É possível aplicar métodos de avaliação que considerem a experiência existencial da pessoa com Trans
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É possível aplicar métodos de avaliação que considerem a experiência existencial da pessoa com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
Sim, é possível aplicar métodos de avaliação que considerem a experiência existencial de uma pessoa com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual). Mais do que mensurar capacidades cognitivas, o olhar existencial busca compreender como essa pessoa vivencia o mundo, quais significados atribui às suas experiências e de que forma se relaciona consigo mesma e com os outros.
Isso envolve respeitar o ritmo, os modos de expressão e a singularidade de cada indivíduo. Muitas vezes, o que importa não é apenas “o que ela consegue fazer”, mas como sente, participa e constrói laços em sua vida cotidiana. Esse olhar amplia as possibilidades de cuidado, porque valoriza a pessoa em sua totalidade, e não apenas pelo diagnóstico.
Na clínica, especialmente dentro da psicologia sistêmica (abordagem que eu trabalho), costumo enfatizar justamente essa dimensão relacional: como os vínculos familiares, sociais e comunitários se entrelaçam na experiência existencial. Isso permite que a avaliação e a intervenção não sejam redutoras, mas integradoras e respeitosas.
Quando você pensa nessa avaliação, o que vem em sua mente? Medir apenas habilidades — ou também a escutar histórias, sentimentos e sentidos que cada vida, em sua singularidade, pode expressar?
Isso envolve respeitar o ritmo, os modos de expressão e a singularidade de cada indivíduo. Muitas vezes, o que importa não é apenas “o que ela consegue fazer”, mas como sente, participa e constrói laços em sua vida cotidiana. Esse olhar amplia as possibilidades de cuidado, porque valoriza a pessoa em sua totalidade, e não apenas pelo diagnóstico.
Na clínica, especialmente dentro da psicologia sistêmica (abordagem que eu trabalho), costumo enfatizar justamente essa dimensão relacional: como os vínculos familiares, sociais e comunitários se entrelaçam na experiência existencial. Isso permite que a avaliação e a intervenção não sejam redutoras, mas integradoras e respeitosas.
Quando você pensa nessa avaliação, o que vem em sua mente? Medir apenas habilidades — ou também a escutar histórias, sentimentos e sentidos que cada vida, em sua singularidade, pode expressar?
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É possível, sim, desde que a avaliação seja pensada para alcançar a experiência vivida e não apenas medir desempenho cognitivo. Quando trabalhamos a partir da perspectiva existencial, a avaliação deixa de ser um instrumento puramente técnico e passa a ser um encontro que escuta como o sujeito sente, percebe e significa seu cotidiano. Isso pode ser feito por meio de entrevistas abertas, observação da relação dele com o ambiente, compreensão dos afetos que emergem nas situações e atenção às expressões não verbais, que muitas vezes traduzem mais do que a fala. Nessa abordagem, o foco não é comparar o sujeito a um ideal normativo, mas captar como ele se coloca no mundo e como o mundo o atravessa. Assim, mesmo com limitações intelectuais, é possível reconhecer sua forma singular de existir, e isso produz uma avaliação mais humana, mais ética e mais fiel ao que ele realmente vive.
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