Em 2004, me encontrei num quadro de púrpura trombocitopênica. fiz esplenectomia no fim de 2005. Dai
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Em 2004, me encontrei num quadro de púrpura trombocitopênica. fiz esplenectomia no fim de 2005. Dai em diante minhas plaquetas sempre estavam normais. Este ano, percebi que estavam baixas e fiz por minha conta um exame que confirmou o q imaginava.( 64,000). A púrpura pode ter voltado? Ou é o que?
Existe sim possibilidade de recidiva do quadro. Procure um Hematologista para confirmar a plaquetopenia e obter orientações sobre as opções de tratamento.
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Seria importante confirmar a contagem e se houver a confirmação procurar um hematologista para realizar uma nova pesquisa diagnóstica.
Sim, a Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) pode voltar mesmo muitos anos após a realização da esplenectomia. Embora a retirada do baço proporcione uma remissão duradoura para a maioria dos pacientes, estima-se que uma parcela sofra recaídas tardias, às vezes décadas depois, como parece ser o seu caso agora.
Existem duas razões principais para que isso aconteça. A primeira é a presença de um baço acessório. Muitas pessoas nascem com pequenos fragmentos de tecido esplênico em outras partes do abdômen que não são detectados na cirurgia original. Com o passar dos anos, esses fragmentos podem crescer, hipertrofiar e assumir a função de destruir as plaquetas e produzir os anticorpos contra elas. A segunda razão é que o baço é o principal local de destruição, mas não o único; outros órgãos do sistema imunológico, como o fígado e a própria medula óssea, também podem passar a destruir as plaquetas diretamente.
No entanto, antes de fechar o diagnóstico de recaída da PTI, é fundamental descartar outras causas comuns que reduzem as plaquetas de forma isolada. Infecções virais recentes (como dengue, zika, chikungunya ou até mesmo quadros gripais), o uso de novos medicamentos (analgésicos, anti-inflamatórios ou antibióticos), deficiências vitamínicas ou o surgimento de outras condições autoimunes também podem derrubar a contagem.
Uma contagem de 64.000 plaquetas exige atenção, mas geralmente ainda está fora da zona de risco de sangramentos graves espontâneos. O que você deve fazer agora é procurar o seu hematologista o quanto antes. O médico provavelmente solicitará exames de imagem, como um ultrassom ou tomografia com contraste do abdômen, para pesquisar a presença de um baço acessório, além de uma investigação laboratorial completa para confirmar se trata-se da PTI retornando ou de outra intercorrência temporária. Até a consulta, evite o uso de medicamentos que afetem a função das plaquetas, como o ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios.
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Existem duas razões principais para que isso aconteça. A primeira é a presença de um baço acessório. Muitas pessoas nascem com pequenos fragmentos de tecido esplênico em outras partes do abdômen que não são detectados na cirurgia original. Com o passar dos anos, esses fragmentos podem crescer, hipertrofiar e assumir a função de destruir as plaquetas e produzir os anticorpos contra elas. A segunda razão é que o baço é o principal local de destruição, mas não o único; outros órgãos do sistema imunológico, como o fígado e a própria medula óssea, também podem passar a destruir as plaquetas diretamente.
No entanto, antes de fechar o diagnóstico de recaída da PTI, é fundamental descartar outras causas comuns que reduzem as plaquetas de forma isolada. Infecções virais recentes (como dengue, zika, chikungunya ou até mesmo quadros gripais), o uso de novos medicamentos (analgésicos, anti-inflamatórios ou antibióticos), deficiências vitamínicas ou o surgimento de outras condições autoimunes também podem derrubar a contagem.
Uma contagem de 64.000 plaquetas exige atenção, mas geralmente ainda está fora da zona de risco de sangramentos graves espontâneos. O que você deve fazer agora é procurar o seu hematologista o quanto antes. O médico provavelmente solicitará exames de imagem, como um ultrassom ou tomografia com contraste do abdômen, para pesquisar a presença de um baço acessório, além de uma investigação laboratorial completa para confirmar se trata-se da PTI retornando ou de outra intercorrência temporária. Até a consulta, evite o uso de medicamentos que afetem a função das plaquetas, como o ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios.
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