Eu era apaixonada pelo meu psicólogo a muito tempo antes de iniciar a terapia com ele, conhecia de v

22 respostas
Eu era apaixonada pelo meu psicólogo a muito tempo antes de iniciar a terapia com ele, conhecia de vista. Falei com ele na terapia sobre meus sentimentos de antes da terapia e q nao mudou e até que ele reconheceu q eu gostava de vdd dele dps de várias conversas. Encerramos a terapia tem 3 anos quase e hoje ele está abrindo o consultório dele. Sou arquiteta, posso oferecer meus serviços p ele de desenho do consultório e assim se ele permitir iniciar amizade e quem sabe algo a mais? Hoje faço terapia com outra psicóloga, já tem quase 1 ano q faço. E olhem bem: ainda gosto mto do meu antigo psicólogo. Lembrem q já gostava antes de iniciar a terapia com ele
 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! O desejo que persiste fala de algo que ainda busca ser elaborado. Oferecer seus serviços pode ser um jeito de manter viva uma chama que, na verdade, pede para ser compreendida. A análise com sua atual terapeuta pode ajudar a escutar o que esse antigo afeto ainda te diz. Às vezes, o que queremos reencontrar no outro é um pedaço de nós que ainda espera por palavras. O amor também é um sintoma.

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 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Não há nenhum impedimento legal para que você faça essa oferta. Inclusive, você não precisa envolver o lado profissional, de ambos os lados, se o que você quer com ele é algo a mais.
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
É muito tocante perceber o cuidado com que você vem conduzindo essa situação, reconhecendo seus sentimentos com honestidade, respeitando o percurso terapêutico que viveu e, sobretudo, demonstrando um profundo desejo de agir com maturidade e ética. Esse tipo de dilema não é incomum, e merece ser olhado com delicadeza — exatamente como você está fazendo.

O que você viveu com seu antigo psicólogo parece ter sido atravessado por algo anterior ao vínculo terapêutico, o que de fato faz diferença. O afeto que você sentia — e que ainda sente — não nasceu dentro do setting, e isso muda um pouco a forma como a relação pode ser pensada. No entanto, quando um vínculo se transforma em uma relação terapêutica, há um compromisso ético que se estabelece ali. E mesmo depois do fim da análise, o efeito dessa relação pode seguir ressoando por um tempo, especialmente se os sentimentos ainda estão vivos, como é o seu caso.

Você já está em análise com outra profissional, o que é um ponto muito positivo. Isso indica que você continua cuidando de si e buscando elaborar essas questões com apoio, o que é muito importante. A psicanálise, nesse sentido, pode ser uma grande aliada para ajudar a entender o que esse amor diz sobre você. O que ele mobiliza? O que se atualiza nesse desejo? Existe, muitas vezes, algo simbólico envolvido no amor por um analista — ele pode representar escuta, acolhimento, reconhecimento... E, claro, também pode haver um sentimento genuíno, que merece ser escutado com respeito.

Sobre oferecer seu trabalho como arquiteta: essa pode ser uma maneira legítima de reaproximação, sim — desde que seja feita com clareza, respeito mútuo e sem expectativas ocultas. Se o contato profissional for feito de forma ética e transparente, sem invasões, e se ele também estiver confortável com isso, pode haver uma possibilidade de diálogo. Mas é importante ter em mente que esse caminho não garante reciprocidade afetiva — por isso, quanto mais consciência você tiver do que está oferecendo e do que está buscando, mais protegida emocionalmente você estará.

A psicanálise pode te ajudar a dar contorno a tudo isso: ao desejo, à dúvida, à esperança e, inclusive, à dor que pode vir se a resposta dele for diferente da sua expectativa. Falar sobre isso, elaborar, escutar o que há por trás do sentimento, pode ser uma forma muito potente de transformação.

