Estou com o meu noivo há 8 anos, recentemente descobri diversas traições, ele foi para o psicólogo e
9
respostas
Estou com o meu noivo há 8 anos, recentemente descobri diversas traições, ele foi para o psicólogo e psiquiatra, descobriu que tem TOC sexual. Gostaria de saber se isso isenta ele da culpa ou não.
Oie, como você está? Do meu ponto de vista como psicologa e psicanalista, não cabe a um terceiro "isentar ou não a culpa", mas sim as duas pessoas envolvidas na relação entenderem se e como podem lidar com a situação, se para a pessoa traida é possivel seguir e trabalhar em cima da confiança, e se para a pessoa que traiu se esta disposta a se responsabilizar pelos atos e parceria. So cabe a quem esta na relação entender como se sente e como da conta de lidar ou seguir com a relação. Espero que te ajude!
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Sinto muito pelo que você está passando, uma experiência profundamente dolorosa e confusa, e é totalmente compreensível que essa dúvida surja diante de uma descoberta tão impactante; do ponto de vista psicológico e ético, o diagnóstico de um transtorno, como o TOC com conteúdos sexuais obsessivos ou um padrão de comportamento sexual compulsivo, não isenta automaticamente a pessoa da responsabilidade por seus atos, embora contribua para compreender os fatores que podem ter influenciado esse comportamento. Na psicologia, diferenciamos explicação de justificativa: reconhecer a presença de sofrimento psíquico, impulsos desregulados ou pensamentos obsessivos não elimina o impacto real das escolhas feitas, nem o dano emocional causado a você e à relação, pois adoecimento e responsabilidade podem coexistir. Cabe ao psicólogo e ao psiquiatra avaliar cuidadosamente o diagnóstico, trabalhar o manejo dos impulsos, a responsabilização, a prevenção de recaídas e a reconstrução ética do comportamento; ao mesmo tempo, para você, o acompanhamento psicológico é fundamental para acolher a dor, elaborar o luto pela quebra de confiança, fortalecer limites e ajudá-la a decidir, com clareza e autonomia, o que é possível ou não para a sua saúde emocional. Nenhum diagnóstico a obriga a suportar sofrimento, e cuidar de si nesse processo é tão importante quanto qualquer tratamento que ele esteja realizando.
Olá, espero que esteja bem. Essa é uma situação muito delicada e compreendo o quanto ela pode estar sendo confusa e dolorosa para você.
Um transtorno pode ajudar a explicar alguns padrões de comportamentos e pensamentos ou porque certos impulsos existem ou são mais difíceis de manejar, mas as escolhas, os limites e os acordos do vínculo podem continuar existindo. O sofrimento psíquico não anula o impacto real das atitudes nem a dor causada ao outro.
O tratamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para que ele possa desenvolver mais consciência, manejo dos impulsos e responsabilidade sobre suas ações. Ao mesmo tempo, é igualmente importante que você tenha espaço para elaborar sua dor, sua quebra de confiança e decidir, com clareza e cuidado consigo, o que é possível ou não para você nesse vínculo.
Buscar acompanhamento psicológico para você também pode ajudar muito nesse momento, para sustentar suas escolhas. Você não precisa decidir tudo agora, mas merece cuidado, escuta e respeito nesse processo. Se sentir que precisa de apoio para atravessar esse momento e entender melhor tudo o que viveu, estou à disposição para te acompanhar.
Um transtorno pode ajudar a explicar alguns padrões de comportamentos e pensamentos ou porque certos impulsos existem ou são mais difíceis de manejar, mas as escolhas, os limites e os acordos do vínculo podem continuar existindo. O sofrimento psíquico não anula o impacto real das atitudes nem a dor causada ao outro.
O tratamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para que ele possa desenvolver mais consciência, manejo dos impulsos e responsabilidade sobre suas ações. Ao mesmo tempo, é igualmente importante que você tenha espaço para elaborar sua dor, sua quebra de confiança e decidir, com clareza e cuidado consigo, o que é possível ou não para você nesse vínculo.
Buscar acompanhamento psicológico para você também pode ajudar muito nesse momento, para sustentar suas escolhas. Você não precisa decidir tudo agora, mas merece cuidado, escuta e respeito nesse processo. Se sentir que precisa de apoio para atravessar esse momento e entender melhor tudo o que viveu, estou à disposição para te acompanhar.
Olá, como vai?
