Meu pai tem polineuropatia, à uns 10 anos foi feito diagnóstico, porem as quedas estão constante...
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Meu pai tem polineuropatia, à uns 10 anos foi feito diagnóstico, porem as quedas estão constante... tem algum remédio para amenizar ele não consegue dar 2 passos sem cair.
Boa tarde.
É importante avaliar se não houveram fatores que agravaram o quadro inicial. Além disso, a realização de fisioterapia é fundamental para manutenção do equilíbrio e da propriocepção, que em geral, estão comprometidas nestes quadros. Cuidado: evite a presença de tapetes e o uso de chinelos, sandálias e calçados abertos.
Converse com o médico que realiza o acompanhamento para analisar os melhores direcionamentos.
É importante avaliar se não houveram fatores que agravaram o quadro inicial. Além disso, a realização de fisioterapia é fundamental para manutenção do equilíbrio e da propriocepção, que em geral, estão comprometidas nestes quadros. Cuidado: evite a presença de tapetes e o uso de chinelos, sandálias e calçados abertos.
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Primeiramente é importante definir a causa da neuropatia, que acredito já tenha sido identificada. Assim foca-se o tratamento em amenizar o fator causal, retardando a progressão da doença. É muito importante estabelecer quais fibras nervosas estão acometidas (sensitivas, motoras ou os dois tipos) e de que forma estão lesadas (a "capa" do nervo - desmielinização e/ou as fibras em si - lesão axonal). Essa definição será feita com a realização atual do exame de eletroneuromiografia. A partir desses critérios citados, podemos discernir qual o tratamento mais adequado, seja medicamentoso (diminuindo sintomas e/ou debelando a causa) e/ou de suporte para melhorar a qualidade de vida (como exemplo a fisioterapia, adaptações nos ambientes que o paciente vive etc.). Dessa forma, com esse tratamento individializado, pode-se sim amenizar os riscos de quedas.
Excelente pergunta — e muito importante, pois a polineuropatia periférica crônica, especialmente quando evolui há vários anos, pode causar perda progressiva da força, da sensibilidade e do equilíbrio, resultando em quedas frequentes como no caso do seu pai. Infelizmente não existe um medicamento único que reverta completamente o dano neurológico já instalado, mas há diversas estratégias terapêuticas que podem reduzir os sintomas, melhorar a estabilidade e prevenir novas quedas, combinando abordagem farmacológica, fisioterápica e medidas de segurança domiciliar. A primeira etapa é confirmar a causa da polineuropatia, pois o tratamento depende dela: as mais comuns são diabética, carencial (vitamina B12, B6, folato), tóxica (álcool, quimioterapia), inflamatória (CIDP) e idiopática. Se a neuropatia for inflamatória ou autoimune, o neurologista pode indicar imunomoduladores (como corticoides, imunoglobulina intravenosa ou azatioprina), que ajudam a estabilizar ou até recuperar parte da função nervosa. Nas formas degenerativas ou metabólicas, os medicamentos atuam apenas para melhorar a condução nervosa e proteger o nervo, como o uso de vitaminas do complexo B em altas doses (B1, B6, B12), L-carnitina, ácido alfa-lipóico e citicolina, que auxiliam na regeneração axonal. É fundamental associar fisioterapia motora e treino de marcha com apoio (andador, bengala ou órtese), pois o principal fator de queda é a perda da propriocepção (sensação de posição dos pés). O treino supervisionado fortalece músculos estabilizadores e ensina o corpo a compensar os déficits sensoriais. O uso de medicamentos para dor neuropática, como pregabalina, gabapentina ou duloxetina, pode ser necessário caso haja dor ou queimação nas pernas, mas esses fármacos não melhoram o equilíbrio — apenas o conforto. É importante também avaliar a pressão arterial e o controle glicêmico, pois hipotensão postural e hipoglicemias podem agravar as quedas. Em idosos, o ambiente domiciliar deve ser adaptado com barras de apoio, iluminação noturna e calçados antiderrapantes. Em resumo: não há um remédio que “cure” a polineuropatia, mas existe tratamento para melhorar força, sensibilidade e estabilidade, combinando suplementos neuroprotetores, fisioterapia intensiva e, em casos selecionados, imunoterapia. Se as quedas se tornaram frequentes, é essencial reavaliar com o neurologista, pois pode haver progressão da neuropatia ou associação com outras causas de desequilíbrio, como ataxia ou comprometimento vestibular. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com neurologista e fisioterapeuta especializado é essencial para ajustar o tratamento e prevenir complicações. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neuropatias periféricas, equilíbrio e reabilitação motora, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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