Estou saindo há mais ou menos um mês com uma pessoa. Os encontros são sempre muito agradáveis, muito
8
respostas
Estou saindo há mais ou menos um mês com uma pessoa. Os encontros são sempre muito agradáveis, muito intensos, mas desde o início fico ruminando na cabeça o que pode sair disso, fico imaginando se de repente isso pode virar um namoro e como isso seria na prática.
Normalmente quando estou com ela aproveito bastante, mas especialmente depois dos encontros parece que fica na cabeça um pensamento: será que gosto dela realmente, será que vou perder o interesse, ou então me pego questionando, o que é paixão, o que é amar?
Tenho um histórico de relacionamentos que começavam e eu sempre terminava por falta de interesse.
É algo um pouco paradoxal, porque ao mesmo tempo que eu aproveito esses encontros, vem esses sentimentos, uma angústia. Sem contar que também depois que conheci ela foi como se estivesse esquecido de outras coisas da minha vida. É uma sensação estranha. Me sinto impotente por não saber o que fazer, como lidar com isso.
Normalmente quando estou com ela aproveito bastante, mas especialmente depois dos encontros parece que fica na cabeça um pensamento: será que gosto dela realmente, será que vou perder o interesse, ou então me pego questionando, o que é paixão, o que é amar?
Tenho um histórico de relacionamentos que começavam e eu sempre terminava por falta de interesse.
É algo um pouco paradoxal, porque ao mesmo tempo que eu aproveito esses encontros, vem esses sentimentos, uma angústia. Sem contar que também depois que conheci ela foi como se estivesse esquecido de outras coisas da minha vida. É uma sensação estranha. Me sinto impotente por não saber o que fazer, como lidar com isso.
O que você descreve envolve ansiedade relacional, ruminação e medo de repetição de padrões afetivos, algo comum quando há intensidade emocional e histórico de relações interrompidas. Aproveitar o encontro e, ao mesmo tempo, sentir angústia e questionamentos não é contraditório — muitas vezes indica dificuldade em tolerar incertezas e em diferenciar expectativa, paixão e vínculo real.
Em terapia, é possível compreender esses padrões, reduzir a ruminação, resgatar o contato com a própria vida e aprender a vivenciar a relação no presente, sem antecipar desfechos. Isso ajuda a construir escolhas afetivas mais conscientes e menos guiadas pela ansiedade.
Caso queira, fico à disposição para te acompanhar nesse processo terapêutico.
Em terapia, é possível compreender esses padrões, reduzir a ruminação, resgatar o contato com a própria vida e aprender a vivenciar a relação no presente, sem antecipar desfechos. Isso ajuda a construir escolhas afetivas mais conscientes e menos guiadas pela ansiedade.
Caso queira, fico à disposição para te acompanhar nesse processo terapêutico.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Oi percebo que no seu relato aparece bastante ansiedade, dúvidas do que sente. Pode ser que vc esteja inseguro com sua vida e consequentemente acaba projetando nas suas relações. Seria interessante vc fazer uma terapia, para poder melhorar o que vc está vivendo e como lidar com este enfrentamento. Acredito que quando sabemos o que queremos não temos dúvidas e sim certezas.
Pelo seu relato, os pensamentos mais frequentes parecem estar ligados a uma preocupação excessiva com o futuro e também com o que já aconteceu no passado. Esse movimento de tentar prever o que vai acontecer ou de usar experiências anteriores como parâmetro pode acabar afastando você da experiência tal como ela está acontecendo agora. Talvez seja importante tentar se colocar mais no presente, permitindo-se viver os encontros como eles são, observando o que sente neles, sem que isso precise ser uma repetição do passado ou uma justificativa para prever um resultado futuro. Quando a atenção fica muito voltada para essas antecipações, a tendência é que a ansiedade aumente e a vivência perca espaço.
Olá, como vai?
