De que maneira a neuropsicologia pode dialogar com a teoria psicanalítica na formulação do manejo cl

De que maneira a neuropsicologia pode dialogar com a teoria psicanalítica na formulação do manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

6 respostas


No Transtorno de Personalidade Borderline, a neuropsicologia pode dialogar com a teoria psicanalítica ao oferecer uma leitura das funções cognitivas e executivas, como controle inibitório, atenção e flexibilidade mental, enquanto a psicanálise investiga como essas funções se articulam à forma singular do sujeito lidar com a angústia, os vínculos e as defesas psíquicas; essa integração permite um manejo clínico mais completo, no qual a compreensão do funcionamento cognitivo sustenta estratégias de regulação e organização do comportamento, ao mesmo tempo em que o trabalho psicanalítico favorece a simbolização e a elaboração emocional, ampliando a possibilidade de transformação do sofrimento, e se você quiser aprofundar como isso se aplica de forma singular ao seu caso, isso pode ser desenvolvido em acompanhamento clínico.

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A neuropsicologia identifica limitações cognitivas que influenciam impulsividade e instabilidade. A psicanálise trabalha conflitos inconscientes, vínculos internos e identidade. O diálogo permite compreender como vulnerabilidades neurocognitivas interagem com angústias profundas, orientando manejo clínico mais integrado. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


A neuropsicologia e a psicanálise podem dialogar de forma complementar, desde que preservem seus referenciais teóricos. A avaliação neuropsicológica pode contribuir para a compreensão de funções como atenção, memória, funções executivas e controle inibitório, oferecendo dados que auxiliam no planejamento do manejo clínico. Já a psicanálise busca compreender a dinâmica psíquica, os conflitos inconscientes, a organização da personalidade e os fenômenos transferenciais. No Transtorno de Personalidade Borderline, esse diálogo pode enriquecer a compreensão do funcionamento do paciente. Entretanto, quando ambos os profissionais realizam psicoterapia, é importante considerar o risco de fragmentação da transferência e de reprodução de mecanismos de cisão, frequentes nesses pacientes. Por isso, um trabalho integrado requer papéis bem definidos e objetivos clínicos claramente delimitados.

Leslie Maria Finger

Leslie Maria Finger

Psicanalista

Florianópolis

Agendar consulta

A neuropsicologia e a psicanálise utilizam modelos diferentes para compreender o funcionamento humano, mas podem dialogar de forma complementar no cuidado ao paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). A avaliação neuropsicológica pode identificar dificuldades em áreas como controle dos impulsos, atenção, planejamento, flexibilidade cognitiva e regulação emocional. Esses dados ajudam a compreender quais funções estão mais vulneráveis e quais recursos cognitivos podem ser utilizados durante o tratamento. A psicanálise, por sua vez, busca entender o significado do sofrimento psíquico, considerando a história de vida, as experiências afetivas, os conflitos inconscientes e os padrões de relacionamento que influenciam a forma como a pessoa lida com as emoções e os vínculos. Na prática clínica, essa integração pode contribuir para um manejo mais individualizado. O conhecimento sobre o funcionamento cognitivo auxilia o profissional a adaptar as intervenções às necessidades do paciente, enquanto a compreensão psicanalítica orienta o trabalho com os aspectos emocionais, relacionais e subjetivos envolvidos no sofrimento. O mais importante é que o tratamento seja construído de forma personalizada, respeitando a singularidade de cada pessoa e integrando diferentes conhecimentos quando isso traz benefícios ao cuidado.

Clarice Coelho

Clarice Coelho

Psicanalista

Curitiba

Agendar consulta

A neuropsicologia ajuda a compreender aspectos como regulação emocional, impulsividade e controle dos comportamentos no TPB, enquanto a psicanálise contribui para entender os conflitos internos, padrões relacionais e experiências emocionais profundas do paciente. No manejo clínico, essa integração permite olhar o paciente de forma ampla: trabalhando habilidades de autorregulação e consciência emocional, ao mesmo tempo em que se exploram os significados dos sentimentos, vínculos e comportamentos repetitivos.


A neuropsicologia contribui identificando aspectos como impulsividade, regulação emocional e funções executivas, enquanto a psicanálise amplia a compreensão dos conflitos inconscientes, vínculos e padrões relacionais. Essa integração favorece um manejo clínico mais completo, unindo funcionamento cerebral e subjetividade na construção do tratamento. Estou com minha agenda aberta e ficarei feliz em acolher você nesse processo.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.