Meu filho tem 2 anos e 3 meses. Desde que ele nasceu, sempre moramos apenas eu, ele e o meu marido.
Meu filho tem 2 anos e 3 meses. Desde que ele nasceu, sempre moramos apenas eu, ele e o meu marido. Há cerca de 6 meses, precisávamos mudar e viemos morar com a minha mãe e minha tia. Desde então, percebo que ele ainda não se acostumou completamente com elas. Ele tem momentos em que interage bem: ri, abraça, brinca, mas são situações muito pontuais. Na maior parte do tempo, ele reage de forma arisca e desconfortável, principalmente quando elas tentam se aproximar ou até mesmo apenas olham para ele. Nessas situações, ele dá pequenos gritos, gritinhos… mas isso não acontece com frequência com outras pessoas nem conosco, os pais. Essa resistência dele tem me deixado preocupada e triste, pois já fazem 6 meses de convivência diária e eu imaginava que, nesse tempo, ele já estaria mais adaptado. Gostaria de entender se esse comportamento pode ser considerado dentro do esperado para a idade, se pode ter alguma relação emocional ou de fase, ou se há algo que deveríamos investigar com mais atenção. Eu me sinto constantemente ansiosa sobre isso, porque nunca sei como ele vai reagir com elas.
4 respostas
Podem haver muitas coisas envolvidas nesse contexto familiar e a criança pode estar envolvida na situação. É importante ter um conhecimento mais profundo do que está acorrendo para uma ação que tenha bons resultados, lembrando que a infância e a adolescência são extremamente importantes para a saude mental das pessoas e a a maior herança que a pessoa pode levar.
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Oi! Tudo bem? Eu não trabalho com crianças, mas me parece uma dificuldade de adaptação, até pq moravam só você o pai e ele, agora são duas pessoas "novas". Mas para que você fique mais tranquila, talvez seja interessante buscar uma psicóloga familiarizada com o neurodesenvolvimento infantil. Espero ter te ajudado.
Olá! É compreensível que seu filho esteja reagindo dessa forma, afinal é o jeito que ele encontrou de lidar com todas essas mudanças (casa, outras pessoas, configuração do grupo familiar, etc). Parece que é forma singular dele de se proteger e tentar se posicionar. Vale observar se: o desconforto dele estiver aumentando; se perceberem prejuízo/regressão na fala, sono, alimentação, na forma de interagir e brincar; se a angústia que essa situação tem gerado nos adultos aumentar, de uma maneira que essa tensão seja transmitida para a criança. Nessas situações, acredito que é importante buscar por ajuda profissional. Em alguns casos, o suporte que um psicólogo pode oferecer para a família já tem efeitos importantes também para a criança.
Faz sentido que isso te deixe preocupada… parece que não é só o comportamento dele, mas também essa expectativa de que, com o tempo, ele já estaria mais à vontade — e quando isso não acontece, fica uma dúvida no ar, quase como se algo não estivesse indo como deveria. Pelo que você descreve, o seu filho não rejeita completamente sua mãe e sua tia — ele tem momentos de aproximação, brinca, ri, abraça — mas isso não se sustenta o tempo todo. E talvez isso já diga algo importante: não é uma recusa absoluta, mas uma relação que ainda parece instável, sensível, em construção. Aos 2 anos, mudanças de ambiente e de convivência podem ser vividas de forma muito intensa, mesmo que para os adultos seis meses pareça bastante tempo. Para ele, pode ainda ser um processo de se situar, de entender quem são essas pessoas no mundo dele, no ritmo dele. Esses “gritinhos” e essa reação mais arisca podem aparecer justamente quando ele se sente invadido ou quando a aproximação vem num tempo diferente do dele. E talvez o ponto não seja tanto “por que ele ainda não se adaptou?”, mas como essa aproximação tem acontecido — se há espaço para ele ir se aproximando aos poucos, se retirando quando precisa, sendo respeitado nesse movimento. Fico pensando também em como isso te atravessa… essa ansiedade de não saber como ele vai reagir, essa expectativa de que ele “deveria” já estar diferente. Como você percebe esses momentos quando eles acontecem — o que você sente ali na hora, e como costuma reagir diante disso?
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

