É possível encontrar um sentido no bullying? .
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respostas
É possível encontrar um sentido no bullying? .
Pensei em duas possibilidades.
Em quem sofreu o bullying: sim, é possível trabalhar para que o que foi sofrido seja atenuado e ressignificado. Aqui, dar um sentido me faz pensar em superação. Se estiver acontecendo nesse momento, encontrar maneiras com a família e escola, por exemplo, de intervenção para a proteção da vítima.
Para quem pratica/praticou o bullying: seria muito importante entender o porquê dessa ter sido a maneira que a pessoa encontrou de se expressar. Será que essa agressividade/violência não pode encontrar caminhos mais saudáveis de vazão? Trabalhando da maneira correta, tenho certeza que sim.
Em quem sofreu o bullying: sim, é possível trabalhar para que o que foi sofrido seja atenuado e ressignificado. Aqui, dar um sentido me faz pensar em superação. Se estiver acontecendo nesse momento, encontrar maneiras com a família e escola, por exemplo, de intervenção para a proteção da vítima.
Para quem pratica/praticou o bullying: seria muito importante entender o porquê dessa ter sido a maneira que a pessoa encontrou de se expressar. Será que essa agressividade/violência não pode encontrar caminhos mais saudáveis de vazão? Trabalhando da maneira correta, tenho certeza que sim.
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Não!
O bullying em si não tem um sentido ou propósito válido. Ele é uma expressão de sofrimento, uma acting out de conflitos internos não resolvidos do agressor, os quais são projetados num terceiro e causando sofrimentos neste.
É profundamente doloroso e confuso passar por essa experiência. O que podemos encontrar não é um sentido no bullying, mas sim um sentido no sofrimento que ele causa, em que temos uma oportunidade, ainda que injusta e difícil, de compreender e ressignificar marcas emocionais.
O agressor vê o bullying com um foco na vítima em si, numa projeção. O agressor coloca na vítima aspectos seus que ele rejeita ou não suporta em si mesmo como fraqueza, insegurança, medo, impotências.
Para aliviar esse conteúdo tensional, ataca o outro, num movimento destrutivo, numa tentativa distorcida de se livrar de seu próprio sofrimento interno. Portanto, vemos que é um sentido baseado no patológico, numa defesa frágil contra a própria angústia, sofrimento.
Já no lado da vítima, o sofrimento vivido pode, no espaço terapêutico, ganhar um novo significado, em que observamos a nomeação da agressão, ver os motivos, compreender que a violência sofrida não foi culpa ou mérito seu, mas uma projeção do outro.
Elaboramos a ferida causada por esta ação destrutiva e invasiva do agressor, trabalhar a humilhação, a raiva e a diminuição da autoestima, transformando-as em experiência e não apenas em traumas. Fortalecermos a subjetividade, com a descoberta de recursos internos e uma identidade que vai além do lugar de vítima que lhe foi imposto.
O bullying não tem um sentido a ser encontrado, é uma atividade destrutiva em si, mas o sofrimento que ele gera pode ser elaborado e ressignificado.Assim, estou à disposição para oferecer um lugar para que a dor seja escutada, compreendida e, finalmente, para que a pessoa não fique presa neste momento de violência, desrespeito de desumanidade.
Estou com você!
O bullying em si não tem um sentido ou propósito válido. Ele é uma expressão de sofrimento, uma acting out de conflitos internos não resolvidos do agressor, os quais são projetados num terceiro e causando sofrimentos neste.
É profundamente doloroso e confuso passar por essa experiência. O que podemos encontrar não é um sentido no bullying, mas sim um sentido no sofrimento que ele causa, em que temos uma oportunidade, ainda que injusta e difícil, de compreender e ressignificar marcas emocionais.
O agressor vê o bullying com um foco na vítima em si, numa projeção. O agressor coloca na vítima aspectos seus que ele rejeita ou não suporta em si mesmo como fraqueza, insegurança, medo, impotências.
Para aliviar esse conteúdo tensional, ataca o outro, num movimento destrutivo, numa tentativa distorcida de se livrar de seu próprio sofrimento interno. Portanto, vemos que é um sentido baseado no patológico, numa defesa frágil contra a própria angústia, sofrimento.
Já no lado da vítima, o sofrimento vivido pode, no espaço terapêutico, ganhar um novo significado, em que observamos a nomeação da agressão, ver os motivos, compreender que a violência sofrida não foi culpa ou mérito seu, mas uma projeção do outro.
Elaboramos a ferida causada por esta ação destrutiva e invasiva do agressor, trabalhar a humilhação, a raiva e a diminuição da autoestima, transformando-as em experiência e não apenas em traumas. Fortalecermos a subjetividade, com a descoberta de recursos internos e uma identidade que vai além do lugar de vítima que lhe foi imposto.
O bullying não tem um sentido a ser encontrado, é uma atividade destrutiva em si, mas o sofrimento que ele gera pode ser elaborado e ressignificado.Assim, estou à disposição para oferecer um lugar para que a dor seja escutada, compreendida e, finalmente, para que a pessoa não fique presa neste momento de violência, desrespeito de desumanidade.
Estou com você!
Sim, é possível encontrar sentido mesmo em experiências como o bullying, não para justificar a violência, mas para que a pessoa possa transformar a dor em aprendizado, fortalecimento e compromisso com uma vida mais autêntica e alinhada aos seus valores.
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