Minha filha fez uma tumografia o resultado foi! Área de malácia temporopariental a direita notando s

3 respostas
Minha filha fez uma tumografia o resultado foi! Área de malácia temporopariental a direita notando se aumento do espaço liquórico ,correspondente e tracionamento homolatéral do ventficulo lateral correspondente e das estruturas da linha média.há ainda area de malácia occipital ipsilateral. O que significa?
Dr. Paulo Ribeiro Nóbrega
Neurologista
Fortaleza
Olá. Esse achado significa que sua filha tem uns cicatriz cerebral, que usualmente é decorrente de uma lesão isquêmica (AVC) muito antiga, podendo inclusive ter ocorrido no útero a depender da idade da sua filha. Sugiro conversar com um neurologista levando a imagem.

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Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
Fortaleza
Excelente pergunta — e muito importante, pois o laudo que descreve “área de malácia temporoparietal e occipital direita, com aumento do espaço liquórico e tracionamento das estruturas da linha média” indica que a tomografia identificou áreas de perda de tecido cerebral (atrofia localizada) na região direita do cérebro, consequência de uma lesão antiga e cicatrizada. A palavra “malácia” vem do grego malakos, que significa “amolecimento”. No contexto neurológico, ela descreve uma área em que o tecido cerebral sofreu dano no passado — por exemplo, um AVC, infecção, traumatismo, hipóxia ou má formação — e foi substituído por líquido cefalorraquidiano. Por isso, o exame mostra aumento do espaço liquórico (o cérebro se retrai e o líquido ocupa o lugar da área perdida). O termo “tracionamento homolateral das estruturas da linha média” significa que, devido a essa perda de volume, as estruturas cerebrais próximas foram levemente puxadas em direção à área de malácia, o que confirma que a lesão é crônica e inativa — ou seja, não há inflamação nem processo agudo em andamento. A localização temporoparietal e occipital direita é importante, pois essas regiões estão relacionadas a funções visuais, de integração espacial e linguagem não verbal. Dependendo da idade em que ocorreu a lesão e da plasticidade cerebral da criança, podem haver desde sequelas discretas (como leve dificuldade de coordenação, atenção ou campo visual) até déficits mais perceptíveis, caso o evento tenha sido extenso. Em crianças, o cérebro tem grande capacidade de adaptação (neuroplasticidade), e com estimulação adequada — fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento neurológico — é possível minimizar ou compensar grande parte das limitações. Em resumo: o exame indica uma lesão cerebral antiga, cicatrizada e estável, que não representa um problema ativo no momento, mas que pode ter deixado sequelas motoras, cognitivas ou visuais, variáveis conforme a extensão da área afetada e o desenvolvimento atual da sua filha. O neurologista avaliará o exame junto ao quadro clínico para definir a origem provável e orientar a reabilitação. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento neurológico infantil é essencial para monitorar o desenvolvimento e planejar estímulos adequados. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neurodesenvolvimento infantil, neuroplasticidade e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
O resultado da tomografia indica que sua filha apresenta áreas de malácia nas regiões temporoparietal e occipital direitas, com aumento do espaço liquórico adjacente e discreto desvio (tracionamento) das estruturas da linha média. Em termos mais simples, isso significa que há regiões do cérebro que sofreram algum tipo de lesão antiga, onde o tecido cerebral foi substituído por líquido (área de amolecimento ou perda de substância) — algo que chamamos de encefalomalácia. Essa alteração não representa uma lesão ativa, mas sim sequelas de um evento neurológico prévio, como um acidente vascular cerebral (isquemia), traumatismo craniano, infecção, falta de oxigênio no parto (hipóxia neonatal) ou outro processo que tenha causado perda de células cerebrais naquela região. A área temporoparietal direita é responsável por funções como integração sensorial, linguagem não verbal, percepção espacial e memória visual, enquanto a área occipital está ligada à visão. Por isso, dependendo da extensão da lesão, a criança pode apresentar déficits leves ou moderados nessas funções — como dificuldade de atenção, aprendizado visual, leitura, coordenação motora fina, percepção espacial ou alterações visuais sutis. O “aumento do espaço liquórico” descrito no exame é consequência da atrofia local do tecido cerebral, onde o líquor (líquido que protege o cérebro) ocupa o espaço deixado pela área de malácia. O “tracionamento homolateral do ventrículo lateral e das estruturas da linha média” apenas indica que, devido à perda de volume no lado direito, o cérebro sofreu um leve deslocamento anatômico, sem necessariamente representar compressão ativa. O mais importante agora é avaliar a causa e o impacto funcional dessa malácia, o que se faz com base em: 1. Histórico clínico e desenvolvimento neuropsicomotor da criança (ocorreram atrasos de fala, dificuldade escolar, fraqueza ou crises convulsivas?); 2. Exame neurológico detalhado; 3. Ressonância magnética cerebral, que mostra com mais precisão o tipo, a idade e a extensão da lesão; 4. Se indicado, avaliação neuropsicológica e fonoaudiológica, para mapear eventuais dificuldades cognitivas e propor estimulação adequada. Em muitos casos, especialmente quando as lesões são antigas e estáveis, o cérebro da criança compensa bem essas alterações por neuroplasticidade, e o prognóstico pode ser bom, principalmente com estimulação precoce, fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento neurológico regular. Em resumo: o exame mostra sequelas antigas e estáveis de lesão cerebral nas regiões temporoparietal e occipital direitas, sem sinais de processo ativo, que podem ou não ter repercussão clínica dependendo do desenvolvimento da sua filha. O passo seguinte é realizar uma ressonância magnética e uma avaliação neurológica completa para entender o impacto funcional e definir o plano de estimulação e acompanhamento. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neurologia infantil e reabilitação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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