Eu não aguento mais ter esses pensamentos intrusivos. Fico pensando que meu namorado é "feio", mesmo
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Eu não aguento mais ter esses pensamentos intrusivos. Fico pensando que meu namorado é "feio", mesmo eu sabendo que não acho isso, ou que outra pessoa seria melhor que ele. Sem querer, imagino coisas sexuais com outras pessoas, penso que trairia ele com alguém que me tratasse bem, ou que me apaixonaria por alguém que vejo na rua. Eu reparo nas pessoas mesmo sem querer, e tudo isso me incomoda demais, principalmente os pensamentos de traição e essa ideia de trocar ele por outra pessoa. Sinto um peso enorme no coração, e parece que preciso contar pra ele, mas quando falo ele fica muito triste. O que mais me assusta é que às vezes sinto frio na barriga ou até uma sensação que parece de prazer com esses pensamentos, como se eu estivesse gostando, e isso me faz sentir ainda pior.
Sinto muito por esse sofrimento tão intenso. Dá pra perceber como esses pensamentos vêm carregados de angústia, como se tomassem conta do seu dia, da sua relação, e até da forma como você se vê. E o mais difícil é que, mesmo sabendo que você não acredita neles, que não os deseja, eles continuam aparecendo, trazendo culpa, medo e confusão.
Pensamentos como esses — que surgem contra a sua vontade, que trazem imagens ou ideias que não combinam com o que você sente ou quer — são muitas vezes chamados de pensamentos intrusivos. Eles não dizem nada sobre o que você deseja de verdade, nem sobre o quanto ama seu namorado. Eles simplesmente aparecem, e quanto mais você tenta afastá-los, mais forte pode ser o incômodo que causam.
É compreensível que sentir algo no corpo — como um frio na barriga ou até um pequeno prazer — te confunda ainda mais. Mas essas reações não significam concordância. O corpo responde a imagens e ideias de forma automática, às vezes até paradoxal. Isso não quer dizer que você quer essas coisas, e nem que faria algo que machucasse quem você ama.
Você parece estar travando uma luta interna imensa: querendo entender por que isso acontece, tentando controlar o que sente, e ao mesmo tempo lidando com a dor de ver seu namorado triste quando você compartilha. Não é pouca coisa.
Talvez o que você esteja precisando agora não seja “provar que ama”, nem “se proteger dos pensamentos”, mas encontrar um lugar onde essa angústia possa ser acolhida — sem julgamento, com escuta, com cuidado. Uma terapia pode ser um desses espaços. Um lugar para respirar e se entender sem precisar se defender o tempo todo.
Você não está sozinha. E isso que parece tão difícil de nomear também tem caminhos possíveis. Com o tempo, é possível viver com mais leveza, sem se sentir culpada por aquilo que aparece na sua cabeça. Você merece isso.
Pensamentos como esses — que surgem contra a sua vontade, que trazem imagens ou ideias que não combinam com o que você sente ou quer — são muitas vezes chamados de pensamentos intrusivos. Eles não dizem nada sobre o que você deseja de verdade, nem sobre o quanto ama seu namorado. Eles simplesmente aparecem, e quanto mais você tenta afastá-los, mais forte pode ser o incômodo que causam.
É compreensível que sentir algo no corpo — como um frio na barriga ou até um pequeno prazer — te confunda ainda mais. Mas essas reações não significam concordância. O corpo responde a imagens e ideias de forma automática, às vezes até paradoxal. Isso não quer dizer que você quer essas coisas, e nem que faria algo que machucasse quem você ama.
Você parece estar travando uma luta interna imensa: querendo entender por que isso acontece, tentando controlar o que sente, e ao mesmo tempo lidando com a dor de ver seu namorado triste quando você compartilha. Não é pouca coisa.
Talvez o que você esteja precisando agora não seja “provar que ama”, nem “se proteger dos pensamentos”, mas encontrar um lugar onde essa angústia possa ser acolhida — sem julgamento, com escuta, com cuidado. Uma terapia pode ser um desses espaços. Um lugar para respirar e se entender sem precisar se defender o tempo todo.