Mesmo com o diagnóstico, sabendo que os impulsos sexuais são de uma ordem de difícil controle, a questão do perdão ou culpa é algo que fala da sua intimidade com o noivo. Ou seja, você é quem vai decidir. Sugiro você procurar por psicoterapia para conversar com um profissional para elaborar a sua relação de 8 anos, e assim encontrar uma resposta que faça sentido para o seu hoje e o seu futuro.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Mesmo com o diagnóstico, sabendo que os impulsos sexuais são de uma ordem de difícil controle, a questão do perdão ou culpa é algo que fala da sua intimidade com o noivo. Ou seja, você é quem vai decidir. Sugiro você procurar por psicoterapia para conversar com um profissional para elaborar a sua relação de 8 anos, e assim encontrar uma resposta que faça sentido para o seu hoje e o seu futuro.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
O que a culpa interfere nesse caso?
Ele ter um diagnóstico não muda a atitude dele em relação a você.
Agora, se você tem a intenção de perdoar, essa é uma decisão somente sua: assumir e perdoar essas traições, ciente das consequências emocionais que elas geraram.
Ele ter um diagnóstico não muda a atitude dele em relação a você.
Agora, se você tem a intenção de perdoar, essa é uma decisão somente sua: assumir e perdoar essas traições, ciente das consequências emocionais que elas geraram.
Entendo o quanto essa descoberta é dolorosa e confusa. Um diagnóstico, como o chamado TOC sexual, ajuda a explicar comportamentos, mas não isenta automaticamente da responsabilidade pelas escolhas feitas nem pelo impacto causado na relação. Transtornos podem influenciar impulsos e sofrimento interno, porém o cuidado com o outro, a honestidade e a busca ativa por tratamento também fazem parte da responsabilidade emocional.
O ponto central não é “culpa ou inocência”, e sim:
ele está assumindo o impacto real das atitudes?
há compromisso consistente com tratamento e mudança?
você tem espaço para elaborar sua dor, reconstruir limites e decidir o que é saudável para você?
A psicoterapia pode ajudar você a processar o trauma da traição, diferenciar explicação de responsabilização e tomar decisões com mais clareza e segurança emocional.
Se quiser, posso te acompanhar nesse processo com acolhimento, profundidade e respeito ao seu ritmo. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
O ponto central não é “culpa ou inocência”, e sim:
ele está assumindo o impacto real das atitudes?
há compromisso consistente com tratamento e mudança?
você tem espaço para elaborar sua dor, reconstruir limites e decidir o que é saudável para você?
A psicoterapia pode ajudar você a processar o trauma da traição, diferenciar explicação de responsabilização e tomar decisões com mais clareza e segurança emocional.
Se quiser, posso te acompanhar nesse processo com acolhimento, profundidade e respeito ao seu ritmo. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá, uma vez que ele foi diagnosticado com um "transtorno", sim, isso pode eximir parte da culpa. O fato dele ter procurado ajuda é um ponto positivo, pois parece que ele reconhece o problema e quer melhorar. De qualquer forma, é importante que você analise se você está disposta a manter a relação. É interessante que busque apoio psicológico para te ajudar a descobrir se este relacionamento, com suas alegrias e desafios, está lhe trazendo satisfação.
Olá, tudo bem? Entendo o quanto essa situação é dolorosa e confusa... Mas é importante esclarecer que “isenção de culpa” é uma ideia jurídica que dificilmente vai se aplicar às relações afetivas. Veja bem: um diagnóstico — como o TOC sexual — ajuda a compreender o sofrimento psíquico e os impulsos envolvidos, mas não apaga o impacto das atitudes nem a responsabilidade da outra pessoa. Não é possível separar a pessoa do sofrimento mental que ela vive; ao mesmo tempo, o sofrimento não anula as consequências emocionais das escolhas feitas.
O ponto central agora é você: avaliar se existe um desejo seu de reparação, transparência e tempo, se existe condição para reconstruir confiança, se a outra pessoa também demonstra desejo de reparar a relação. Pode ser que vocês escolham continuar o relacionamento e reconfigurá-lo a partir desses novos fatos ou pode ser que escolham terminar e cada um seguir o próprio caminho. Ambas as decisões são legítimas. E buscar apoio psicológico para si pode ajudar a sustentar essa escolha com mais clareza e proteção emocional.
O ponto central agora é você: avaliar se existe um desejo seu de reparação, transparência e tempo, se existe condição para reconstruir confiança, se a outra pessoa também demonstra desejo de reparar a relação. Pode ser que vocês escolham continuar o relacionamento e reconfigurá-lo a partir desses novos fatos ou pode ser que escolham terminar e cada um seguir o próprio caminho. Ambas as decisões são legítimas. E buscar apoio psicológico para si pode ajudar a sustentar essa escolha com mais clareza e proteção emocional.
Essas coisas são complexas e não se pode fazer uma analise simples. O importante é você perceber o que tudo isso tem a ver com você, se tem a ver com você, quais as características dos seus relacionamentos com outras pessoas, será que tem um padrão onde suas necessidades não são atendidas? Perguntas como essas podem te ajudar a se entender melhor e melhorar sua qualidade de vida e para isso um, psicólogo , com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.