Gostaria de saber se epilepsia idiopática pode acontecer por ser algo genético? Tem cura? Meu espos

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Gostaria de saber se epilepsia idiopática pode acontecer por ser algo genético?
Tem cura? Meu esposo toma torval mais fenitoína ainda pode ter crises tomando esses dois remédios?
Dra. Beatriz Fulador
Neurologista
Várzea Grande
A epilepsia idiopática não é de origem genética, ou seja, não é causada por uma alteração genética. Pela sua própria definição "idiopática" sugere que não há causa conhecida que justifique a epilepsia, por isso ela recebe esse nome.
Paciente com epilepsia idiopática costumam ter um melhor perfil de controle de crises e podem chegar a não precisar mais de medicamentos anticonvulsivantes, mas essa decisão só é tomada pelo médico neurologista em conjunto com o paciente, após várias anos sem crises convulsivas em uso correto das medicações. Jamais deve-se parar o tratamento por conta própria.
Mesmo em uso de 2 medicamentos anticonvulsivantes ainda podem ocorrer crises convulsivas.

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Dra. Isabela Florêncio
Neurologista
Campo Grande
Olá! A epilepsia idiopática geralmente não apresenta lesões visíveis em exames de imagem, como a ressonância, e costuma iniciar em pessoas jovens. O termo "idiopática" significa que a causa exata não é identificada, mas acredita-se que haja um componente genético que predispõe o cérebro a gerar crises epilépticas de forma espontânea.

Sobre a cura, atualmente a epilepsia idiopática não tem cura definitiva, mas muitas pessoas conseguem viver sem crises por longos períodos com o uso adequado da medicação. Em alguns casos, principalmente quando as crises estão bem controladas por vários anos, o médico pode até considerar a retirada gradual dos remédios — mas isso depende de cada caso e deve ser feito com acompanhamento neurológico.

Quanto ao uso do Torval® (ácido valproico) e da fenitoína, mesmo com o uso combinado dessas medicações, ainda pode haver crises, especialmente se:
A dosagem não estiver na faixa terapêutica;
O paciente estiver esquecendo de tomar ou tomando em horários irregulares;
Houver interações com outros medicamentos ou uso de álcool;
Estiver passando por estresse, noites mal dormidas, jejum prolongado ou infecções.

Por isso, é fundamental que o tratamento seja acompanhado regularmente pelo neurologista, com ajustes de dose, exames de sangue (quando necessário) e orientações sobre estilo de vida.

Se as crises continuarem mesmo com medicação, o médico pode investigar e avaliar outras possibilidades de tratamento.

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