Você está se movendo com cuidado, e isso é precioso. Se sentir que deseja aprofundar esse processo de escuta e elaboração, saiba que há espaço para isso. E, seja qual for o desfecho com ele, o mais importante é que você continue se escolhendo, se respeitando e se permitindo viver com verdade.
Olá!
Essa é uma questão muito interessante e traz à tona muitos sentimentos e dilemas que podem surgir em contextos terapêuticos. Primeiramente, é importante reconhecer que seus sentimentos são válidos e fazem parte da sua história emocional, mas também é essencial pensar sobre como lidar com esses sentimentos de maneira que respeite tanto a sua saúde emocional quanto a dinâmica ética e profissional.

Quando falamos de sentimentos como a paixão ou a admiração por um psicólogo, é comum que isso aconteça em razão do vínculo criado na terapia. O ambiente terapêutico é um espaço onde o paciente pode sentir um grande acolhimento, compreensão e empatia, o que pode gerar uma conexão emocional forte. Como você já mencionou, esses sentimentos já estavam presentes antes mesmo de iniciar a terapia, o que provavelmente intensificou a sua percepção da relação com ele. No entanto, é importante lembrar que o vínculo entre um paciente e um terapeuta é, acima de tudo, terapêutico, e a ética profissional que rege a psicologia preza pela manutenção de uma relação em que o foco seja o desenvolvimento emocional e o bem-estar do paciente, sem que haja envolvimento pessoal ou emocional fora dessa dinâmica.

Quanto à sua pergunta sobre oferecer seus serviços como arquiteta para desenhar o consultório dele, esse tipo de situação deve ser abordado com cautela. Embora o gesto de oferecer ajuda profissional seja compreensível e talvez até de boa intenção, é importante que se reflita sobre as motivações que estão por trás dessa oferta. Seu interesse em retomar uma relação com ele, talvez na forma de amizade e quem sabe algo mais, pode trazer à tona questões não resolvidas de sua relação anterior com ele enquanto psicólogo. Esse tipo de movimento pode comprometer o que você está vivendo na terapia com sua nova psicóloga, além de afetar a sua própria saúde emocional.

No campo da ética profissional, um psicólogo deve evitar qualquer tipo de relação pessoal com um paciente que possa interferir no processo terapêutico. Isso se aplica também a situações em que há um vínculo pré-existente, como o seu caso. A busca por amizade ou por algo além disso pode gerar um impacto negativo tanto para você quanto para o próprio profissional, que deve se manter em uma postura neutra e não envolvida emocionalmente.

Considerando que você ainda mantém sentimentos por seu antigo psicólogo, seria importante refletir profundamente sobre esses sentimentos antes de tomar qualquer decisão. Talvez seja interessante conversar com sua atual psicóloga sobre isso, pois esses sentimentos ainda estão presentes e podem estar influenciando outras áreas da sua vida emocional. A terapia é um espaço seguro para explorar esses sentimentos, sem pressa de resolver tudo de imediato.

Eu entendo que a tentação de reestabelecer uma conexão, seja profissional ou pessoal, seja grande, mas é fundamental priorizar o seu próprio processo de cura e autoconhecimento. Em alguns casos, é necessário dar um passo atrás e avaliar o que é mais saudável para o seu desenvolvimento emocional.

Espero que essa reflexão ajude a guiar o seu pensamento. Lembre-se de que, ao tomar decisões, é importante buscar o equilíbrio entre os seus sentimentos e a necessidade de preservar sua saúde emocional, sempre com atenção aos limites éticos e ao respeito pelo processo terapêutico.

Fico à disposição se precisar conversar mais sobre isso.

