Estou em um relacionamento com uma mulher bissexual. Recentemente, em uma conversa sincera, ela diss
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Estou em um relacionamento com uma mulher bissexual. Recentemente, em uma conversa sincera, ela disse que sente falta de sexo com homens, mas afirmou que não deseja se relacionar com eles e que escolheu estar comigo. Mesmo assim, essa informação me deixou insegura e confusa. Gostaria de entender se esse incômodo é algo natural e como posso lidar com esse sentimento sem invalidar nem a mim nem a relação...eu realmente não sei o que fazer...ela me pergunta o que ela pode fazer...e eu realmente não sei. Era meu medo disso. Tenho medo disso atrapalhar a relação. De eu acabar não lidando com isso e terminar.
Relacionamentos amorosos são, por si só, desafiadores. Eles nos colocam diante do outro, mas também e talvez principalmente, diante de nós mesmos. O que você descreve é uma situação delicada, e é compreensível que gere insegurança, confusão e medo de perder algo que é importante.
É significativo notar que, apesar da fala da sua parceira, ela afirma com clareza que escolheu estar com você e deseja permanecer nessa relação. Esse ponto não é pequeno: ele funciona como um apontador importante do vínculo que vocês constroem e do lugar que você ocupa para ela. Ainda assim, o impacto emocional da fala existe, e não precisa ser minimizado.
Em relações afetivas, especialmente nas mais íntimas, costumam emergir inseguranças profundas e estruturantes. Nem sempre essas inseguranças dizem respeito exatamente ao outro, mas a histórias, experiências e marcas que cada um carrega.
Por isso, não é possível responder de imediato à pergunta “o que fazer”, porque antes é preciso entender de onde esse incômodo nasce.
O processo de análise pode ser um espaço importante para investigar essas origens, dar nome aos sentimentos e construir respostas que façam sentido para você. Respostas que não invalidem nem a relação, nem a sua própria experiência emocional. Não se trata de decidir rapidamente, mas de se escutar com mais profundidade e cuidado. E com isso construir uma forma de estar e responder à sua parceira, e também as outras pessoas com quem você convive, de forma mais segura e alinhada ao seu desejo.
É significativo notar que, apesar da fala da sua parceira, ela afirma com clareza que escolheu estar com você e deseja permanecer nessa relação. Esse ponto não é pequeno: ele funciona como um apontador importante do vínculo que vocês constroem e do lugar que você ocupa para ela. Ainda assim, o impacto emocional da fala existe, e não precisa ser minimizado.
Em relações afetivas, especialmente nas mais íntimas, costumam emergir inseguranças profundas e estruturantes. Nem sempre essas inseguranças dizem respeito exatamente ao outro, mas a histórias, experiências e marcas que cada um carrega.
Por isso, não é possível responder de imediato à pergunta “o que fazer”, porque antes é preciso entender de onde esse incômodo nasce.
O processo de análise pode ser um espaço importante para investigar essas origens, dar nome aos sentimentos e construir respostas que façam sentido para você. Respostas que não invalidem nem a relação, nem a sua própria experiência emocional. Não se trata de decidir rapidamente, mas de se escutar com mais profundidade e cuidado. E com isso construir uma forma de estar e responder à sua parceira, e também as outras pessoas com quem você convive, de forma mais segura e alinhada ao seu desejo.
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Olá! O incômodo que você está sentindo é compreensível e emocionalmente legítimo. Na Terapia Cognitivo Comportamental, entendemos que emoções como insegurança e medo costumam surgir a partir de pensamentos automáticos, por exemplo: “não sou suficiente”, “posso ser substituída” ou “isso vai acabar com a relação”. A informação, a fala dela, gerou vários pensamentos, os quais podem aumentar a ansiedade e o sofrimento, mesmo quando não há uma intenção real de traição ou ruptura, como você descreve. Um passo importante é identificar quais pensamentos estão sendo ativados por essa situação e avaliá-los de forma mais realista. Questione os pensamentos buscando evidências dos mesmos, se realmente irão acontecer. Ao mesmo tempo, é válido reconhecer seus limites emocionais e comunicar de forma clara o que você sente e precisa na relação. Sua parceira pode não conseguir “resolver” o sentimento por você, mas pode ajudar oferecendo segurança, clareza e constância, enquanto você trabalha a forma como interpreta e lida com essa informação.
Olá, boa tarde.
O melhor a ser feito nessas situações é tentar compreender seus sentimentos sem se invalidar. Por que tem medo? E a insegurança? O que está imaginando nessa situação? Através disso, compreenda se tem algo que possa ou não fazer sobre isso e, principalmente, veja o que sua parceira está te dizendo, pois por mais que ela sinta falta, ainda escolhe ficar contigo. Não paramos de ter desejo quando estamos num relacionamento, afinal.
