Eu sempre tive muita dificuldade para dormir. Durante vários anos, meu psiquiatra tentou vários medi
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Eu sempre tive muita dificuldade para dormir. Durante vários anos, meu psiquiatra tentou vários medicamentos, mas nenhum surtia o efeito desejado. Até que, de uns dois anos para cá, ele vem me receitando midazolam, toda noite. O midazolam sim me faz dormir rapidamente! Foi o único remédio que até então deu certo no sentido de me fazer pegar no sono sem nenhuma dificuldade. Mas eu gostaria de saber se o uso contínuo de midazolam traz riscos a longo prazo. Se sim, quais riscos seriam? Ou se o seu uso é seguro. Enfim, será que posso continuar fazendo uso contínuo desse medicamento?
O midazolam é um medicamento da classe dos benzodiazepínicos. Esses medicamentos infelizmente apresentam um perfil de tolerância, dependência e abstinência quando são usados por muito tempo. Alguns estudos também indicam déficits cognitivos agudos na atenção, velocidade de processamento da informação e memória. Além da abordagem medicamentosa; uma boa higiene do sono e outras técnicas de relaxamento devem ser usadas no controle da insônia. Outras comorbidades devem ser avaliadas como por exemplo, ansiedade e burn out. Espero ter ajudado. Fico à disposição.
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O midazolam realmente é eficaz para induzir o sono rápido, mas ele não foi desenvolvido para uso contínuo no tratamento da insônia — ele é indicado mais para situações pontuais e de curta duração. O uso prolongado pode trazer riscos relevantes: tolerância (o remédio vai perdendo o efeito e você precisa de doses maiores), dependência física e psicológica, prejuízo na memória e cognição, além de aumentar o risco de quedas e acidentes, especialmente em idades mais avançadas.
Por isso, mesmo que funcione bem para ajudar a dormir, o uso contínuo não é considerado seguro a longo prazo. O ideal seria conversar com seu psiquiatra sobre alternativas mais adequadas para insônia crônica, como ajustes em outros medicamentos, estratégias não medicamentosas (higiene do sono, terapia cognitivo-comportamental para insônia) ou opções com perfil de segurança melhor para uso prolongado.
Por isso, mesmo que funcione bem para ajudar a dormir, o uso contínuo não é considerado seguro a longo prazo. O ideal seria conversar com seu psiquiatra sobre alternativas mais adequadas para insônia crônica, como ajustes em outros medicamentos, estratégias não medicamentosas (higiene do sono, terapia cognitivo-comportamental para insônia) ou opções com perfil de segurança melhor para uso prolongado.
Olá!
É compreensível buscar alívio eficaz para a dificuldade de dormir, especialmente após tentar várias alternativas. O midazolam realmente pode ser muito eficaz como indutor do sono, mas ele pertence à classe dos benzodiazepínicos, e seu uso contínuo por longos períodos exige atenção especial.
O uso crônico de midazolam pode trazer alguns riscos, como:
Tolerância (o organismo se acostuma, exigindo doses maiores para o mesmo efeito);
Dependência física e psicológica;
Dificuldades cognitivas (como alterações de memória e concentração com o tempo);
Efeitos na qualidade do sono (mesmo que ajude a dormir, pode alterar as fases naturais do sono);
Risco de quedas e confusão mental em pessoas idosas.
Por isso, o ideal é que seu uso seja feito com acompanhamento próximo do psiquiatra, avaliando periodicamente os riscos e benefícios. Em alguns casos, pode-se considerar estratégias de transição para outras abordagens ou medicamentos, sempre de forma gradual e segura.
Cada caso é único, e a decisão depende de vários fatores individuais. Converse com seu médico sobre suas dúvidas e sobre um possível plano de longo prazo.
Estou à disposição para ajudar no que for preciso!
É compreensível buscar alívio eficaz para a dificuldade de dormir, especialmente após tentar várias alternativas. O midazolam realmente pode ser muito eficaz como indutor do sono, mas ele pertence à classe dos benzodiazepínicos, e seu uso contínuo por longos períodos exige atenção especial.
O uso crônico de midazolam pode trazer alguns riscos, como:
Tolerância (o organismo se acostuma, exigindo doses maiores para o mesmo efeito);
Dependência física e psicológica;
Dificuldades cognitivas (como alterações de memória e concentração com o tempo);
Efeitos na qualidade do sono (mesmo que ajude a dormir, pode alterar as fases naturais do sono);
Risco de quedas e confusão mental em pessoas idosas.
Por isso, o ideal é que seu uso seja feito com acompanhamento próximo do psiquiatra, avaliando periodicamente os riscos e benefícios. Em alguns casos, pode-se considerar estratégias de transição para outras abordagens ou medicamentos, sempre de forma gradual e segura.
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