 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
É natural que sentimentos profundos surjam na relação terapêutica, ainda mais quando já havia uma admiração anterior. O vínculo com um terapeuta pode mobilizar desejos, idealizações e afetos intensos, que merecem ser olhados com cuidado. Mesmo após o fim da terapia, esses sentimentos podem persistir e causar dúvida sobre como agir. No entanto, é importante lembrar que a ética profissional continua válida mesmo após o encerramento do processo terapêutico, especialmente quando há uma história de vínculo clínico. Oferecer seus serviços profissionais como arquiteta não é errado, mas deve ser feito com clareza de propósito: você está buscando uma relação profissional ou uma reaproximação afetiva? Explorar esse desejo na sua terapia atual pode ser muito valioso. Mais do que buscar uma resposta imediata, talvez seja importante se perguntar: o que esse sentimento representa hoje na minha vida? O que ainda não foi elaborado? A resposta pode não estar no outro, mas em você mesma.
Sobre seu desejo e interesse, acredito que poderia levar para a sua terapia e trabalhar junto ao profissional. Creio que o processo terapêutico irá ajudar e muito na sua tomada de decisão.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Não existe uma restrição a se ter algum tipo de relação com psicólogo, psiquiatra ou psicanalista após o fim do período de terapia, não existe lei, norma ou impedimento para que isso aconteça. Contudo, é importante ressaltar que tal relação já seria marcada por questões terapêuticas, o que pode apresentar contratempos e a movimentação de outros afetos.
Me parece que seu psicólogo carrega significativamente esse adjetivo, "psicólogo", então é algo que é válido de se falar em terapia com sua atual psicóloga, pensar sobre qual lugar ele ocupa em suas próprias fantasias, desejos e imaginações.
Espero ter ajudado e fico à disposição.
 Liliane Rique
Psicólogo, Psicanalista
Recife
Sentimentos em relação ao terapeuta não são raros e podem durar mesmo após o fim da terapia. É importante respeitar o tempo de elaboração emocional antes de estabelecer qualquer vínculo fora do setting. Talvez ainda haja algo a ser elaborado nesse antigo vínculo. O papel mais importante do do profissional é respeitar e acolher as necessidades psíquicas do seu paciente e saber cumprir este papel com ética.
 Gabriel Augusto Alves Ventura
Psicólogo
Ribeirão Preto
No sentido burocrático, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) não proíbe explicitamente relacionamentos afetivos de qualquer natureza entre psicólogos e ex-pacientes após o término da terapia. Porém, o envolvimento afetivo posterior pode afetar os resultados positivos que foram obtidos durante o processo terapêutico, principalmente se for marcado futuramente por desentendimentos e rompimento da comunicação que possuem. Por isso, não existe certo ou errado para essa questão, porém a decisão de se envolver com um profissional de saúde que a atendeu no passado pode ter impactos importantes em você a depender do que acontecer, sendo aconselhado pensar com cautela sobre o assunto.
 Salomão  Barros
Psicólogo
Manaus
Então,
precisamos pensar em duas coisas: vínculos e papéis de vida.

Seu psicólogo manejou essas duas coisas ao saber da sua transferência dentro da terapia, acredito que com sua participação também, quer dizer, um vínculo foi encerrado haja vista a distorção dos papéis que ambos ocupavam naquele momento - paciente/terapeuta.

Quando falo distorção não é algo de errado mas parte do processo, até pela carga de afeto que você já trazia antes da terapia.

Hoje você se encontra tendo lugares ocupados por pessoas dentro destes papéis, inclui você, está como paciente e com outra terapeuta, sendo assim, é o momento ideal para que você elabore e interprete o que existe ainda de todos este sentimento, e falo isso pela diferença entre objeto de amor projetado e objeto amado; É aquilo que estava na sua frente (terapeuta) que você gostava, após ter se conectado, ou era todo amor que você tinha que poderia ser depositado em qualquer pessoa mas que naquele momento oportuno estava mirando aquele objeto (terapeuta)?

Dito isso, precisa ficar claro quem está se aproximando ou que pretende se aproximar desta pessoa que não é mais o seu terapeuta, a paciente antiga? alguém que busca conexão? quer dizer, precisa estar claro a você este sentimento primeiro, além de digeri-lo, e é importante lembrar que saindo do papel de terapeuta/paciente, esta aproximação pode gerar resultado que não se pode criar hipóteses, mas ver que você tem essa consciência de tudo que aconteceu é muito bom, agora é necessário digerir tudo que estava acontecendo no campo dos afetos, que vai direcionar muito a sua tomada de decisões e onde você gostaria de depositar seu afetos para construir uma conexão real com uma pessoa definitivamente real que pode fazer parte da sua vida.
Dr. André Duarte Cesar de Oliveira
Psicólogo
Rio de Janeiro
Oi! Obrigado por compartilhar algo tão íntimo — é perceptível o quanto esse sentimento é verdadeiro e persistente para você. E isso merece ser acolhido com respeito e atenção.

