Meu filho autista ainda usa fralda, pq só faz as necessidades se tiver com a mesma. Quando não está

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Meu filho autista ainda usa fralda, pq só faz as necessidades se tiver com a mesma. Quando não está fica o dia sem fazer necessidades e quando não aguenta mais segurar, solicita fralda. É uma firma de se sentir seguro para necessidade.
O médico receitou imipramina, segundo ele, irá ajudar no processo. Realmente isso pode acontecer. Ele não tem incontinência urinária, mas só aceita fazer as necessidades se está usando fralda
Dra. Luana de Barros Sales
Neurologista pediátrico
Rio de Janeiro
O desfralde da criança autista pode necessitar de maior suporte devido a diversos fatores. A abordagem comportamental com orientação da família juntamente com as intervenções de terapia ocupacional são as abordagens que mais funcionam. Não recomendo o uso de medicamento neste caso.

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Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Entendo sua preocupação. O desfralde em crianças no espectro autista pode ser um processo mais demorado, não por incapacidade física, mas por questões emocionais, sensoriais e comportamentais. Muitas vezes, a fralda funciona como um elemento de segurança. Ela representa previsibilidade. Sem ela, a criança pode sentir ansiedade, insegurança ou desconforto sensorial.

Pelo que você descreve, seu filho não apresenta incontinência urinária ou fecal. Ele consegue segurar. Isso é um dado importante. O que acontece parece ser uma associação psicológica entre evacuar ou urinar e estar usando fralda. Não é um problema de controle esfincteriano, mas de condicionamento e segurança emocional.

A imipramina é um antidepressivo tricíclico. Em pediatria, costuma ser utilizada principalmente para enurese noturna em casos específicos, porque reduz a contração da bexiga e altera o padrão do sono. No cenário que você relata, em que não há perda involuntária de urina, mas sim recusa comportamental em usar o vaso sanitário, não há evidência consistente de que a medicação resolva a raiz do problema. Medicamento não substitui aprendizado comportamental nem reprograma, sozinho, uma associação emocional construída ao longo do tempo.

O que tem respaldo prático e científico é o treinamento sanitário estruturado. Esse processo exige repetição, previsibilidade, reforço positivo e adaptação às particularidades sensoriais da criança. A Terapia Ocupacional ajuda a trabalhar a integração sensorial, a tolerância ao banheiro, ao vaso, ao som da descarga, à textura do assento. A psicoterapia auxilia na ansiedade e na rigidez comportamental. Em alguns casos, a fisioterapia pélvica contribui para melhorar a consciência corporal e o relaxamento adequado da musculatura do assoalho pélvico.

É um caminho que demanda paciência. Forçar ou retirar abruptamente a fralda pode aumentar a ansiedade e reforçar o bloqueio. O ideal é um plano progressivo, com metas pequenas, rotina fixa de idas ao banheiro, uso de reforçadores que realmente motivem a criança e orientação técnica próxima.

Cada criança no espectro tem seu tempo. Comparações com outras crianças só aumentam a angústia dos pais. O foco deve ser evolução gradual e consistente.

Em uma teleconsulta é possível avaliar melhor o perfil do seu filho, entender o histórico completo, revisar a indicação medicamentosa e estruturar um plano individualizado. A plataforma Doctoralia orienta a escolha de médicos com perfil campeão em atendimentos e alto índice de satisfação, o que traz mais segurança na decisão.

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