Estou em um relacionamento há quase 10 meses. Minha namorada tem uma amiga de muitos anos, com quem

7 respostas
Estou em um relacionamento há quase 10 meses. Minha namorada tem uma amiga de muitos anos, com quem já ficou no passado, e elas se chamam de “amor”. Isso me gera ciúmes, raiva e desconforto, principalmente após situações envolvendo envio de conteúdos sexuais por essa amiga.
Sempre que essa amiga é mencionada, fico mais fria, evito carinho e não sei como lidar com esses sentimentos sem prejudicar o relacionamento.
Gostaria de orientação sobre como compreender esses gatilhos emocionais e lidar com o ciúmes de forma saudável.
O que você descreve envolve gatilhos emocionais ligados a ciúmes, insegurança e limites no relacionamento. Esses sentimentos são compreensíveis, especialmente quando há histórico afetivo e comportamentos que ultrapassam o que você considera seguro ou respeitoso na relação. O afastamento emocional costuma ser uma forma de proteção, mas, a longo prazo, pode gerar desgaste.
Em terapia, é possível compreender a origem desses gatilhos, diferenciar o que é medo, raiva ou necessidade de segurança emocional, fortalecer a comunicação assertiva e construir limites mais saudáveis, sem culpa ou explosões emocionais. Trabalhar o ciúmes não significa ignorar o desconforto, mas entender o que ele sinaliza sobre você e sobre a dinâmica do relacionamento.
Caso queira, fico à disposição para te acompanhar nesse processo terapêutico.

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Oi entendo sua percepção, seria importante que vc conversasse com sua namorada como vc se sente. O que vc diz ser ciúmes,talvez seja o quanto vc não se sente seguro e confiante nesta relação. Seria importante vc dar uma atenção para sua estima. E lembra que as vezes o que sentimos nem sempre é percebido pelo outro, precisa ser falado. Estou a disposição.
Ciúmes, raiva e desconforto costumam surgir quando alguma situação toca em inseguranças, medos ou no receio de perder o lugar na relação. Um passo importante é tentar identificar com mais clareza o que exatamente te incomoda, se é o histórico entre elas, a forma como se tratam hoje ou o envio de conteúdos sexuais, e o que tudo isso desperta em você. Compreender esses sentimentos ajuda a reconhecer seus próprios limites e necessidades. Também pode ser importante conversar com a sua namorada de forma aberta e cuidadosa, compartilhando como você se sente, ao mesmo tempo em que se dispõe a ouvir como ela se sente e a entender melhor como é o vínculo de amizade entre elas atualmente. Esse tipo de diálogo pode favorecer mais segurança, compreensão mútua e caminhos mais saudáveis para o relacionamento.
Olá, como vai?
Para compreender os gatilhos emocionais, sugiro você procurar por psicoterapia. A partir do seu processo terapêutico e no mergulho de suas emoções e história, é provável que você identifique cada vez mais fácil o que lhe gera os gatilhos. Agora, quanto ao ciúme, é importante clarificar que o sentimento de posse, de controle, mas principalmente de apego vão atravessar as relações de amor. Ter a consciência que esses sentimentos existem é o início do trabalho. Uma metáfora para o ciúmes são os pássaros, que se ninham, se cuidam durante o inverno para no verão voarem, mas que no inverno seguinte, eles retornam aos seus habitats de nascimento para seguir a vida. Esse movimento de ir e voltar, o qual é associado ao apego, pode ser trabalho em psicoterapia também. Há também um trabalho sobre confiança no outro e em você mesma. Procure ajuda profissional, pode ser transformador!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Você já parece estar no caminho da compreensão dos seus gatilhos ao se observar e refletir sobre eles. Um passo importante pode ser detalhar quais pensamentos e sensações surgem quando o ciúme aparece: que tipo de conversa interna acontece, se há medos envolvidos e do quê, e o que você gostaria que fosse diferente nessas situações.

Para lidar com o ciúme de forma mais saudável, a construção de um canal de diálogo entre vocês é essencial — conversando sobre o que seria um ciúme saudável nessa relação, quais limites fazem sentido e separando o sentimento do comportamento no momento da ação.

A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, oferecendo um espaço seguro para compreender esses gatilhos emocionais, fortalecer a segurança interna e encontrar formas mais conscientes de se posicionar na relação.
Olá, tudo bem? Entendo que pode ser difícil lidar com essas sensações, especialmente quando você sabe sobre as interações entre elas. É importante pensar que nossos sentimentos sempre tem algum valor, eles sempre nos dizem algo. Talvez seu ciúme esteja te dizendo que tem algo de errado na sua relação nesse momento, ou talvez ele esteja te dizendo sobre inseguranças que nasceram em um passado distante. Sendo assim, acredito que uma orientação adequada a você só pode ser fornecida dentro de um trabalho terapêutico. Nesse processo, o psicólogo pode te ajudar a entender melhor a sua relação com sua namorada, e trazer à luz o que esses ciúmes estão te dizendo. Caso eles te digam sobre coisas de um passado distante, tudo isso pode ser trabalhado para facilitar os dias de hoje. Caso opte por tentar o processo, posso te acompanhar.
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
O que você descreve toca em pontos sensíveis de qualquer relação: limites, segurança emocional e o lugar que ocupamos no desejo do outro. Esses sentimentos de ciúmes e raiva não surgem do nada; eles costumam ser ativados quando algo ameaça, real ou simbolicamente, o senso de exclusividade ou de respeito dentro do vínculo. A terapia não tem como objetivo “curar” gatilhos emocionais no sentido de eliminá-los, mas pode ajudar você a compreender o que exatamente é intolerável para você, quais são suas expectativas afetivas e o que é inegociável em uma relação. A partir dessa clareza, torna-se possível comunicar seus limites de forma menos reativa e mais assertiva, sem se fechar emocionalmente ou agir no silêncio. Isso não garante que a outra pessoa vá mudar, mas permite que você se posicione com mais responsabilidade afetiva consigo mesma, decidindo se esse vínculo comporta aquilo que você precisa para se sentir segura e respeitada.

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