Eu tenho uma filha que acabou de fazer 18 anos, aos 16 ela conheceu um menino dois anos mais velho q

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Eu tenho uma filha que acabou de fazer 18 anos, aos 16 ela conheceu um menino dois anos mais velho que ela , que sempre estava a me desrespeitar e desafiar no sentido de manipular minha filha contra mim, indo em minha casa na minha ausência enquanto trabalhava,
Falei com a família dele, e proibi ele de entrar em minha casa de novo, informei a família dele,
O que estava acontecendo e não queria minha filha com ele , minha filha continuou se encontrando escondido com ele , ele continuiu indo na minha casa até que um dia bom mais cedo e peguei ele dentro de casa. Expulsei ele de la e informei a família dele pessoalmente o que estava acontecendo,andei minha filha pro pai , por um tempo pra se afasta dele duas horas de viagem , passaram dois anos ela voltou morar comigo, e ele de alguma forma soube. Na pressão de não perder minha filha aceitei o namoro , em novembro do ano passado 2025.
Essa semana ele desrespeitou meu esposo chamando ele de babaca e a mim também , fui tomar satisfações e ele saiu andando .
Continua manipulando minha filha contra mim.
O que eu poderia fazer pra que ela pudesse enxergar que esse menino não é futuro pra ela , que um homem que desrespeita família pode respeitar ela agora mas que no futuro pode fazer pior com ela . Meu esposo proibiu ele em casa.
E eu não quero ele mas com ela . Só não falei isso a minha filha com medo de perde lá pra sempre.
Ela está cega por ele. E não escuta .
O qué posso fazer ?
Ele tem espectro autista.e uma família totalmente desistruturada .
E eu criei minha filha em uma bolha, na igreja, com todos valores familiares, respeito. E valores morais .o que posso fazer?
Entendo o quanto isso deve estar sendo doloroso e angustiante para você. Quando um filho chega à vida adulta, mesmo que ainda seja muito jovem, a tendência é que ele queira afirmar a própria autonomia, e quanto mais pressão ou proibição sente, mais pode se aproximar justamente daquilo que os pais temem.
Como mãe, você pode continuar colocando limites claros dentro da sua casa, como já fez, porque respeito é algo essencial. Ao mesmo tempo, pode tentar mudar um pouco a forma de conversar com sua filha, saindo do confronto direto com o namorado e focando mais em ajudá-la a refletir sobre como ela se sente nas situações, sobre o que é um relacionamento saudável e sobre o tipo de respeito que ela merece receber. Perguntas abertas costumam ajudar mais do que afirmações duras.
Também é importante preservar o vínculo com ela. Quando a filha sente que pode falar sem ser julgada ou pressionada, há mais chance de ela mesma começar a perceber incoerências ou comportamentos que não fazem bem. Muitas vezes esse “enxergar” não vem pela proibição dos pais, mas pela experiência e pela reflexão ao longo do tempo.
Você pode manter seus valores, seus limites e sua posição, mas ao mesmo tempo mostrar que seu amor e seu apoio por ela continuam, independentemente das escolhas que ela esteja fazendo agora. Esse vínculo costuma ser o caminho mais forte para que ela volte a ouvir você.

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Dá para sentir o quanto essa situação tem sido dolorosa e angustiante para você. Quando um filho entra em um relacionamento que nos preocupa, principalmente quando percebemos desrespeito ou influência negativa, surge um medo muito profundo de perdê-lo ou de vê-lo se machucar. Ao mesmo tempo, sua filha acabou de entrar na vida adulta e tende a viver essa relação como algo que precisa defender, especialmente se sente que ela está sendo ameaçada ou proibida.

Paradoxalmente, quanto mais a relação é combatida diretamente, mais ela pode se fortalecer na lógica de “nós contra eles”. Por isso, muitas vezes o caminho mais eficaz não é tentar convencê-la de que ele “não presta”, mas preservar o vínculo com ela. Isso significa manter espaço para conversa, mostrar preocupação sem ataques diretos ao namorado e deixar claro quais são os limites da sua casa e do respeito à família. Você pode falar sobre como se sente quando há desrespeito, sobre o tipo de relação que gostaria que ela tivesse e sobre o que espera de quem convive com vocês, mas evitando colocá-la na posição de escolher entre você e ele.

Filhos costumam enxergar certas coisas apenas com o tempo e com a própria experiência. O que mais aumenta a chance de ela perceber por si mesma qualquer problema na relação é saber que pode voltar para você sem julgamento ou “eu avisei”. Manter esse vínculo seguro, ao mesmo tempo em que sustenta limites claros de respeito dentro da sua casa, costuma ser mais protetor do que tentar romper o relacionamento à força. Também pode ser muito útil buscar apoio para você — conversar com um psicólogo ou orientador familiar pode ajudar a atravessar essa situação com mais clareza e menos desgaste emocional.
Olá.