Você não está sozinha. E isso que parece tão difícil de nomear também tem caminhos possíveis. Com o tempo, é possível viver com mais leveza, sem se sentir culpada por aquilo que aparece na sua cabeça. Você merece isso.
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Olá! Obrigado por dividir algo tão íntimo e difícil. O que você está descrevendo é mais comum do que parece, especialmente em casos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo Relacional (ou TOC-R). Nesse tipo de TOC, a mente começa a produzir pensamentos obsessivos sobre o relacionamento — como duvidar do amor, da aparência do parceiro, imaginar traições, sentir atração por outras pessoas ou pensar que poderia estar com alguém “melhor”. Esses pensamentos não refletem seus sentimentos verdadeiros nem o valor que você dá ao seu relacionamento, mas mesmo assim causam uma culpa profunda, uma sensação de descontrole e, muitas vezes, a necessidade de confessar para aliviar a ansiedade — o que pode gerar sofrimento tanto para você quanto para seu parceiro.
É importante entender que sentir frio na barriga ou sensações que parecem prazerosas não significa que você quer realizar esses pensamentos. Isso é apenas uma reação fisiológica do corpo à imagem mental, ao estímulo ou à ansiedade, e não um desejo real. No TOC, muitas vezes a mente nos testa com pensamentos que mais nos assustam ou nos afastam dos nossos valores. Justamente por você amar seu parceiro e valorizar a fidelidade, esses pensamentos surgem como uma forma distorcida de ameaça — e não porque você deseja que eles se realizem.
Na psicoterapia cognitivo-comportamental, trabalhamos para identificar esses ciclos, entender como os pensamentos surgem e criar estratégias para lidar com eles sem se prender à culpa nem à necessidade de buscar alívio imediato. Você vai poder diferenciar o que é pensamento automático, o que é ansiedade e o que, de fato, faz sentido para você em termos emocionais e afetivos. E, mais importante, vai resgatar sua autonomia para viver seu relacionamento com mais leveza, presença e segurança.
Se quiser conversar sobre isso em um espaço seguro e livre de julgamentos, posso te ajudar. Estou à disposição para te acompanhar nesse processo, seja on-line ou presencialmente.
OBS: para o diagnóstico de TOC é necessário uma avaliação do caso, para ver se enquadra em todos os critérios, porém, mesmo se não fechar o diagnóstico isso não inviabiliza sua dor e necessidade de atendimento
É importante entender que sentir frio na barriga ou sensações que parecem prazerosas não significa que você quer realizar esses pensamentos. Isso é apenas uma reação fisiológica do corpo à imagem mental, ao estímulo ou à ansiedade, e não um desejo real. No TOC, muitas vezes a mente nos testa com pensamentos que mais nos assustam ou nos afastam dos nossos valores. Justamente por você amar seu parceiro e valorizar a fidelidade, esses pensamentos surgem como uma forma distorcida de ameaça — e não porque você deseja que eles se realizem.
Na psicoterapia cognitivo-comportamental, trabalhamos para identificar esses ciclos, entender como os pensamentos surgem e criar estratégias para lidar com eles sem se prender à culpa nem à necessidade de buscar alívio imediato. Você vai poder diferenciar o que é pensamento automático, o que é ansiedade e o que, de fato, faz sentido para você em termos emocionais e afetivos. E, mais importante, vai resgatar sua autonomia para viver seu relacionamento com mais leveza, presença e segurança.
Se quiser conversar sobre isso em um espaço seguro e livre de julgamentos, posso te ajudar. Estou à disposição para te acompanhar nesse processo, seja on-line ou presencialmente.
OBS: para o diagnóstico de TOC é necessário uma avaliação do caso, para ver se enquadra em todos os critérios, porém, mesmo se não fechar o diagnóstico isso não inviabiliza sua dor e necessidade de atendimento
Olá boa tarde, tudo bem? Primeiramente obrigado por expor algo tão particular seu. O que vai te ajudar a entender melhor seus sentimentos justamente é a Psicoterapia. Desta forma, poderá compreender melhor suas emoções, reconhecer muitos conflitos. Caso tenha interesse me procure. Realizo ONLINE ou Presencial. Um abraço.
