenção, flexibilidade cognitiva e tomada de decisão, o que ajuda a compreender a impulsividade e a instabilidade afetiva em termos funcionais e a orientar manejos mais ajustados ao cotidiano do paciente; em diálogo com a perspectiva psicanalítica, esses dados não substituem a escuta do sujeito, mas a complementam ao indicar como certas dificuldades cognitivas podem se articular às formas de lidar com a angústia, com os vínculos e com a passagem ao ato, favorecendo um tratamento que integre contenção, compreensão e elaboração, e se você quiser aprofundar como isso se aplica à sua realidade, isso pode ser desenvolvido em acompanhamento clínico.
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A neuropsicologia identifica déficits que influenciam impulsividade e instabilidade. A psicanálise trabalha conflitos internos, vínculos e identidade. O diálogo permite compreender como vulnerabilidades cognitivas interagem com angústias profundas, orientando intervenções mais integradas e eficazes. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Essa é uma pergunta muito interessante, porque ela parte de um pressuposto com o qual eu concordo profundamente: compreender um paciente exige que sejamos capazes de integrar diferentes formas de conhecimento. Na minha prática clínica, a neuropsicologia e a psicanálise dialogam de maneira muito natural. A neuropsicologia nos ajuda a entender como determinadas funções cognitivas como controle inibitório, flexibilidade cognitiva, atenção, memória de trabalho e regulação emocional podem estar comprometidas e influenciar diretamente a forma como a pessoa percebe, interpreta e reage às suas experiências. Já a psicanálise amplia esse olhar ao investigar a história afetiva, os vínculos primários, os traumas, os mecanismos de defesa e os conflitos inconscientes que estruturam a personalidade e dão significado a esses padrões de funcionamento. No caso do Transtorno de Personalidade Borderline, essa integração é especialmente valiosa. Sabemos que muitos pacientes apresentam uma intensa reatividade emocional e dificuldades importantes na regulação dos afetos, mas compreender apenas o funcionamento cerebral não explica a singularidade do sofrimento de cada indivíduo. Da mesma forma, olhar apenas para a história psíquica sem considerar como determinadas funções cognitivas podem estar impactando o cotidiano também pode limitar o planejamento terapêutico. Quando unimos esses dois olhares, conseguimos construir intervenções mais individualizadas, respeitando tanto a história subjetiva quanto as necessidades concretas de cada paciente. Mais do que tratar um diagnóstico, meu objetivo é compreender quem é a pessoa por trás dele. Cada paciente chega com uma história única, e acredito que é justamente nesse encontro entre ciência, escuta e sensibilidade clínica que o processo terapêutico ganha profundidade. Se você se identificou com esse tema ou convive com emoções muito intensas, relações instáveis, medo de abandono ou uma sensação constante de sofrimento que parece se repetir, será um prazer acolher você em terapia. Juntos, podemos compreender esses padrões com profundidade e construir caminhos para uma vida emocional mais estável, consciente e significativa.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
