Minha esposa teve um AVCI ha 3 meses atrás, e permanece com uma artéria entupida. Gostaria de saber
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Minha esposa teve um AVCI ha 3 meses atrás, e permanece com uma artéria entupida. Gostaria de saber o que acontece com o coágulo que permanece na artéria, se tem riscos dele se desprender e gerar outro AVCI, ou será absorvido pelo organismo?
Dr. Sergio Akira Horita
Médico acupunturista, Especialista em medicina física e reabilitação, Médico do esporte
São Paulo
Olá! Teoricamente há riscos, embora o uso de medicações como anti-agregantes plaquetários e anticoagulantes contribui para a redução destes riscos. Sugiro que converse com o médico neurologista dela para que ele possa esclarecer quanto ao risco de ela apresentar novo AVC e os cuidados que ela deve tomar para a sua prevenção.
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Olá, este risco realmente existe! Ele dependerá de alguns fatores como o controle da pressão arterial, diabetes, colesterol, sobrepeso e o tipo de tratamento escolhido. Por isso, é muito importante que a sua esposa seja avaliada por um especialista para discutir as melhores opções de tratamentos e reduzir os riscos.
Atenciosamente,
Atenciosamente,
Essa é uma pergunta muito importante e compreensível para quem está passando por esse momento delicado. Quando há uma obstrução arterial por um coágulo, com o tempo o organismo pode sim reabsorver parte desse material ou formar uma cicatriz interna que mantém a artéria fechada, mas de forma mais estável. Em geral, após a fase aguda, o risco desse coágulo se desprender e causar um novo AVC costuma ser baixo, especialmente quando a paciente está em uso correto das medicações preventivas, como antiagregantes ou anticoagulantes, dependendo do caso. O mais importante agora é manter o acompanhamento neurológico, seguir o tratamento certinho e fazer exames de controle para avaliar como está a circulação cerebral. Isso ajuda a reduzir os riscos a longo prazo e a garantir a melhor recuperação possível.
Sua dúvida é muito relevante, especialmente para quem está acompanhando de perto a recuperação após um AVC isquêmico. Vamos por partes:
Quando ocorre um AVCI (acidente vascular cerebral isquêmico), geralmente é porque um coágulo (trombo) obstruiu uma artéria que leva sangue ao cérebro. Se, após três meses, sua esposa ainda tem uma artéria "entupida", isso pode significar que houve uma oclusão arterial persistente — e isso, por si só, não é incomum. Muitas vezes, o próprio organismo não consegue dissolver completamente o coágulo, e ele acaba aderindo à parede do vaso, formando uma obstrução crônica. O corpo pode compensar com a formação de vasos colaterais, que mantêm o fluxo sanguíneo para a área afetada.
Quanto ao risco do coágulo se desprender depois de tanto tempo, esse risco costuma ser baixo. Coágulos instáveis, que podem se soltar e causar um novo AVC, são mais preocupantes nas primeiras horas ou dias após o evento, quando ainda estão moles ou mal aderidos. Com o passar do tempo, eles tendem a se organizar e se fixar na parede do vaso, ou até a serem parcialmente reabsorvidos. Ainda assim, isso depende muito da causa do AVC (por exemplo, se foi por uma placa de gordura instável, embolia cardíaca ou outro fator).
Por isso, o mais importante agora é que sua esposa continue:
– Em acompanhamento regular com o neurologista
– Usando as medicações de prevenção secundária (antiplaquetários ou anticoagulantes, se indicado)
– Controlando bem os fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol, tabagismo e sedentarismo
– E, se necessário, fazendo exames de imagem periódicos (como Doppler ou angiotomografia) para acompanhar a evolução da artéria obstruída.
O fato de haver uma obstrução não significa automaticamente risco de um novo AVC, mas o acompanhamento especializado é essencial para avaliar o risco individual e tomar as decisões mais seguras a longo prazo.
Quando ocorre um AVCI (acidente vascular cerebral isquêmico), geralmente é porque um coágulo (trombo) obstruiu uma artéria que leva sangue ao cérebro. Se, após três meses, sua esposa ainda tem uma artéria "entupida", isso pode significar que houve uma oclusão arterial persistente — e isso, por si só, não é incomum. Muitas vezes, o próprio organismo não consegue dissolver completamente o coágulo, e ele acaba aderindo à parede do vaso, formando uma obstrução crônica. O corpo pode compensar com a formação de vasos colaterais, que mantêm o fluxo sanguíneo para a área afetada.