É importante lembrar que, mesmo que você já gostasse dele antes da terapia começar, vocês criaram uma relação terapêutica real, com vínculos emocionais e éticos importantes, e isso deixa marcas nos dois lados. O Código de Ética da Psicologia recomenda que ex-pacientes e terapeutas mantenham um distanciamento por um tempo significativo para evitar confusões entre vínculo terapêutico e possíveis relações pessoais — o que, no seu caso, já vem sendo respeitado há quase 3 anos.

Agora que esse tempo passou, e que você já está em outro processo terapêutico há cerca de um ano, a situação muda de contexto. Oferecer seus serviços como arquiteta pode ser uma forma legítima de contato profissional, desde que você esteja emocionalmente preparada para qualquer resposta dele — seja um sim, um não, ou uma relação estritamente profissional.

Sobre a possibilidade de iniciar uma amizade ou algo a mais, isso precisa ser construído com muito cuidado, respeito mútuo e clareza emocional. É essencial que esse tipo de contato venha a partir da iniciativa dele também — e que ele esteja confortável, consciente e ético quanto a isso. Forçar qualquer aproximação com expectativa romântica pode te expor a uma dor desnecessária.

Converse sobre isso com sua psicóloga atual. Ela pode te ajudar a entender o que esse sentimento representa hoje, se ainda está ligado à idealização ou à carência emocional, ou se é algo mais maduro e possível.

Seu desejo é legítimo, mas cuidar de você e do seu bem-estar emocional vem em primeiro lugar. Vá com calma, com consciência, e com amor-próprio.

Se quiser conversar mais sobre isso, estou aqui.
@andreduartepsicologo
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá, a questão maior não é se você pode , mas o que espera com isso . Você falou em construir amizade com ele, porém ainda gostando dele. Já tentou levar esses sentimentos para sua nova terapeuta analisar com você ? Talvez assim você consiga avaliar melhor essa tentativa
 Aurilene Recco Silva
Psicólogo
Dourados
Olá! Antes de tudo, quero te parabenizar por trazer essa história com tanta sinceridade e sensibilidade. Isso mostra que você tem consciência da profundidade dos sentimentos envolvidos e está buscando olhar para isso com cuidado e isso, por si só, já é muito bonito e potente.

Na Gestalt Terapia, damos muito valor à autenticidade dos sentimentos e à forma como cada pessoa se responsabiliza pelas suas escolhas no aqui-e-agora. Dito isso, é importante reconhecer que a relação terapêutica deixa marcas, especialmente quando há afetos tão intensos envolvidos.

Você e seu ex-terapeuta encerraram a terapia há quase três anos, um tempo significativo. Mas mesmo assim, é essencial lembrar que o vínculo que foi criado dentro do setting terapêutico não é como qualquer outro. Ele envolve assimetrias, confiança e cuidados éticos que não se dissolvem automaticamente com o tempo. Por isso, antes de qualquer tentativa de contato com ele em outro contexto, é fundamental refletir com profundidade sobre o que realmente te move nesse desejo.

Será que é o interesse profissional genuíno, o desejo de reencontrar alguém que te impactou, ou uma expectativa romântica ainda não resolvida? Isso não tem resposta certa ou errada, mas precisa ser sentido com honestidade. E que bom que você já está em outro processo terapêutico, pois pode levar tudo isso para sua psicóloga atual e explorar essas nuances com apoio.

Oferecer seus serviços como arquiteta é possível, sim. Mas seria importante que esse convite fosse feito com clareza e sem intenções ocultas
respeitando os limites dele também. Lembre-se: um vínculo afetivo que surgiu no contexto da terapia é delicado e exige responsabilidade dos dois lados.

O essencial é que você se escute com coragem e leveza, sem se julgar por gostar de alguém mas também sem usar esse sentimento como caminho para algo que pode te confundir ainda mais.

