Meu filho começou o trileptal a 3 semanas, aumentamos a dose para 4 a uma semana, pois apresenta cri
Meu filho começou o trileptal a 3 semanas, aumentamos a dose para 4 a uma semana, pois apresenta crise convulsiva focal occiptal, eu sinto ele mais estabanado, caindo um pouco mais, mais desengonçado e sempre teve uma coordenaçao excelente, isso vai melhorar ? Ele consegue brincar, correr, pular, mas parece mais mole sabe, um pouco mais sonolento também, mas não sei se isso passa e quando vai melhorar…
2 respostas
Olá! O que você descreve pode acontecer nas primeiras semanas de uso do Trileptal (oxcarbazepina), especialmente após um aumento da dose. Os efeitos adversos mais comuns incluem sonolência, tontura, desequilíbrio, marcha mais instável (ataxia), sensação de "estar mole" e piora transitória da coordenação motora. Em muitas crianças, esses sintomas tendem a diminuir ao longo de alguns dias até 2–4 semanas após o organismo se adaptar à nova dose. Como o aumento da dose foi há apenas uma semana, ainda pode estar dentro desse período de adaptação. Entretanto, é importante observar se esses sintomas estão melhorando progressivamente ou se permanecem intensos. Caso a dificuldade para andar aumente, ocorram quedas frequentes, a sonolência seja excessiva, ele fique difícil de acordar, apresente vômitos persistentes, visão dupla, fala enrolada ou qualquer alteração importante do nível de consciência, o médico que o acompanha deve ser comunicado o quanto antes, pois pode ser necessário reavaliar a dose ou investigar outras causas. Outro ponto importante é que a oxcarbazepina pode em raros casos causar diminuição do sódio no sangue (hiponatremia), que também pode provocar sonolência, fraqueza e desequilíbrio. Dependendo da intensidade dos sintomas e da avaliação clínica, o neuropediatra pode solicitar exames laboratoriais. Enquanto isso, mantenha atenção redobrada para evitar quedas e não interrompa ou reduza a medicação por conta própria, pois isso pode aumentar o risco de novas crises. A tendencia que ao longo das semanas ele se adapte a medicação!
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Compreendo sua preocupação. Ver um filho que sempre teve boa coordenação ficar mais desajeitado, sonolento ou aparentemente "mais molinho" depois de iniciar um medicamento realmente causa insegurança. A boa notícia é que os sintomas que você descreve podem acontecer nas primeiras semanas de tratamento com o Trileptal (oxcarbazepina) e, na maioria das vezes, tendem a diminuir conforme o organismo se adapta à medicação. É relativamente comum que crianças apresentem sonolência, tontura, sensação de desequilíbrio, marcha mais instável e redução da coordenação motora, principalmente após o aumento da dose. Como esses sintomas surgiram cerca de uma semana depois da mudança da dose e ele continua conseguindo brincar, correr e pular, embora de forma um pouco mais desajeitada, existe a possibilidade de que sejam efeitos transitórios do medicamento. Em muitos pacientes, essa adaptação ocorre ao longo de duas a quatro semanas após o ajuste da dose. Entretanto, isso não significa que os sintomas devam ser ignorados. É importante observar se eles permanecem estáveis, se começam a melhorar ou se se intensificam. Caso a sonolência fique muito acentuada, as quedas se tornem frequentes, ele passe a ter dificuldade para caminhar, falar, enxergar, apresente vômitos persistentes, comportamento muito diferente do habitual ou novas crises convulsivas, o neurologista deve ser comunicado o quanto antes. Em algumas situações pode ser necessário ajustar a dose, modificar a velocidade do aumento ou, mais raramente, substituir a medicação. Também vale lembrar que a oxcarbazepina pode, em alguns pacientes, reduzir os níveis de sódio no sangue, o que pode contribuir para cansaço excessivo, fraqueza ou piora da coordenação. Dependendo da intensidade dos sintomas e da avaliação clínica, o médico poderá solicitar exames laboratoriais para verificar se está tudo dentro do esperado. Enquanto aguarda a evolução, procure manter o tratamento exatamente como foi prescrito e não suspenda ou reduza a dose por conta própria. A interrupção abrupta pode favorecer o reaparecimento ou até o agravamento das crises convulsivas. Anotar em um diário quando os sintomas aparecem, sua intensidade e se estão melhorando ajuda muito na consulta de retorno. Na maioria das crianças, quando esses efeitos estão relacionados apenas à fase de adaptação ao medicamento, a tendência é que diminuam progressivamente nas semanas seguintes. O objetivo do tratamento é controlar as crises sem comprometer a qualidade de vida, e esse equilíbrio costuma ser alcançado com acompanhamento cuidadoso e, quando necessário, pequenos ajustes na medicação. Em uma teleconsulta é possível avaliar detalhadamente essa evolução, revisar a dose em relação ao peso da criança, esclarecer dúvidas e definir se os sintomas fazem parte da adaptação esperada ou se indicam a necessidade de alguma mudança no tratamento. A plataforma Doctoralia facilita a escolha de médicos com excelente histórico de atendimentos e satisfação dos pacientes. Além disso, a Telemedicina permite obter uma segunda opinião médica de forma rápida, segura, discreta e conveniente, sem necessidade de deslocamentos. Em um cenário em que ainda convivemos com COVID-19, MPOX (varíola dos macacos), Parvovírus B19, cepas virulentas da gripe aviária H5N1 e outras doenças infectocontagiosas, o atendimento online reduz a exposição desnecessária da criança e de toda a família, economiza tempo, evita salas de espera e integra os benefícios da Saúde Digital, da Web 4.0 e da Inteligência Artificial ao cuidado médico. Mesmo que você não precise de atendimento neste momento, vale a pena conhecer o perfil dos profissionais, guardar esse contato e lembrar que qualquer médico pode oferecer uma avaliação inicial em Atenção Primária e orientar os próximos passos do tratamento.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