Quanto ao risco do coágulo se desprender depois de tanto tempo, esse risco costuma ser baixo. Coágulos instáveis, que podem se soltar e causar um novo AVC, são mais preocupantes nas primeiras horas ou dias após o evento, quando ainda estão moles ou mal aderidos. Com o passar do tempo, eles tendem a se organizar e se fixar na parede do vaso, ou até a serem parcialmente reabsorvidos. Ainda assim, isso depende muito da causa do AVC (por exemplo, se foi por uma placa de gordura instável, embolia cardíaca ou outro fator).
Por isso, o mais importante agora é que sua esposa continue:
– Em acompanhamento regular com o neurologista
– Usando as medicações de prevenção secundária (antiplaquetários ou anticoagulantes, se indicado)
– Controlando bem os fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol, tabagismo e sedentarismo
– E, se necessário, fazendo exames de imagem periódicos (como Doppler ou angiotomografia) para acompanhar a evolução da artéria obstruída.
O fato de haver uma obstrução não significa automaticamente risco de um novo AVC, mas o acompanhamento especializado é essencial para avaliar o risco individual e tomar as decisões mais seguras a longo prazo.
O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) ocorre quando uma artéria do cérebro é obstruída por um coágulo, interrompendo o fluxo sanguíneo e provocando falta de oxigênio em uma área cerebral. Após o episódio, o destino desse coágulo depende de vários fatores, como o local da obstrução, o tamanho do trombo e o tipo de tratamento realizado.
Na maioria dos casos, o organismo tenta naturalmente reabsorver ou reorganizar o trombo. Parte do coágulo pode ser dissolvida pelas enzimas do próprio corpo e, com o tempo, a circulação cerebral tende a se adaptar, criando vasos alternativos (colaterais) que compensam o bloqueio. Quando o coágulo permanece na artéria por semanas ou meses, ele costuma se transformar em uma lesão cicatricial, ficando aderido à parede do vaso. Nesse estágio, o trombo se torna estável e não há risco de que ele se desprenda e provoque um novo AVC, pois já está incorporado à estrutura da artéria.
Contudo, é essencial confirmar essa estabilidade por meio de exames de imagem, como a angiorressonância, a angiotomografia ou o doppler de artérias cervicais e intracranianas. Esses exames permitem avaliar o grau de obstrução, a presença de circulação compensatória e o risco de novos eventos.
O principal risco após um AVCI não é que o coágulo antigo se solte, mas que novos coágulos se formem, especialmente se persistirem fatores predisponentes, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou arritmias cardíacas. Por isso, o tratamento após um AVCI tem foco na prevenção secundária, com uso de medicações antiplaquetárias ou anticoagulantes (como AAS, clopidogrel ou rivaroxabana, conforme cada caso), além do controle rigoroso dos fatores de risco e da adoção de hábitos saudáveis.
Nos casos em que a artéria continua ocluída, não há necessidade de remover o coágulo antigo, pois após as primeiras horas do evento o tecido cerebral já passou por um processo de cicatrização. A trombólise medicamentosa ou a trombectomia mecânica, que são tratamentos de urgência para dissolver o coágulo, só são eficazes se aplicadas nas primeiras horas do AVC. Passado esse período, a conduta é manter o acompanhamento clínico e o foco na reabilitação neurológica, por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, quando indicado.
Em resumo, um coágulo que permanece na artéria meses após um AVCI geralmente já está estável e aderido, sem risco de deslocamento. O ponto mais importante é prevenir a formação de novos trombos, mantendo o tratamento prescrito e acompanhamento regular com o neurologista. Essa vigilância permite ajustar as medicações e monitorar a circulação cerebral por meio de exames periódicos.