Imagino o quanto essa situação deve estar sendo angustiante para você. Ver a filha em um vínculo que preocupa e sentir que não consegue protegê-la pode ser muito doloroso.
Mas talvez a pergunta não seja apenas o que fazer para ela enxergar, e sim: o que, para você, está em jogo nessa relação da sua filha com esse rapaz? O que, para você, torna esse rapaz tão insuportável nessa história com a sua filha?
Se quiser pensar isso com mais cuidado, pode me enviar uma mensagem e conhecer meu trabalho.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, entendo a sua preocupação, realmente o cenário que você expõe é bem complexo. Existem alguns fatores que são importantes que fazem parte, como o desenvolvimento da identidade na adolescência/juventude, as particularidades de conviver com uma pessoa autista, mesmo que seja Nível 1 de Suporte; e a dinâmica familiar sob muita tensão.
Mas, o fator que chamou mais atenção é o confronto do papel de mãe presente e ativa versus a maneira como uma pessoa autista se comporta. Peço que leia com a intensão de esclarecimento, não como crítica. O autista pode ser extremamente direto. A interpretação de "falta de respeito" pode ser a incapacidade dele de usar as "mentiras sociais" ou a etiqueta que a família espera. Se a pessoa autista não gosta de algo, ela diz, e isso pode soar agressivo ou desrespeitoso para quem não compreende o funcionamento neurodivergente. Essa pessoa pode ter dificuldade em entender as intenções e sentimentos presentes na sua família, e assim agir de forma que pareça fria ou desafiadora, sem que essa seja a intenção consciente.
Nessa tríade, você, sua filha e o namorado, estão sob tensão extrema. Eu recomendo que você procure uma orientação parental com psicólogo, pois existem posicionamentos muito contraditórios, como a estrutura de costumes da sua família versus a estrutura da família dele, ter uma expectativa para filha que não tem problemas neurodivergentes versus receber um namorado neurodivergente contrário as suas expectativas e a busca da identidade dos adolescente/jovens versus a realidade.
Nessa fase que a tríade está, é preciso buscar esclarecimento sobre expectativas de todos, sobre o autismo em si e a compreensão do mundo , entender os limites e desejo deles; e a possibilidade de deixar a porta aberta para evitar o que você tem mais medo. É um processo difícil, mas necessário para aumentar a capacidade de entendimento e permitir uma vida mais saudável.
Espero ter ajudado com essas recomendações e alertas. Boa sorte!
A situação que você descreve envolve conflito familiar, preocupação materna e um relacionamento que parece gerar tensão e desrespeito. É compreensível que você esteja angustiada e com medo de que sua filha se envolva com alguém que, na sua percepção, não demonstra maturidade ou respeito pela família. Ao mesmo tempo, aos 18 anos, ela está entrando em uma fase natural de busca por autonomia, o que pode fazer com que qualquer proibição direta gere ainda mais afastamento.
Quando há tentativa de controle ou confronto direto, muitos jovens acabam se aproximando ainda mais da relação que os pais desaprovam, não necessariamente porque o relacionamento é saudável, mas porque querem afirmar independência. Por isso, em muitos casos, a estratégia mais eficaz é manter o vínculo com a filha aberto e seguro, expressar suas preocupações de forma calma e respeitosa, e permitir que ela perceba por si mesma a qualidade da relação.
Também é importante estabelecer limites claros dentro da sua casa, especialmente quando há desrespeito ao casal ou à família. Limites não significam romper o vínculo, mas proteger o ambiente familiar.
A orientação psicológica familiar pode ajudar a compreender melhor essa dinâmica, fortalecer o diálogo entre mãe e filha e encontrar formas mais eficazes de lidar com esse relacionamento sem perder a conexão afetiva.
Se você sente medo de perder sua filha ou não sabe como conduzir essa situação, posso te acompanhar em psicoterapia e orientação familiar, oferecendo um espaço acolhedor para organizar essas emoções e construir estratégias mais saudáveis de diálogo e limites. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá! Entendo o quanto essa situação deve ser angustiante para você como mãe. Quando percebemos que alguém desrespeita a família e pode influenciar nossos filhos de forma negativa, é natural sentir medo e querer protegê-los. Sua preocupação mostra o quanto você se importa com o bem-estar da sua filha. Ao mesmo tempo, aos 18 anos ela está em uma fase de buscar autonomia. Quando o relacionamento é muito proibido ou confrontado, muitas vezes o jovem acaba se aproximando ainda mais da pessoa. Por isso, pode ser mais eficaz manter o diálogo aberto, expressar como você se sente diante das atitudes dele e reforçar os limites de respeito dentro da sua casa, principalmente com você e seu esposo. Se o conflito continuar gerando muito desgaste entre vocês, buscar orientação de um psicólogo pode ajudar bastante. Um profissional pode orientar a família sobre como lidar com essa situação e, se possível, oferecer um espaço de escuta para que sua filha também reflita sobre o relacionamento com mais clareza.
Olá! Entendo o quanto essa situação deve estar sendo dificil e angustiante para você como mãe. Quando os filhos chegam á maioridade, muitas vezes tentar proibir ou confrontar diretamente pode acabar afastando ainda mais. O mais importante agora é manter o diálogo aberto com sua filha, demonstrar preocupação e acolhimento, sem julgamentos, para que ela se sinta segura em conversar com você. Ao mesmo tempo, é importante manter os limites dentro da sua casa e reforçar os valores que você acredita. Se preceber que a situação esta trazendo muito sofrimento para vocês, buscar apoio psicológico pode ajudar sua filha e refletir melhor sobre as relações e fortalecer a autonomia emocional dela.
Entendo sua preocupação, ela mostra o quanto você ama sua filha e quer protegê-la. Como ela já tem 18 anos, proibições diretas muitas vezes acabam afastando os filhos e fortalecendo ainda mais o relacionamento que os pais desaprovam. Nesse momento, o mais importante é preservar o vínculo com ela.
Procure conversar de forma aberta e calma, focando em comportamentos específicos que te preocupam (como atitudes de desrespeito), em vez de atacar diretamente o namorado. Isso ajuda sua filha a refletir sem sentir que precisa defendê-lo. Ao mesmo tempo, é saudável manter limites claros dentro da sua casa, como exigir respeito com você e seu esposo e definir quem pode frequentar o ambiente familiar.
Manter o diálogo, demonstrar que você continua sendo um apoio seguro para ela e falar sobre relacionamentos baseados em respeito costuma ter mais efeito do que confrontos diretos. Muitas vezes, quando os jovens percebem problemas no relacionamento, é justamente a família acolhedora que se torna o lugar para onde eles voltam.

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