Meu filho ta tomando respiridona pra autismo porém tenho observado ele muito inquieto isso é normal?
Meu filho ta tomando respiridona pra autismo porém tenho observado ele muito inquieto isso é normal? Ja são três semanas tomando esse medicamento
2 respostas
A inquietação pode ocorrer durante o tratamento com risperidona, mas não deve ser considerada “normal” a ponto de simplesmente esperar passar. Em algumas crianças, o medicamento pode provocar acatisia, uma reação caracterizada por agitação interna, dificuldade de ficar parada, necessidade constante de caminhar ou mexer as pernas, irritabilidade e aparente piora do comportamento. Também é necessário verificar se houve aumento recente da dose, mudança do horário, associação com outro medicamento ou se a inquietação já existia antes do tratamento. A bula e as informações oficiais da risperidona descrevem agitação, ansiedade, tremores e outros sintomas motores entre os possíveis efeitos adversos. Como já se passaram três semanas, recomendo entrar em contato com o médico que prescreveu a risperidona nos próximos dias, sem esperar a próxima consulta de rotina. Informe a dose exata, o peso e a idade da criança, o horário em que o medicamento é administrado e em que momento a inquietação aparece ou piora. Um pequeno vídeo gravado em casa também pode ajudar o profissional a diferenciar ansiedade, hiperatividade, estereotipias e efeito motor causado pelo medicamento. Não aumente, diminua, troque o horário nem suspenda a risperidona por conta própria. Dependendo da avaliação, o médico poderá ajustar a dose, tornar o aumento mais gradual, modificar o horário ou reconsiderar o tratamento. A risperidona não trata as características centrais do autismo; ela é utilizada principalmente para controlar irritabilidade intensa, agressividade, crises graves e comportamentos de risco associados ao transtorno. Por isso, seus benefícios precisam ser comparados regularmente aos possíveis efeitos adversos. Procure atendimento com maior urgência caso a inquietação seja muito intensa ou venha acompanhada de rigidez muscular, febre, confusão, sonolência excessiva, desmaio, dificuldade para respirar, movimentos involuntários importantes ou alteração súbita do estado geral. Uma teleconsulta pode ser bastante útil para revisar o tratamento, observar a criança, analisar vídeos, conferir as doses e oferecer uma segunda opinião de forma rápida, segura e discreta. Entretanto, situações graves ou sintomas que exijam exame físico imediato devem ser avaliados presencialmente ou em serviço de urgência. Na Doctoralia, é possível consultar o histórico profissional, as avaliações e a experiência dos médicos antes de escolher o especialista. A telemedicina também reduz deslocamentos e exposição desnecessária em salas de espera, embora não substitua o atendimento presencial quando ele for clinicamente necessário.
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