Muito interessante sua reflexão sobre a forma como você se relaciona com as parceiras amorosas. Amar, gostar, se apaixonar geram dúvidas e é normal se questionar sobre com quem nos relacionamos, mas principalmente é observável que você se preocupa com o futuro. Quais são os seus objetivos? Seria formar uma família, viajar, se estabelecer profissionalmente, casar, curtir as relações? Talvez, você conseguindo esclarecer quais são os objetivos, encontrar a paz dentro dessa paradoxialidade seja o início do trabalho. De qualquer forma, eu sugiro você procurar por psicoterapia, pois é evidente o grau de profundidade que você acessa em si mesmo. Espero ter ajudado, fico à disposição!
Muito interessante sua reflexão sobre a forma como você se relaciona com as parceiras amorosas. Amar, gostar, se apaixonar geram dúvidas e é normal se questionar sobre com quem nos relacionamos, mas principalmente é observável que você se preocupa com o futuro. Quais são os seus objetivos? Seria formar uma família, viajar, se estabelecer profissionalmente, casar, curtir as relações? Talvez, você conseguindo esclarecer quais são os objetivos, encontrar a paz dentro dessa paradoxialidade seja o início do trabalho. De qualquer forma, eu sugiro você procurar por psicoterapia, pois é evidente o grau de profundidade que você acessa em si mesmo. Espero ter ajudado, fico à disposição!
Olá, tudo bem? Poxa, parece difícil lidar com esses pensamento, entendo seu sofrimento. Veja só, angústia e pensamentos frequentes e negativos sobre o futuro são características de um quadro de ansiedade. A ansiedade aparece comumente quando nos deparamos com situações que indicam mudanças intensas na vida pessoal, como no caso do inicio de uma relação intima. O perigo é que a ansiedade pode ser paralisante e promover autosabotagem. É importante que você avalie se existe um padrão de ansiedade seguido de autosabotagem ao longo da sua vida. Caso você acredite que sim, pode ser interessante buscar um processo psicoterapêutico. O psicólogo pode te ajudar a lidar com essas emoções intensas para não deixar que elas te façam abrir mão de algo que é valioso para você. Caso você opte pelo processo, posso te acompanhar.
O acompanhamento psicológico é indicado nessa situação, para que você desenvolva autoconhecimento e identifique suas crenças e estilos de apego, o que contribuirá para decisões mais assertivas.
O que você descreve é um conflito bastante comum quando o encontro com o outro começa a ganhar peso psíquico. A intensidade do vínculo pode ativar não apenas desejo, mas também medo: medo de perder o controle, de repetir padrões anteriores, de se comprometer com algo que não sabe se poderá sustentar. Esses questionamentos constantes — “é paixão?”, “é amor?”, “vou perder o interesse?” — costumam ser tentativas de antecipar o futuro para aliviar a angústia do não saber. No entanto, isso muitas vezes afasta você da experiência presente do encontro. O fato de sua vida parecer “encolher” em torno dessa pessoa também indica o quanto esse vínculo mobiliza algo importante em você. A psicoterapia pode ajudar a compreender por que a proximidade desperta tanta ambivalência, qual o sentido dessas repetições nos relacionamentos e como sustentar o desejo sem precisar decidir tudo de imediato.
Olá. Lidar com sentimentos, principalmente quando são intensos, pode ser um desafio realmente e a incerteza de um relacionamento que está começando pode ativar comportamentos de ansiedade como esses questionamentos e a tentativa de controle do que vai acontecer. Penso que essa situação fala muito mais sobre você, do que a pessoa com a qual está se relacionando.
A psicoterapia pode ser um espaço para explorar essas experiências, compreender esse padrão que se repete e construir mais contato com o que você sente no presente, sem a necessidade de decidir ou definir tudo de imediato.
Um abraço.
A psicoterapia pode ser um espaço para explorar essas experiências, compreender esse padrão que se repete e construir mais contato com o que você sente no presente, sem a necessidade de decidir ou definir tudo de imediato.
Um abraço.
Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.