Meu filho de 2 anos e 3 meses com boa saúde teve o seguinte achado ocasional na RM do encéfalo. Á

Meu filho de 2 anos e 3 meses com boa saúde teve o seguinte achado ocasional na RM do encéfalo. Áreas confluentes de hiperintensidade de sinal em T2 FLAIR na substância branca supratentorial, predominante mente em situação periventricular e subcortical, com comprometimento bilateral e relativamente simétrico. É um achado normal para idade? Único "sintoma" é um leve atraso na fala.

1 resposta


Olá! Entendo que receber o resultado de uma ressonância magnética com termos médicos pode ser preocupante, especialmente quando se trata da saúde do nosso filho. Vou explicar o que significa o achado relatado no exame de forma simples e direta. O relatório da ressonância magnética indica que seu filho apresenta áreas de alteração na substância branca do cérebro. Essas áreas estão localizadas perto dos ventrículos (periventriculares) e abaixo da camada externa do cérebro (subcorticais), e afetam os dois lados do cérebro de forma relativamente simétrica. Essas alterações aparecem como manchas brilhantes na imagem de ressonância magnética. Esse achado não é considerado normal para a idade, mas também não significa necessariamente que seu filho tenha uma condição grave. É importante destacar que a maioria das crianças com essas alterações não apresenta sintomas neurológicos e leva uma vida saudável. Agora, em relação ao atraso de fala, sendo este o sinal que motivou a solicitação do exame, acho interessante tecer algumas considerações sobre a possibilidade de ser autismo. As alterações na substância branca cerebral não são uma causa conhecida do autismo. É importante entender que o autismo é um transtorno do desenvolvimento que afeta a capacidade da criança de se comunicar, interagir socialmente e ter comportamentos repetitivos. O atraso na fala que você mencionou pode ser um sinal de autismo, mas também pode ter outras causas. Um diagnóstico de autismo só pode ser feito após uma avaliação cuidadosa do desenvolvimento da criança. Nesse sentido, o próximo passo é agendar uma consulta com o médico que solicitou o exame e discutir o resultado da ressonância magnética e as preocupações que você tem sobre a fala do seu filho. Ele poderá avaliar melhor a condição do seu filho e recomendar os exames ou encaminhamentos necessários. Lembre-se de que os achados em exames não devem ser interpretados isoladamente e sempre devem ser considerados em conjunto com o histórico clínico e o exame físico da criança. Espero ter ajudado a esclarecer suas dúvidas, mas se ainda tiver perguntas, não hesite em perguntar ao médico.

Dr. Gustavo Holanda

Dr. Gustavo Holanda

Neurologista pediátrico

Recife

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