Eu terminei com minha ex 1 ano atrás, voltamos a nos falar alguns meses depois, mas eu não queria um
Eu terminei com minha ex 1 ano atrás, voltamos a nos falar alguns meses depois, mas eu não queria um namoro então ela foi embora, o que é justo. Recentemente ela voltou, disse que queria voltar, mas foi sincera logo de início e me disse que ficou com algumas pessoas. Gosto dela, quero voltar com ela, mas não sei se consigo lidar com isso, pois eu não tentei ficar com ninguém desde que terminamos mesmo tendo oportunidades, e agora descubro que ela ficou. Minha dúvida é qual profissional procuro, considerando que preciso resolver o motivo de eu terminar (muito medo de apego, intimidade) e lidar com o fato de que ela ficou com outros (que eu sei que não é traição por parte dela, mas ainda me magoa por eu ter me mantido "fiel" mesmo sendo uma escolha exclusiva minha, mas não consigo deixar de lado esse sentimento). Ambos temos 20 anos.
10 respostas
Olá. Agradeço por compartilhar sua história. A sua questão envolve sentimentos complexos que merecem ser cuidados com atenção e, principalmente, privacidade. Respondendo sua dúvida: o profissional indicado é o Psicólogo para Psicoterapia Individual. Neste momento, é importante ter um espaço seguro e sigiloso para falar sobre essas angústias. Na terapia, você poderá trabalhar tanto os seus receios quanto esse sentimento de mágoa, para que possa tomar suas decisões com clareza e tranquilidade. Busque um profissional com quem você se sinta à vontade. Cuide de você. Abraço, Psicóloga Thatiane Torres
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Olá, boa tarde. O que você descreve envolve dois eixos importantes e legítimos de cuidado psicológico: dificuldades com apego e intimidade, e manejo de emoções como ciúme, comparação e dor emocional diante de escolhas diferentes após o término. Para esse conjunto de questões, o profissional mais indicado é um psicólogo, preferencialmente com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e, se possível, com integração de abordagens contextuais. A psicologia baseada em evidências mostra que a TCC é eficaz para trabalhar medo de apego, evitação de intimidade e crenças centrais sobre relacionamentos, como medo de perder autonomia, de se machucar ou de depender emocionalmente. Esses padrões costumam influenciar decisões de afastamento mesmo quando há afeto, como parece ter ocorrido no término inicial. Ao mesmo tempo, a TCC também é indicada para lidar com o sofrimento atual relacionado ao fato de ela ter se envolvido com outras pessoas. Embora você reconheça racionalmente que não houve traição, a dor emocional persiste porque há pensamentos automáticos ligados a comparação, justiça emocional e expectativas internas (“eu me mantive fiel”, “isso diz algo sobre mim ou sobre o vínculo”). O foco terapêutico não é invalidar esse sentimento, mas ajudá-lo a compreendê-lo, flexibilizar interpretações rígidas e desenvolver maior tolerância à ambivalência emocional. Revisões sistemáticas e diretrizes da APA indicam que intervenções cognitivas e comportamentais ajudam jovens adultos a tomar decisões relacionais mais alinhadas a valores pessoais, sem agir apenas por medo ou culpa, e a diferenciar sofrimento emocional de incompatibilidade real. A terapia também pode ajudá-lo a avaliar, com mais clareza, se você deseja retomar esse relacionamento agora e em que condições emocionais isso seria saudável para você. Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
O incômodo que você descreve envolve tanto a forma como você lida com vínculo, apego e intimidade quanto os sentimentos que surgem ao saber que ela se relacionou com outras pessoas enquanto estavam separados. Um psicólogo pode ser o profissional mais indicado para te ajudar a compreender de onde vem esse medo de se envolver, por que essa situação te afeta dessa maneira e como você se vê hoje diante dessa relação. A terapia pode oferecer um espaço para elaborar esse sofrimento sem julgamentos, diferenciar o que é uma escolha sua do que é uma expectativa colocada no outro e, a partir disso, decidir com mais clareza se e como deseja retomar esse relacionamento.
Olá, como vai? Apesar da idade, é perceptível a sua capacidade autocrítica e de responsabilização de seus atos, além de conseguir circular o ponto que te dói. Com a sua própria profundidade, o trabalho com um psicólogo de abordagens do inconsciente (como a analítica) ou psicanalista seria interessante, pois é evidente a sua capacidade de simbolização. A psicanálise aborda diretamente as questões de apego, amor, intimidade e o laço com outro. Espero ter ajudado, fico à disposição!
Olá, tudo bem? Puxa, consigo entender o conflito, e sinto o quão difícil deve estar sendo. Veja bem, o psicólogo é o profissional mais adequado para a sua demanda. A terapia psicológica é um lugar para acolher e lidar com os sentimentos. Assim como também é um lugar para se avaliar e repensar as relações intimas. Caso você opte por tentar o processo, eu posso te acompanhar.
