Gostaria de saber quanto tempo a Pregabalina demora para fazer efeito? Uso para dor nos nervos, já f

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Gostaria de saber quanto tempo a Pregabalina demora para fazer efeito? Uso para dor nos nervos, já faz 1 mês e 14 dias e ainda não percebi nenhum efeito
Dr. Paulo Ribeiro Nóbrega
Neurologista
Fortaleza
Olá. É possível que você precise de um ajuste de dose. Usualmente começamos com dose menor e vamos aumentando até atingir o efeito desejado. Sugiro retornar no médico.

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Oi! Entendo a sua dúvida, porque realmente a pregabalina pode demorar um pouco para mostrar resultado. Em alguns casos, já nas primeiras semanas é possível sentir melhora, mas em outros pode levar algumas semanas a mais, dependendo da dose e da adaptação do organismo.

Se após mais de um mês e meio você ainda não percebeu benefício, pode ser necessário ajustar a dose ou até reavaliar se esse é o medicamento mais adequado para o seu caso.

Sugiro agendarmos uma consulta de acompanhamento para avaliarmos juntos sua resposta ao tratamento e definirmos os próximos passos.
Olá! O efeito da medicação depende de vários fatores como: a causa da dor, a dose de uso, medicamentos em associação e de características próprias daquele paciente. Vale nova avaliação neurológica!
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Excelente pergunta — e muito relevante, pois a pregabalina é um medicamento amplamente usado no tratamento de dores neuropáticas, como neuropatia diabética, dor pós-herpética, fibromialgia ou dor após lesões nervosas, e seu efeito pode variar bastante de pessoa para pessoa.

De forma geral, a pregabalina começa a agir nos primeiros dias de uso, mas o efeito pleno costuma aparecer entre 4 e 8 semanas — e em alguns casos, o alívio significativo da dor pode levar até 12 semanas, especialmente quando a dose ainda está em fase de ajuste.

Isso acontece porque a pregabalina atua de forma moduladora nos canais de cálcio do sistema nervoso, reduzindo a liberação de neurotransmissores que transmitem o sinal de dor (como o glutamato e a substância P). Esse mecanismo é gradual, e o cérebro precisa de tempo para se adaptar à nova modulação dos circuitos de dor.

Alguns fatores que podem influenciar a resposta incluem:

1⃣ Dose utilizada:
As doses iniciais costumam ser baixas (75 mg/dia), aumentando progressivamente até 150, 300 ou 450 mg/dia, conforme a tolerância. Se você está usando uma dose mais baixa, pode ser que ainda não tenha alcançado o nível terapêutico ideal.

2⃣ Tipo e gravidade da dor neuropática:
A resposta costuma ser mais rápida em dores de origem periférica (como neuropatia diabética ou compressão de nervos) e mais lenta em dores centrais ou associadas a distúrbios do sono e ansiedade.

3⃣ Uso contínuo e horário das doses:
O medicamento deve ser tomado todos os dias, sem interrupções, e de preferência no mesmo horário. A adesão irregular pode atrasar o efeito cumulativo no sistema nervoso.

4⃣ Associação com outros medicamentos:
Em alguns casos, o neurologista associa a pregabalina a antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina ou nortriptilina) ou inibidores de recaptação de serotonina/noradrenalina (como duloxetina), o que potencializa o efeito analgésico.

5⃣ Fatores individuais:
Metabolismo, peso corporal, idade e doenças associadas (como insuficiência renal ou hepática) podem alterar a velocidade de resposta.

Se após 1 mês e meio de uso regular não houve melhora perceptível da dor, é importante reavaliar com o médico. Em muitos casos, o problema não está na falta de eficácia da pregabalina, mas na necessidade de ajuste de dose ou de associação terapêutica.

Não é recomendado aumentar a dose por conta própria, pois o uso inadequado pode causar tontura, sonolência, edema ou ganho de peso, principalmente em doses elevadas.

Em resumo: a pregabalina geralmente leva de 4 a 8 semanas para atingir efeito máximo, mas se após 6 semanas não há melhora da dor, é o momento ideal para conversar com o neurologista, avaliar a dose, possíveis interações e, se necessário, adaptar o tratamento.

Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Converse com seu médico sobre o tempo de uso, dose atual e intensidade da dor — ele poderá ajustar o esquema para alcançar o melhor resultado possível com segurança.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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