Esta explicação tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica presencial. É fundamental manter o acompanhamento contínuo com o neurologista vascular, que poderá revisar os exames, monitorar o risco de recorrência e orientar sobre os cuidados de longo prazo.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Na maioria dos casos, o organismo tenta naturalmente reabsorver ou reorganizar o trombo. Parte do coágulo pode ser dissolvida pelas enzimas do próprio corpo e, com o tempo, a circulação cerebral tende a se adaptar, criando vasos alternativos (colaterais) que compensam o bloqueio. Quando o coágulo permanece na artéria por semanas ou meses, ele costuma se transformar em uma lesão cicatricial, ficando aderido à parede do vaso. Nesse estágio, o trombo se torna estável e não há risco de que ele se desprenda e provoque um novo AVC, pois já está incorporado à estrutura da artéria.
Contudo, é essencial confirmar essa estabilidade por meio de exames de imagem, como a angiorressonância, a angiotomografia ou o doppler de artérias cervicais e intracranianas. Esses exames permitem avaliar o grau de obstrução, a presença de circulação compensatória e o risco de novos eventos.
O principal risco após um AVCI não é que o coágulo antigo se solte, mas que novos coágulos se formem, especialmente se persistirem fatores predisponentes, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou arritmias cardíacas. Por isso, o tratamento após um AVCI tem foco na prevenção secundária, com uso de medicações antiplaquetárias ou anticoagulantes (como AAS, clopidogrel ou rivaroxabana, conforme cada caso), além do controle rigoroso dos fatores de risco e da adoção de hábitos saudáveis.
Nos casos em que a artéria continua ocluída, não há necessidade de remover o coágulo antigo, pois após as primeiras horas do evento o tecido cerebral já passou por um processo de cicatrização. A trombólise medicamentosa ou a trombectomia mecânica, que são tratamentos de urgência para dissolver o coágulo, só são eficazes se aplicadas nas primeiras horas do AVC. Passado esse período, a conduta é manter o acompanhamento clínico e o foco na reabilitação neurológica, por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, quando indicado.
Em resumo, um coágulo que permanece na artéria meses após um AVCI geralmente já está estável e aderido, sem risco de deslocamento. O ponto mais importante é prevenir a formação de novos trombos, mantendo o tratamento prescrito e acompanhamento regular com o neurologista. Essa vigilância permite ajustar as medicações e monitorar a circulação cerebral por meio de exames periódicos.
Esta explicação tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica presencial. É fundamental manter o acompanhamento contínuo com o neurologista vascular, que poderá revisar os exames, monitorar o risco de recorrência e orientar sobre os cuidados de longo prazo.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Após um AVC isquêmico (AVCI), a artéria pode permanecer parcial ou totalmente obstruída por um coágulo (trombo), e o comportamento desse material depende de fatores como tamanho, localização e causa da obstrução. Em muitos casos, o coágulo tende a aderir firmemente à parede do vaso e, com o tempo, pode ser parcialmente reabsorvido ou reorganizado pelo organismo, transformando-se em um tecido fibroso que mantém a artéria ocluída, mas de forma estável — sem risco de se soltar. Quando o trombo está fixo e a circulação colateral (vasos ao redor) compensa bem, o paciente não apresenta novos episódios e pode manter boa recuperação neurológica. No entanto, se o coágulo for móvel ou recente, existe sim o risco de fragmentação e deslocamento, o que pode provocar novos AVCs isquêmicos. Por isso, o monitoramento constante com exames de imagem, como angioressonância ou angiotomografia, é fundamental para avaliar a evolução da obstrução. Além disso, o médico geralmente prescreve antiagregantes plaquetários (como AAS ou clopidogrel) ou, em casos específicos, anticoagulantes, para impedir a formação de novos coágulos e reduzir o risco de recorrência. Também é essencial controlar fatores de risco, como pressão alta, colesterol, diabetes, tabagismo e sedentarismo, que são determinantes na prevenção de novos eventos. Em resumo: o coágulo pode se estabilizar ou ser reabsorvido parcialmente, dependendo do caso; na maioria das vezes não se desprende após três meses, mas é importante manter acompanhamento neurológico e vascular, pois a prevenção de um novo AVC depende do controle rigoroso clínico e medicamentoso. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista vascular é essencial para confirmar a evolução do quadro e garantir segurança no tratamento. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, prevenção de AVC e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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