Desde a infância, sempre demonstrei grande facilidade para aprender. Aprendi a ler e escrever rapida
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Desde a infância, sempre demonstrei grande facilidade para aprender. Aprendi a ler e escrever rapidamente e era considerado um excelente aluno, embora bastante impulsivo e, muitas vezes, visto como “trabalhoso” em sala de aula. Ao mesmo tempo, sempre apresentei um nível elevado de ansiedade, que frequentemente se manifestava também na relação com a comida, além de uma sensação constante de estar acelerado.
Ao longo do meu desenvolvimento, essas características permaneceram presentes. Iniciei o curso de licenciatura enfrentando muitas dificuldades de concentração, a ponto de não conseguir ler integralmente um único artigo acadêmico, apesar de, ainda assim, obter boas notas. Mesmo antes de concluir a graduação, fui aprovado em diversos concursos públicos na área e também consegui ingressar em um curso de mestrado. No entanto, não consegui dar continuidade à pesquisa, justamente pela dificuldade de manter o foco em atividades prolongadas e exigentes em termos de atenção.
Hoje, já após os 40 anos, percebo que, embora tenha aprendido a conviver parcialmente com essas dificuldades, ainda não me sinto totalmente no controle. Continuo enfrentando limitações importantes relacionadas à concentração, além de sensibilidade ao toque — algo que se torna desafiador no contexto da sala de aula — e episódios frequentes de esgotamento. Ao mesmo tempo, mantenho um forte vínculo afetivo com a profissão docente, que continuo a exercer com dedicação e compromisso.
Atualmente, faço uso do Venvanse, sob orientação médica, o que tem contribuído para melhorar a concentração por algumas horas do dia. Entretanto, também tenho observado picos de estresse associados ao uso do medicamento. Diante desse conjunto de aspectos, sinto a necessidade de compreender melhor meu funcionamento, minhas características e minhas necessidades, para encontrar caminhos que me permitam viver e trabalhar com mais equilíbrio, bem-estar e autonomia. Como devo proceder para saber o que tenho?
Ao longo do meu desenvolvimento, essas características permaneceram presentes. Iniciei o curso de licenciatura enfrentando muitas dificuldades de concentração, a ponto de não conseguir ler integralmente um único artigo acadêmico, apesar de, ainda assim, obter boas notas. Mesmo antes de concluir a graduação, fui aprovado em diversos concursos públicos na área e também consegui ingressar em um curso de mestrado. No entanto, não consegui dar continuidade à pesquisa, justamente pela dificuldade de manter o foco em atividades prolongadas e exigentes em termos de atenção.
Hoje, já após os 40 anos, percebo que, embora tenha aprendido a conviver parcialmente com essas dificuldades, ainda não me sinto totalmente no controle. Continuo enfrentando limitações importantes relacionadas à concentração, além de sensibilidade ao toque — algo que se torna desafiador no contexto da sala de aula — e episódios frequentes de esgotamento. Ao mesmo tempo, mantenho um forte vínculo afetivo com a profissão docente, que continuo a exercer com dedicação e compromisso.
Atualmente, faço uso do Venvanse, sob orientação médica, o que tem contribuído para melhorar a concentração por algumas horas do dia. Entretanto, também tenho observado picos de estresse associados ao uso do medicamento. Diante desse conjunto de aspectos, sinto a necessidade de compreender melhor meu funcionamento, minhas características e minhas necessidades, para encontrar caminhos que me permitam viver e trabalhar com mais equilíbrio, bem-estar e autonomia. Como devo proceder para saber o que tenho?