Seu sentir é legítimo. O que você faz com ele pode ser profundamente transformador.
Sim, você pode oferecer seus serviços como arquiteta, desde que esteja emocionalmente preparada para lidar com qualquer resposta e sem criar expectativas românticas imediatas. Traga isso para sua terapeuta atual e avalie se essa reaproximação é uma forma de cuidado ou de reviver um vínculo ainda não elaborado. Vá com clareza, ética e proteção emocional.
 Matheus Vieira
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Sugiro que esse tema seja trabalhado em seu processo psicoterapêutico atual.
Olá! Obrigada por compartilhar com tanta sinceridade — sentimentos assim são delicados e merecem ser tratados com cuidado e respeito.

É compreensível que o vínculo construído com um terapeuta, ainda mais quando já havia admiração anterior, possa deixar marcas emocionais profundas. O afeto que você sente é legítimo, mas é importante lembrar que a relação terapêutica é regida por códigos éticos, mesmo após o término do acompanhamento.

Embora o vínculo terapêutico tenha sido encerrado há quase 3 anos, ainda é essencial agir com cautela. Oferecer seus serviços profissionais como arquiteta pode ser uma iniciativa válida, desde que com clareza de intenção e respeito aos limites éticos da profissão dele. O ideal é que essa aproximação tenha como base o profissionalismo, e não o desejo de retomar algo pessoal.

Você está fazendo terapia atualmente, isso é um ótimo espaço para refletir com profundidade sobre esse sentimento e o que ele representa na sua história. Às vezes, o que buscamos no outro é algo que estamos tentando reencontrar dentro de nós.

Sentir ainda é humano. Compreender, elaborar e agir com maturidade é o que faz a diferença. Cuide de você nesse processo
 Paula Blum
Psicólogo
Rio de Janeiro
Querida(o) Paciente,

Obrigada por compartilhar algo tão íntimo com tanta coragem e sensibilidade. Isso já mostra o quanto você tem se permitido olhar com profundidade para seus sentimentos e isso é algo precioso.

É completamente humano se apaixonar, mesmo em contextos como o terapêutico, onde há uma relação de escuta, acolhimento e conexão emocional. No seu caso, esse afeto já existia antes mesmo da terapia começar, e isso muda bastante a natureza da situação. Não se trata apenas de uma transferência clássica, mas de um sentimento anterior, que foi apenas intensificado pelo vínculo terapêutico.

Você também demonstra consciência ao dizer que está em acompanhamento com outro(a) psicólogo(a), o que é fundamental. Ter esse espaço para elaborar tudo o que esse sentimento representa inclusive o que ele desperta em você hoje, depois de tanto tempo é um cuidado profundo consigo mesma(o).

Sobre oferecer seus serviços como arquiteta: sim, você pode fazer isso desde que esteja clara consigo mesma sobre suas intenções e esteja emocionalmente preparada para as possíveis respostas. Abrir esse canal de contato pode te mobilizar de muitas formas: expectativas, fantasias, frustrações ou esperança. E tudo isso merece ser escutado com carinho e responsabilidade dentro do seu processo terapêutico atual.

Você pode se perguntar com honestidade:

O que eu estou buscando nesse reencontro?

Estou oferecendo algo profissional com abertura verdadeira para uma relação apenas de trabalho, ou estou esperando algo a mais?

Se ele disser não para a amizade, ou para qualquer envolvimento como eu me sentiria?

Essas perguntas não são para te afastar da ideia, mas para te proteger. Porque você merece viver um afeto que seja possível, recíproco e leve não uma repetição de idealizações ou esperas silenciosas.

E mais uma coisa: gostar de alguém por tanto tempo não é fraqueza. É sinal de profundidade emocional, e isso é bonito. O que importa agora é que você se cuide nesse movimento. Seja qual for o próximo passo, que ele venha com consciência, apoio e amor por si mesma.
Olá! Entendo como essa situação pode despertar dúvidas e emoções intensas, especialmente quando sentimentos anteriores à terapia ainda permanecem presentes. Mesmo após quase três anos desde o encerramento, é importante lembrar que o vínculo com um psicólogo é construído dentro de um contexto profissional e ético, e esse cuidado continua existindo mesmo depois da alta.