Procure atendimento psicológico para identificar seus esquemas de apego, crenças e desenvolver estratégias de enfrentamento. Posso ajudá-lo com suas questões.
O que você descreve envolve dois movimentos importantes: compreender o medo de apego e intimidade que levou ao término e elaborar o luto e a frustração pelo desencontro de tempos entre vocês. O incômodo com o fato de a outra pessoa ter seguido a vida, mesmo sem haver traição, fala menos sobre certo ou errado e mais sobre expectativas, idealizações e renúncias que você fez para se proteger. Esse tipo de conflito interno costuma gerar muita ambivalência. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender o lugar que o vínculo ocupa para você, o sentido desse “ter se mantido fiel” e o medo que se reativa diante da proximidade. Uma psicoterapia de orientação psicanalítica pode ser especialmente útil para trabalhar essas questões de apego, repetição e escolha, antes de decidir se retomar a relação é, de fato, um cuidado consigo.
Olá! A maioria dos(as) psicólogos(as) estará apto(a) para atender a sua demanda. Caso queira algo mais específico, procure alguém com experiência em relacionamentos amorosos.
Pelo que você relata, o profissional mais indicado para começar é um psicólogo clínico, por meio de psicoterapia individual. Você trouxe duas questões importantes e que provavelmente merecem ser compreendidas em conjunto: seu medo de apego e intimidade, que contribuiu para o término, e o sofrimento que apareceu ao saber que ela se relacionou com outras pessoas enquanto vocês estavam separados. É importante reconhecer uma coisa que você mesmo já conseguiu perceber: ela ter ficado com outras pessoas durante o período em que vocês não estavam juntos não caracteriza uma traição. Mas compreender isso racionalmente não significa que você automaticamente deixará de sentir ciúme, mágoa, comparação ou insegurança. Emoções nem sempre acompanham aquilo que já entendemos pela razão. Também me chamou atenção quando você diz que se manteve “fiel”. Talvez seja interessante explorar justamente o significado que essa escolha adquiriu para você. Você decidiu não se relacionar com outras pessoas, enquanto ela fez uma escolha diferente, e nenhuma dessas escolhas, por si só, estabelece uma dívida emocional entre vocês. Ainda assim, é compreensível que essa diferença tenha despertado pensamentos como: “por que eu esperei e ela não?”, “será que essas pessoas foram melhores do que eu?” ou “como vou lidar com isso se voltarmos?”. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, podemos identificar quais pensamentos e crenças estão associados a essa mágoa, trabalhar comparação, ciúme e ruminação e observar comportamentos que podem manter o sofrimento, como ficar imaginando o que aconteceu, buscar detalhes, comparar-se com essas pessoas ou procurar repetidamente alguma certeza de que você é importante para ela. O medo de se apegar e de viver intimidade também merece atenção. O objetivo da psicoterapia não seria convencê-lo a voltar ou a não voltar com ela, mas ajudá-lo a compreender o que acontece com você quando uma relação começa a exigir vulnerabilidade, proximidade e compromisso, para que sua decisão não seja governada apenas pelo medo ou pelo ciúme. Vocês têm 20 anos e estão justamente construindo muitas referências sobre vínculos afetivos. Você não precisa resolver tudo antes de procurar ajuda. Essas são questões bastante legítimas para levar à psicoterapia. Terapia de casal também pode ser considerada posteriormente, caso vocês decidam retomar o relacionamento e percebam dificuldades importantes na construção desse novo vínculo. Mas, diante do que você descreveu, eu começaria pela psicoterapia individual, porque existem questões suas, especialmente o medo de intimidade e apego, que já estavam presentes antes dessa situação acontecer.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A situação que você descreve reflete um conflito profundo entre o desejo de intimidade e a ativação de defesas emocionais. De um lado, existe um padrão de esquiva e medo de apego que levou ao término original e à recusa em namorar; de outro, surge uma ferida no ego e no sentimento de lealdade ao saber que ela seguiu a vida afetiva/sexual durante o período em que estiveram separados. O fato de você reconhecer racionalmente que não houve traição, e que a escolha de se manter sozinho foi exclusivamente sua, é um excelente ponto de partida, mas a dor e o incômodo continuam presentes porque atingem suas inseguranças e o medo da vulnerabilidade. O profissional mais indicado para te ajudar a processar essa demanda é o psicólogo, com foco em psicoterapia individual. Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou a Terapia do Esquema são especialmente eficazes para esse cenário: elas ajudam a identificar e reestruturar os esquemas de esquiva do apego (medo de intimidade), além de trabalhar a regulação emocional e a aceitação em relação ao passado dela. Caso vocês decidam tentar o relacionamento novamente e perceberem que os ruídos de comunicação e a mágoa persistirem, a Terapia de Casal também pode ser um recurso valioso no futuro. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