Espero ter ajudado, grande abraço.
O melhor a ser feito nessas situações é tentar compreender seus sentimentos sem se invalidar. Por que tem medo? E a insegurança? O que está imaginando nessa situação? Através disso, compreenda se tem algo que possa ou não fazer sobre isso e, principalmente, veja o que sua parceira está te dizendo, pois por mais que ela sinta falta, ainda escolhe ficar contigo. Não paramos de ter desejo quando estamos num relacionamento, afinal.
Espero ter ajudado, grande abraço.
Parte do seu sofrimento pode estar ligado à expectativa de que, em uma relação, deveríamos suprir tudo no outro e não deixar nenhuma falta. Porém, somos seres constituídos pela falta, pelo desejo e pelo movimento, não pela completude. Amar e escolher alguém não elimina outras faltas.
Toda relação envolve reconhecer a autonomia do outro e aceitar que não temos controle sobre seus desejos. Assim como não temos como decidir pelo outro, o que vale a pena ou não, cabe a cada um lidar em alguma medida com suas faltas, escolhendo e ao mesmo tempo abrindo mão de muitas outras possibilidades. A possibilidade de mudança ou até de término sempre existe, porque somos seres em devir, e o amanhã não garante os afetos do hoje. Isso assusta, mas também faz parte da vida.
Talvez valha se perguntar por que a ideia de não suprir tudo no outro é tão dolorosa para você, e o que isso mobiliza na sua história. Tanto para você quanto para sua namorada, que também pode se apropriar do que exatamente ela sente falta: se isso diz respeito à relação com homens em si, à experiência da penetração ou a algo simbólico ligado a desejo, diferença ou alteridade. O espaço terapêutico pode ser um lugar possível para elaborar essas inseguranças, desejos e limites, não para eliminar as faltas, mas para aprender a sustentar a relação apesar delas.
Toda relação envolve reconhecer a autonomia do outro e aceitar que não temos controle sobre seus desejos. Assim como não temos como decidir pelo outro, o que vale a pena ou não, cabe a cada um lidar em alguma medida com suas faltas, escolhendo e ao mesmo tempo abrindo mão de muitas outras possibilidades. A possibilidade de mudança ou até de término sempre existe, porque somos seres em devir, e o amanhã não garante os afetos do hoje. Isso assusta, mas também faz parte da vida.
Talvez valha se perguntar por que a ideia de não suprir tudo no outro é tão dolorosa para você, e o que isso mobiliza na sua história. Tanto para você quanto para sua namorada, que também pode se apropriar do que exatamente ela sente falta: se isso diz respeito à relação com homens em si, à experiência da penetração ou a algo simbólico ligado a desejo, diferença ou alteridade. O espaço terapêutico pode ser um lugar possível para elaborar essas inseguranças, desejos e limites, não para eliminar as faltas, mas para aprender a sustentar a relação apesar delas.
Olá, tudo bem? Veja só, é importante que você primeiro aceite seus limites. A partir disso, o mais importante é que você não deixe seu medo impedir que você tenha uma conversa sincera com sua parceira. Diga pra ela que tipo de relação que você deseja. Se ela desejar outro tipo, bom... às vezes é sobre deixar ir.
O seu sentimento é legítimo. Trabalho com a Psicanálise e sei que o desejo não se baseia pela razão, entrar em contato com o desejo do outro pode te atravessar. Em relação ao que fazer, podemos conversar melhor sobre sua angústia, estou disposta a te escutar e ajudar em uma melhor elaboração dos seus sentimentos!
Olá! Obrigada pela abertura em trazer algo tão delicado. Pelo que você descreve, é possível perceber o quanto essa conversa te atravessou e despertou insegurança, confusão e medo de perda. Sentir-se assim diante de algo que toca diretamente o vínculo e o lugar que você ocupa na relação é algo compreensível. O incômodo que você sente não significa, necessariamente, falta de confiança ou desvalorização da relação, mas pode estar ligado ao impacto de entrar em contato com algo que você não esperava e que mobiliza seus próprios limites, medos e expectativas. Antes de chegar a decisões ou conclusões, pode ser importante ter um espaço onde você possa falar sobre essas inseguranças, entender de onde elas vêm e como afetam a forma como você se relaciona.
Olá, como vai?
