Minha avó tem parkinson a mais de dez anos, ela dorme bem durante o dia mais a noite não o que faço

5 respostas
Minha avó tem parkinson a mais de dez anos, ela dorme bem durante o dia mais a noite não o que faço pra melhorar o sono dela ?A noite ela toma o prolopa,amitril e ela dormi a partir das 22 hrs da noite mim ajudem pra que faça ela dormi melhor.
Olá, o fato de sua avó ter Doença de Parkinson a predispõe a ficar apática e dormir durante o dia, o que é ruim para um sono noturno satisfatório. Não se deve recorrer a medicação sedativa, pois aumentaria esse sono diurno e consequentemente pioraria o sono da noite. O melhor para ela seria terapia ocupacional e recreação durante o período do dia. Medicação somente em situações resistentes às medidas acima.

Atenciosamente.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Dr. Guilherme Riccioppo
Neurologista
Ribeirão Preto
Acorde-a cedo, ponha-a para tomar um pouco de sol pela manhã. Procure preencher o dia dela com atividades, não permitindo que ela durma durante o dia.
Prof. Thiago Monaco
Geriatra
São Paulo
Olá, em que pese que ela deva ser avaliada quanto a medicação e evolução do caso, de fato a Doença de Parkinson predispõe a alterações do sono. Como a quantidade de sono não está afetada, medicações sedativas só farão aumentar o sono, bem como aumentar risco de interação medicamentosa, confusão mental e quedas, com todo tipo de conseqüência danosa. A solução de melhor potencial é a mais trabalhosa: ela necessita se expor a atividades diurnas e à luz do sol, bem como a diversas técnicas de reabilitação do sono, entre elas a higiene do sono, a provação gradativa de sono para que chegue à noite suficientemente sonolenta, entre outras diversas técnicas. A sua correta implementação depende da ajuda de um profissional habilitado, pois diferentes técnicas são ideais para distintos pacientes, bem como leva a resultados gradualmente melhores, dependendo, portanto, de implementar, reavaliar, mudar conduta, etc., até chegar no ponto ideal. Mas vale muito mais a pena e é infinitamente mais seguro, pois não envolve drogas!
Dra. Adalgisa Cavalcanti
Neurologista, Neurofisiologista
Recife
BOA TARDE. É PRECISO AVALIAR SUA AVÓ EM TODA A SUA ROTINA PARA ESTABELECER UM TRATAMENTO EFICAZ PARA INSÕNIA E TAMBÉM PARA OS SINTOMAS DA DOENÇA DE PARKINSON.
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
São Paulo
Excelente pergunta — e muito importante, pois os distúrbios do sono são extremamente comuns na Doença de Parkinson, especialmente em fases mais avançadas, quando o cérebro sofre alterações nos circuitos que controlam o ritmo circadiano, o relaxamento muscular e a produção de melatonina.

Mesmo dormindo bem durante o dia, o paciente pode apresentar insônia noturna, despertares frequentes ou sono fragmentado, o que afeta o descanso e agrava sintomas motores e cognitivos.

Há alguns fatores que costumam contribuir para esse padrão:

Uso noturno do Prolopa, que em alguns casos pode causar agitação, sonhos vívidos ou despertares;

Efeitos da amitriptilina, que embora ajude no sono em algumas pessoas, pode alterar o ciclo sono-vigília em idosos;

Sonolência diurna excessiva, que reduz a pressão natural do sono à noite;

E sintomas motores noturnos (rigidez, tremor, dificuldade de virar na cama) que interrompem o sono.

Para ajudar sua avó a dormir melhor, seguem algumas medidas práticas e seguras:

Manter horários fixos para deitar e levantar, mesmo nos fins de semana;

Reduzir cochilos diurnos prolongados (idealmente menos de 1 hora e antes das 15h);

Evitar luz forte e telas à noite, para facilitar a liberação de melatonina;

Fazer refeições leves e evitar líquidos em excesso à noite;

Avaliar com o neurologista o horário da última dose de Prolopa, pois em alguns casos o ajuste para mais cedo (ou uso de formulações de liberação prolongada) melhora o sono;

Verificar se há sintomas de apneia do sono, movimentos involuntários ou alucinações noturnas, pois esses quadros precisam de abordagem específica.

Em alguns pacientes, o uso de melatonina sob prescrição médica ou ajuste de medicamentos dopaminérgicos noturnos pode auxiliar o ritmo de sono. O neurologista avaliará a melhor estratégia conforme o estágio da doença e o perfil da paciente.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono, Doença de Parkinson, insônia e distúrbios comportamentais do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082

Especialistas

Francisco de Assis Carvalho do Vale

Francisco de Assis Carvalho do Vale

Neurologista

Ribeirão Preto

Simone Vilela Borges

Simone Vilela Borges

Geriatra

Palmas

Marcelo de Freitas Mendonça

Marcelo de Freitas Mendonça

Geriatra

Uberlândia

Isaac Bertuol

Isaac Bertuol

Neurocirurgião

Lajeado

Alexandre Mac Donald Reis

Alexandre Mac Donald Reis

Neurocirurgião, Neurologista

Porto Alegre

Priscila Gaeta Baptistão

Priscila Gaeta Baptistão

Geriatra, Médico clínico geral

Atibaia

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 237 perguntas sobre Doença de Parkinson
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.