É possível que uma mulher com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tenha o desejo de interagir socia

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É possível que uma mulher com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tenha o desejo de interagir socialmente, mas não saiba como?
Sim, é possível. Muitas mulheres com Transtorno do Espectro Autista desejam socializar e formar vínculos, mas enfrentam dificuldades em interpretar sinais sociais, entender normas implícitas e organizar interações de forma adequada. Essa diferença entre desejo e habilidade social pode gerar frustração, ansiedade e sensação de inadequação, mesmo quando elas demonstram esforço para se conectar com os outros.

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Dra. Mayara Ciciliotti
Psicólogo, Psicanalista
Vitória
Sim, é possível e relativamente comum. Muitas mulheres no espectro do autismo desejam se relacionar, mas apresentam dificuldades nos modos de interação, como na leitura de sinais sociais, na compreensão de normas implícitas ou no manejo das trocas sociais.

Ainda assim, o TEA é heterogêneo, e qualquer hipótese diagnóstica deve ser pensada caso a caso, considerando a história subjetiva, o contexto e o impacto dessas experiências. Além disso, o manejo clínico precisa ser cuidadoso e individualizado, sustentado pela escuta e pela responsabilidade ética de cada profissional, para que o diagnóstico funcione como instrumento de cuidado e não como rótulo.

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