O que você está sentindo é profundamente angustiante, e sua dor merece ser acolhida com respeito, sem julgamentos — você não está sozinha, e seus pensamentos não definem quem você é ou o valor do amor que sente. Pensamentos intrusivos, como os que descreve, podem surgir de forma automática, involuntária e até contraditória aos seus verdadeiros desejos, sendo frequentemente associados a quadros de ansiedade, obsessões relacionais ou intolerância à incerteza. Sentir desconforto ou até sensações corporais associadas aos pensamentos não significa que você os deseja ou aprova, mas uma resposta do corpo, não uma escolha da mente. A Psicologia pode ajudar você a entender esses processos, diminuir o peso da culpa, separar o que é pensamento do que é intenção, e resgatar sua paz interna. Com apoio profissional de um psicólogo, é possível lidar com essas imagens e sensações com mais leveza, desenvolver estratégias para desengajar desses conteúdos mentais e fortalecer sua conexão com o que realmente importa para você: o amor, o respeito e a construção de um relacionamento saudável. Procurar ajuda já é um sinal de coragem e comprometimento com sua saúde emocional e com quem você ama. Conte comigo, como psicólogo, nesta jornada!
Olá, esses pensamentos são muito cansativos e a depender da maneira como lidamos podem afetar nossa vida, trabalho, relacionamentos, etc. É importante compreender a causa? em que momentos aparecem? e se a maneira de reagir a esses pensamentos te ajudam ou não? E se necessário fazer psicoterapia.
Sinto muito pelo quanto isso está te machucando. O que você descreve é muito angustiante, mas é importante dizer com clareza: isso não define quem você é nem o que sente de verdade pelo seu namorado.
O padrão que você relata é típico de pensamentos intrusivos ligados à ansiedade e ao TOC relacional (ROCD). Nesses quadros surgem ideias indesejadas e opostas aos seus valores (como pensar em trair ou criticar a aparência), acompanhadas de necessidade de certeza e vontade de confessar para aliviar a culpa.
Esses pensamentos não são desejos. São ruídos de um cérebro ansioso, focado em checar segurança.
Sobre as sensações físicas (frio na barriga, prazer): elas podem surgir por ansiedade, novidade ou imagens mentais. Sensação não é intenção. O TOC costuma confundir sensação corporal com “prova” de vontade — e isso não é verdade.
A confissão dá alívio momentâneo, mas funciona como compulsão, mantendo o ciclo e machucando a relação.
O que ajuda:
Não discutir nem provar o pensamento; trate-o como intrusivo.
Evitar confissões como forma de alívio.
Psicoterapia (TCC para TOC/ROCD).
Avaliação psiquiátrica, se necessário.
Reduzir checagens e comparações.
O fato de isso te causar culpa e medo de perder mostra que você se importa. Isso tem tratamento.
Procure ajuda profissional para quebrar o ciclo e viver com menos sofrimento. Você não precisa passar por isso sozinha.
O padrão que você relata é típico de pensamentos intrusivos ligados à ansiedade e ao TOC relacional (ROCD). Nesses quadros surgem ideias indesejadas e opostas aos seus valores (como pensar em trair ou criticar a aparência), acompanhadas de necessidade de certeza e vontade de confessar para aliviar a culpa.
Esses pensamentos não são desejos. São ruídos de um cérebro ansioso, focado em checar segurança.
Sobre as sensações físicas (frio na barriga, prazer): elas podem surgir por ansiedade, novidade ou imagens mentais. Sensação não é intenção. O TOC costuma confundir sensação corporal com “prova” de vontade — e isso não é verdade.
A confissão dá alívio momentâneo, mas funciona como compulsão, mantendo o ciclo e machucando a relação.
O que ajuda:
Não discutir nem provar o pensamento; trate-o como intrusivo.
Evitar confissões como forma de alívio.
Psicoterapia (TCC para TOC/ROCD).
Avaliação psiquiátrica, se necessário.
Reduzir checagens e comparações.
O fato de isso te causar culpa e medo de perder mostra que você se importa. Isso tem tratamento.
Procure ajuda profissional para quebrar o ciclo e viver com menos sofrimento. Você não precisa passar por isso sozinha.
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