Compreendo sua dúvida, você se preocupa em não deixar que sentimentos de insegurança atrapalhem o relacionamento atual, porém ela é uma mulher bissexual, e o desejo que ela tem, é só dela. Claro, gera inseguranças, pois quando entramos em um namoro, buscamos diversas identificações, entretanto, durante o passar do namoro, nos desencontramos da pessoa idealizada, e conhecemos a pessoa real, e é nesse momento que boa parte dos ditos "conflitos no relacionamento" surgem, e por consequência, a necessidade de conversar e alinhar as expectativas. Possivelmente a psicoterapia pode te ajudar a compreender o seu momento e ajudar no trabalho de se posicionar como uma mulher em um relacionamento com outra mulher que é bissexual.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
Compreendo sua dúvida, você se preocupa em não deixar que sentimentos de insegurança atrapalhem o relacionamento atual, porém ela é uma mulher bissexual, e o desejo que ela tem, é só dela. Claro, gera inseguranças, pois quando entramos em um namoro, buscamos diversas identificações, entretanto, durante o passar do namoro, nos desencontramos da pessoa idealizada, e conhecemos a pessoa real, e é nesse momento que boa parte dos ditos "conflitos no relacionamento" surgem, e por consequência, a necessidade de conversar e alinhar as expectativas. Possivelmente a psicoterapia pode te ajudar a compreender o seu momento e ajudar no trabalho de se posicionar como uma mulher em um relacionamento com outra mulher que é bissexual.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
Olá boa tarde, ter conversas sinceras são extremamente importantes para as relações, mas precisamos ser maduros emocionalmente para saber lidar com o que vamos ouvir. Nem sempre é fácil, mas é necessário. Sentir incômodo diante de algo que nos afeta é natural, levamos um tempo para elaborar, cada um no seu ritmo. Saber o que fazer com isso, qual decisão tomar é uma questão pessoal, mesmo que nesse momento você não consiga ter uma resposta que ache pertinente, você vai chegar a uma decisão, e isso precisa ser decidido por você, no seu tempo. É importante respeitar os seus sentimentos e não passar por cima de algo que para você não é aceitável. A psicoterapia, é uma ferramenta que vai ajudá-la a compreender melhor esse desconforto, e tudo isso que está sentindo. Busque ajuda de um profissional, para que possa ter esse espaço seguro, de sigilo e sem julgamentos.
O que você sente é compreensível. Somos ensinades, socialmente, a acreditar que uma relação amorosa precisa nos tornar “completes” e que devemos ser tudo o que a outra pessoa deseja. Quando algo escapa disso — como o desejo que não nos inclui diretamente — surge insegurança, medo e confusão. Isso não significa que há algo errado com você ou com a relação.
O desejo não funciona de forma linear ou totalmente controlável. E estar em um relacionamento é, inevitavelmente, conviver com o mistério do desejo da outra pessoa: nem sempre você vai saber exatamente o que ela deseja, pois muito provavelmente nem ela saberia falar tudo sobre o desejo dela. O fato de sua parceira escolher estar com você não apaga as histórias, fantasias ou faltas dela — e isso vale para qualquer relação. Existe uma frustração em nos relacionar justamente porque nós nunca vamos conseguir captar a completude do desejo da outra pessoa: e isso é terrível e maravilhoso, pois é justamente essa diferença que possibilita que tenhamos trocas e aprendizados nas nossas relações.
Quando ela pergunta o que pode fazer, talvez a resposta não seja uma ação concreta, mas um processo: construir, juntas, um espaço de escuta, sem exigência de certezas imediatas. A terapia pode ajudar muito você a elaborar essa sensação de incompletude, a diferenciar medo de realidade e a sustentar a relação sem sentir pressionada a "corresponder" totalmente aos desejos da sua parceria romântica.
O desejo não funciona de forma linear ou totalmente controlável. E estar em um relacionamento é, inevitavelmente, conviver com o mistério do desejo da outra pessoa: nem sempre você vai saber exatamente o que ela deseja, pois muito provavelmente nem ela saberia falar tudo sobre o desejo dela. O fato de sua parceira escolher estar com você não apaga as histórias, fantasias ou faltas dela — e isso vale para qualquer relação. Existe uma frustração em nos relacionar justamente porque nós nunca vamos conseguir captar a completude do desejo da outra pessoa: e isso é terrível e maravilhoso, pois é justamente essa diferença que possibilita que tenhamos trocas e aprendizados nas nossas relações.
Quando ela pergunta o que pode fazer, talvez a resposta não seja uma ação concreta, mas um processo: construir, juntas, um espaço de escuta, sem exigência de certezas imediatas. A terapia pode ajudar muito você a elaborar essa sensação de incompletude, a diferenciar medo de realidade e a sustentar a relação sem sentir pressionada a "corresponder" totalmente aos desejos da sua parceria romântica.
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