Saber o que tem é algo complexo, porque para responder tem de conhecer o histórico com mais (e outros) detalhes, além dos que você cita - e, também, fazer o exame psíquico. Por exemplo, apesar de você dar a entender que tem transtorno de déficit de atenção-hiperatividade, para se fazer um diagnóstico é necessário que vários critérios sejam preenchidos, não apenas mencionar que tem dificuldade de se concentrar em algumas tarefas e tinha comportamento "trabalhoso", na sala de aula. Da mesma forma, "estresse" não é um diagnóstico psiquiátrico (a não ser no caso específico do transtorno de estresse pós-traumático, que não parece ser o seu caso): estresse é uma reação do organismo a estímulos lesivos ou potencialmente lesivos. Geralmente, quando leigos se referem a "picos de estresse", entretanto, estão se referindo a sintomas de ansiedade. Como existem vários transtornos ansiosos, há necessidade de se verificar se preenche critérios para algum deles, pois apenas ter "picos de ansiedade" não é necessariamente anormal - e é aí que entra o segundo aspecto, que é entender os sintomas não apenas do ponto de vista estritamente psiquiátrico (médico), mas também como reação a alguns contextos, atuais ou ao longo da vida. E, no que tange ao tratamento, ele dependerá justamente destes diagnósticos e análises. Assim, deve consultar um(a) psiquiatra que consiga fazer estes diagnósticos e também estas análises.
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O seu relato é muito rico e traz elementos importantes sobre o seu funcionamento ao longo da vida. Algumas características que você descreve, como a dificuldade de manter atenção prolongada, sensação de mente acelerada, impulsividade, ansiedade e episódios de esgotamento podem estar relacionadas a condições do neurodesenvolvimento, como o TDAH, mas também podem envolver outros fatores emocionais e de personalidade. O uso do Venvanse, com melhora parcial da concentração, reforça a importância de uma avaliação mais aprofundada, especialmente considerando os picos de estresse que você mencionou.
Para entender melhor o que está acontecendo, com uma abordagem mais direcionada, o ideal seria passar por uma avaliação psiquiátrica detalhada, considerar uma avaliação neuropsicológica (que analisa atenção, memória, funções executivas, entre outros) e investigar também aspectos de ansiedade, sensibilidade sensorial e esgotamento. Mais do que um rótulo, o objetivo é compreender o seu funcionamento de forma individualizada, para ajustar estratégias e tratamento em uma avaliação cuidadosa e completa.
Para entender melhor o que está acontecendo, com uma abordagem mais direcionada, o ideal seria passar por uma avaliação psiquiátrica detalhada, considerar uma avaliação neuropsicológica (que analisa atenção, memória, funções executivas, entre outros) e investigar também aspectos de ansiedade, sensibilidade sensorial e esgotamento. Mais do que um rótulo, o objetivo é compreender o seu funcionamento de forma individualizada, para ajustar estratégias e tratamento em uma avaliação cuidadosa e completa.
Entendo sua dúvida, e faz sentido buscar clareza nesse momento.
Seu relato sugere possível Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, com traços que também podem se sobrepor ao Transtorno do Espectro Autista e ansiedade associada.
Para saber com precisão, é necessário avaliação psiquiátrica estruturada (história desde a infância + funcionamento atual + impacto na vida).
O uso do Venvanse ajudar reforça a hipótese, mas não fecha diagnóstico.
Se quiser, posso te avaliar com mais detalhe em consulta e te orientar de forma segura.
Seu relato sugere possível Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, com traços que também podem se sobrepor ao Transtorno do Espectro Autista e ansiedade associada.
Para saber com precisão, é necessário avaliação psiquiátrica estruturada (história desde a infância + funcionamento atual + impacto na vida).
O uso do Venvanse ajudar reforça a hipótese, mas não fecha diagnóstico.
Se quiser, posso te avaliar com mais detalhe em consulta e te orientar de forma segura.
Boa tarde,
Seu relato mostra um padrão desde a infância: boa capacidade intelectual, mas dificuldade de manter atenção, impulsividade e mente acelerada.
Isso pode estar relacionado a TDAH, ansiedade ou uma combinação dos dois.
A sensibilidade e o esgotamento também entram nesse contexto.
Na prática, o ideal é uma avaliação mais detalhada com psiquiatra e, se possível, neuropsicológica, para entender melhor seu funcionamento e ajustar o manejo.
Seu relato mostra um padrão desde a infância: boa capacidade intelectual, mas dificuldade de manter atenção, impulsividade e mente acelerada.
Isso pode estar relacionado a TDAH, ansiedade ou uma combinação dos dois.
A sensibilidade e o esgotamento também entram nesse contexto.
Na prática, o ideal é uma avaliação mais detalhada com psiquiatra e, se possível, neuropsicológica, para entender melhor seu funcionamento e ajustar o manejo.
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