Meu filho tem 8 anos, foi diagnosticado com altas habilidades, porém a neuropsicologa solicitou test
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Meu filho tem 8 anos, foi diagnosticado com altas habilidades, porém a neuropsicologa solicitou teste de processamento auditivo central e deu algumas alterações. É possível ter as dois diagnóstico ?
Entendo sua preocupação. Receber informações diferentes em avaliações distintas costuma gerar dúvidas nos pais, mas a resposta é sim: uma criança pode apresentar altas habilidades/superdotação e, ao mesmo tempo, alterações no Processamento Auditivo Central (PAC).
As altas habilidades se referem a um desempenho acima da média em determinadas áreas, como raciocínio lógico, linguagem, criatividade, memória ou capacidade de aprendizagem. Já o Transtorno do Processamento Auditivo Central está relacionado à forma como o cérebro interpreta e organiza os sons que chegam pelos ouvidos. São condições diferentes e não são mutuamente excludentes.
Na prática, uma criança superdotada pode ter excelente capacidade intelectual, vocabulário avançado e facilidade para aprender conteúdos complexos, mas ainda apresentar dificuldades para compreender informações em ambientes barulhentos, seguir instruções longas, diferenciar sons semelhantes ou manter a atenção durante tarefas que dependem muito da audição. Essas dificuldades podem ser identificadas durante a avaliação do processamento auditivo.
Inclusive, não é raro que crianças com altas habilidades desenvolvam estratégias compensatórias tão eficientes que algumas dificuldades passem despercebidas por muitos anos. Em determinados casos, apenas uma avaliação neuropsicológica detalhada ou exames específicos do processamento auditivo conseguem revelar essas diferenças.
O mais importante é interpretar os resultados dentro do contexto clínico da criança. Nem toda alteração encontrada nos testes significa necessariamente um transtorno com impacto funcional relevante. Por isso, a integração entre os achados da neuropsicóloga, do fonoaudiólogo especializado em processamento auditivo e do médico responsável é fundamental para determinar se existe necessidade de intervenção.
Caso as alterações tenham repercussão no desempenho escolar, na comunicação ou na rotina diária, a fonoterapia direcionada ao treinamento auditivo costuma trazer benefícios importantes. Ao mesmo tempo, as potencialidades relacionadas às altas habilidades devem continuar sendo estimuladas para que a criança desenvolva plenamente seus talentos.
Em uma teleconsulta é possível analisar os resultados da avaliação neuropsicológica e dos testes de processamento auditivo, esclarecer suas dúvidas e orientar os próximos passos de forma individualizada. A plataforma Doctoralia facilita a busca por médicos com excelente histórico de atendimentos e alta satisfação dos pacientes. Além disso, em um cenário de circulação contínua de doenças infectocontagiosas, como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19, influenza e outras viroses respiratórias, a Telemedicina oferece uma forma segura, rápida, discreta e conveniente de obter uma segunda opinião médica sem deslocamentos ou exposição desnecessária. Atualmente, a Telemedicina permite consultas de segunda opinião com profissionais experientes de diferentes regiões do país. Se desejar uma avaliação mais detalhada do caso do seu filho, basta acessar o perfil do médico de sua preferência na plataforma. Mesmo que não precise de atendimento neste momento, vale a pena manter esse contato e acompanhar conteúdos educativos confiáveis sobre saúde e desenvolvimento infantil.
As altas habilidades se referem a um desempenho acima da média em determinadas áreas, como raciocínio lógico, linguagem, criatividade, memória ou capacidade de aprendizagem. Já o Transtorno do Processamento Auditivo Central está relacionado à forma como o cérebro interpreta e organiza os sons que chegam pelos ouvidos. São condições diferentes e não são mutuamente excludentes.
Na prática, uma criança superdotada pode ter excelente capacidade intelectual, vocabulário avançado e facilidade para aprender conteúdos complexos, mas ainda apresentar dificuldades para compreender informações em ambientes barulhentos, seguir instruções longas, diferenciar sons semelhantes ou manter a atenção durante tarefas que dependem muito da audição. Essas dificuldades podem ser identificadas durante a avaliação do processamento auditivo.
Inclusive, não é raro que crianças com altas habilidades desenvolvam estratégias compensatórias tão eficientes que algumas dificuldades passem despercebidas por muitos anos. Em determinados casos, apenas uma avaliação neuropsicológica detalhada ou exames específicos do processamento auditivo conseguem revelar essas diferenças.
O mais importante é interpretar os resultados dentro do contexto clínico da criança. Nem toda alteração encontrada nos testes significa necessariamente um transtorno com impacto funcional relevante. Por isso, a integração entre os achados da neuropsicóloga, do fonoaudiólogo especializado em processamento auditivo e do médico responsável é fundamental para determinar se existe necessidade de intervenção.
Caso as alterações tenham repercussão no desempenho escolar, na comunicação ou na rotina diária, a fonoterapia direcionada ao treinamento auditivo costuma trazer benefícios importantes. Ao mesmo tempo, as potencialidades relacionadas às altas habilidades devem continuar sendo estimuladas para que a criança desenvolva plenamente seus talentos.
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