Oferecer seus serviços como arquiteta pode parecer, à primeira vista, uma ação neutra ou profissional, mas considerando o histórico emocional e o desejo de reaproximação, é importante refletir com carinho sobre o que você está buscando com esse contato. A intenção de amizade (ou outro relacionamento) pode tornar essa relação mais delicada e emocionalmente exigente pra você.

Se você está em acompanhamento terapêutico atualmente, esse pode ser um excelente espaço para explorar esses sentimentos, compreender suas motivações com mais profundidade e cuidar desse desejo com escuta e clareza. Isso pode te ajudar a tomar decisões que respeitem sua história, seus afetos e, principalmente, seu bem-estar emocional.
Olá, como vai?
Gata, se joga.
Mas lembre-se que você pode não ter suas expectativas alcançadas.
Desejo sucesso!

Ei..
- Sim, não tem problemas em tentar iniciar amizades com pessoas que você goste. Mas fique atenta as questões sobre os seus relacionamentos. Você encerrou a terapia a 3 anos, e já gostava antes. É bastante tempo para deixar esses sentimentos sem solução dentro de você, espero que não esteja gerando algum tipo de sofrimento nesse tempo todo, como ansiedade, depressão, raiva. Em alguns casos pode até haver dificuldade de atenção, concentração e memória.
- Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder.
Abraços
Sentir atração por um terapeuta, especialmente com história prévia, é compreensível. Contudo, é importante respeitar os limites éticos que regem a relação terapêutica, mesmo após o término. Oferecer seus serviços profissionais é válido, mas iniciar uma amizade ou algo mais deve ser feito com cautela, considerando o respeito e a ética profissional de ambas as partes.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O que você compartilha traz uma camada emocional muito rica — e, ao mesmo tempo, delicada. Sentir afeto por alguém que te acolheu num espaço terapêutico é mais comum do que parece. Mas quando esse afeto já existia antes da terapia começar, como no seu caso, tudo ganha contornos ainda mais complexos, porque não estamos falando apenas de uma transferência surgida na terapia, mas de sentimentos que foram apenas amplificados pelo vínculo terapêutico.

Agora, passados quase três anos desde o encerramento da terapia, sua vontade de se reaproximar dele através de uma proposta profissional mostra que esse sentimento ainda está presente e que, de alguma forma, ainda pulsa dentro de você. A questão aqui talvez não seja apenas se você “pode” ou “não pode” oferecer seus serviços como arquiteta, mas sim: o que exatamente você espera dessa reaproximação? Você conseguiria sustentar esse vínculo mesmo que ele seguisse apenas no campo profissional? Ou esse contato reacenderia uma esperança que poderia te colocar de novo num lugar de espera ou idealização?

Do ponto de vista ético, ele — como psicólogo — também tem responsabilidade nesse reencontro. O Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta que vínculos afetivos e sexuais com ex-pacientes sejam tratados com extremo cuidado, e recomenda inclusive um tempo mínimo entre o fim da terapia e qualquer relação mais íntima. Você já ultrapassou esse tempo, mas ainda assim há uma questão de sensibilidade ética que cabe a ele avaliar com maturidade.

Pela ótica da neurociência, vínculos intensos vividos dentro de relações de escuta e presença (como a relação terapêutica) ativam áreas cerebrais ligadas à confiança, apego e até romantização. Por isso, sentimentos que nascem ali podem permanecer muito vivos, mesmo após o fim da terapia. Mas uma pergunta talvez essencial agora seja: você sente que está buscando retomar algo que ficou inacabado, ou está tentando dar um novo significado para um desejo que, até hoje, não encontrou espaço para se realizar?

Como você está em terapia atualmente, esse pode ser um ótimo momento para explorar essas motivações mais profundamente. O que exatamente esse reencontro representa para você? Que tipo de resposta, no fundo, você espera dele? E o que seria mais difícil de lidar: uma possível recusa… ou a idealização continuar?

Fico à disposição caso precise.

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