Descobri recentemente que tenho miastenia Gravis, e fui ao neurologista e ele me passou o remédio Me
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Descobri recentemente que tenho miastenia Gravis, e fui ao neurologista e ele me passou o remédio Mestinon, deu resultado no começo já faz um mês que tô tomando e não deu mais melhoras, o que pode ser?
Algumas vezes é necessário a associação de outras medicações (imunossupressores) ou ajuste de dose para atingir um bom controle dos sintomas da Miastenia Gravis
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Excelente pergunta — e muito importante, pois a Miastenia Gravis é uma doença neuromuscular complexa, de evolução variável, e o uso isolado do Mestinon (piridostigmina) nem sempre é suficiente para manter o controle dos sintomas a longo prazo.
1. Entendendo a Miastenia Gravis:
A miastenia é uma doença autoimune em que o organismo produz anticorpos que atacam os receptores de acetilcolina — substância responsável pela comunicação entre o nervo e o músculo.
Isso faz com que o músculo cante rapidamente e recupere força apenas após o repouso, gerando sintomas como:
Fraqueza nos olhos (pálpebra caída, visão dupla);
Cansaço ao mastigar, falar ou engolir;
Fraqueza em braços e pernas, piorando ao longo do dia;
E, em casos mais severos, dificuldade respiratória.
2. O papel do Mestinon:
O Mestinon (piridostigmina) aumenta a disponibilidade de acetilcolina na junção neuromuscular, melhorando temporariamente a transmissão elétrica e a força muscular.
Por isso, ele costuma melhorar os sintomas rapidamente, mas não trata a causa autoimune da doença — apenas atua nos sintomas.
É comum que, após algumas semanas, o corpo se acostume à dose, e o paciente perceba redução da resposta clínica, especialmente se o processo autoimune continuar ativo.
3. Por que pode ter parado de fazer efeito:
As causas mais comuns incluem:
Progressão natural da doença — o sistema imunológico continua produzindo anticorpos, e o Mestinon sozinho não consegue compensar a falha;
Dose insuficiente ou espaçamento inadequado — a piridostigmina tem ação curta (4 a 6 horas), e pode ser necessário ajustar a dose e o intervalo;
Uso de medicamentos que pioram a miastenia (como antibióticos aminoglicosídeos, betabloqueadores, magnésio, relaxantes musculares);
Fadiga, infecção, estresse ou privação de sono, que agravam os sintomas;
Ou necessidade de iniciar terapia imunossupressora para controlar o processo autoimune de base.
4. Próximos passos recomendados:
O ideal é retornar ao neurologista o quanto antes, pois o manejo da miastenia deve ser individualizado e ajustado conforme a evolução.
O médico poderá:
Solicitar dosagem de anticorpos anti-AChR e anti-MuSK, para confirmar o subtipo da doença;
Avaliar a necessidade de associar imunossupressores (como prednisona, azatioprina, micofenolato ou rituximabe);
Verificar se há timo aumentado (timoma) por meio de tomografia ou ressonância de tórax, que pode exigir cirurgia;
Ajustar a dose e o horário do Mestinon para manter efeito mais constante durante o dia;
Em casos de piora súbita, pode ser indicado tratamento de resgate, como imunoglobulina venosa (IVIG) ou plasmaférese.
5. Cuidados complementares importantes:
Manter alimentação leve e pausas entre as refeições;
Evitar calor excessivo, estresse e privação de sono;
Evitar medicamentos que possam agravar a fraqueza (sempre confirmar com o neurologista antes de usar qualquer nova medicação);
E manter o acompanhamento regular — a miastenia pode oscilar e requer ajustes frequentes.
Em resumo:
O Mestinon é sintomático e pode perder parte do efeito se o processo autoimune continuar ativo;
O tratamento ideal envolve ajuste de dose e associação com terapia imunossupressora sob acompanhamento neurológico;
Não suspenda nem aumente a dose por conta própria — isso pode causar efeitos colaterais (salivação excessiva, cólicas, fraqueza paradoxal).
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças autoimunes do sistema nervoso, Miastenia Gravis e reabilitação neuromuscular, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
1. Entendendo a Miastenia Gravis:
A miastenia é uma doença autoimune em que o organismo produz anticorpos que atacam os receptores de acetilcolina — substância responsável pela comunicação entre o nervo e o músculo.
Isso faz com que o músculo cante rapidamente e recupere força apenas após o repouso, gerando sintomas como:
Fraqueza nos olhos (pálpebra caída, visão dupla);
Cansaço ao mastigar, falar ou engolir;
Fraqueza em braços e pernas, piorando ao longo do dia;
E, em casos mais severos, dificuldade respiratória.
2. O papel do Mestinon:
O Mestinon (piridostigmina) aumenta a disponibilidade de acetilcolina na junção neuromuscular, melhorando temporariamente a transmissão elétrica e a força muscular.
Por isso, ele costuma melhorar os sintomas rapidamente, mas não trata a causa autoimune da doença — apenas atua nos sintomas.
É comum que, após algumas semanas, o corpo se acostume à dose, e o paciente perceba redução da resposta clínica, especialmente se o processo autoimune continuar ativo.
3. Por que pode ter parado de fazer efeito:
As causas mais comuns incluem:
Progressão natural da doença — o sistema imunológico continua produzindo anticorpos, e o Mestinon sozinho não consegue compensar a falha;
Dose insuficiente ou espaçamento inadequado — a piridostigmina tem ação curta (4 a 6 horas), e pode ser necessário ajustar a dose e o intervalo;
Uso de medicamentos que pioram a miastenia (como antibióticos aminoglicosídeos, betabloqueadores, magnésio, relaxantes musculares);
Fadiga, infecção, estresse ou privação de sono, que agravam os sintomas;
Ou necessidade de iniciar terapia imunossupressora para controlar o processo autoimune de base.
4. Próximos passos recomendados:
O ideal é retornar ao neurologista o quanto antes, pois o manejo da miastenia deve ser individualizado e ajustado conforme a evolução.
O médico poderá:
Solicitar dosagem de anticorpos anti-AChR e anti-MuSK, para confirmar o subtipo da doença;
Avaliar a necessidade de associar imunossupressores (como prednisona, azatioprina, micofenolato ou rituximabe);
Verificar se há timo aumentado (timoma) por meio de tomografia ou ressonância de tórax, que pode exigir cirurgia;
Ajustar a dose e o horário do Mestinon para manter efeito mais constante durante o dia;
Em casos de piora súbita, pode ser indicado tratamento de resgate, como imunoglobulina venosa (IVIG) ou plasmaférese.
5. Cuidados complementares importantes:
Manter alimentação leve e pausas entre as refeições;
Evitar calor excessivo, estresse e privação de sono;
Evitar medicamentos que possam agravar a fraqueza (sempre confirmar com o neurologista antes de usar qualquer nova medicação);
E manter o acompanhamento regular — a miastenia pode oscilar e requer ajustes frequentes.
Em resumo:
O Mestinon é sintomático e pode perder parte do efeito se o processo autoimune continuar ativo;
O tratamento ideal envolve ajuste de dose e associação com terapia imunossupressora sob acompanhamento neurológico;
Não suspenda nem aumente a dose por conta própria — isso pode causar efeitos colaterais (salivação excessiva, cólicas, fraqueza paradoxal).
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças autoimunes do sistema nervoso, Miastenia Gravis e reabilitação neuromuscular, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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