Minha filha tem 9 anos e desde a introdução a papinha com ela não aceita alimentação , hoje ela

Minha filha tem 9 anos e desde a introdução a papinha com ela não aceita alimentação , hoje ela só aceita alimentos secos e não consegue experimentar nada se forçamos ela tem ânsia, ela toma leite com suplementos para não ficar desnutrida, mas me preocupo pelo futuro e não sei o que fazer !

5 respostas


Fiquei um pouco confuso a respeito da idade da sua filha. Vc diz que ela tem 9 anos? A introdução alimentar no formato de 'papinhas' deve ser feita no primeiro ano de vida de forma cuidadosa e divertida. 'Forçar' a criança a comer é uma forma de violência - não funciona e ainda transmite a criança que a comida é uma forma de 'punição'. A criança aprende por 'espelhamento' - isto é, ela precisa ver a família comendo bem, com diversidade, participando do momento da refeição de forma pacífica e prazerosa. Desta forma você despertará a curiosidade dela em sentir a mesma alegria que o restante da família na hora da refeição. Deixe claro que ninguém irá forçá-la a comer, mas que ela não pode substituir a refeição por guloseima ou mamada.

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A pergunta carece de dados importantes para que possamos estabelecer uma melhor compreensão, no entanto, destaco que forçar alguém a comer, especialmente uma criança, não é adequado porque isso reforça a aversão ao alimento. Isso vale ainda mais pelo fato de existir ânsia, pois ela pode associar a alimentação ao mal-estar que sente. É compreensível que você esteja preocupada com a alimentação dela e que ela precisa comer, mas tente elaborar outras estratégias para dar o alimento, mudando o cenário que envolve o atual oferecimento e a forma de fazer a refeição. Em todo caso é recomendável que você procure uma nutricionista para avaliar a ânsia que ela está sentindo e todo ciclo de alimentação. Um psicólogo pode ajudar trabalhando aspectos do desenvolvimento da sua filha e o ambiente da família, pois ambos também podem estar causando tal comportamento, assim como outros aspectos que podem ser evidenciados neste acompanhamento profissional.

Guilherme Paim

Guilherme Paim

Psicólogo

Porto Alegre

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Indico procurar um nutrólogo infantil, ou mesmo uma nutricionista infantil para excluir qualquer possibilidade de que sua filha tenha alguma intolerância alimentar. Apenas para não negligenciar esse fenômeno. Sugiro um cuidado, psicoterápico se possível, para você. No seu relato você expõe uma angustia em relação a alimentação da sua filha. Em psicoterapia breve isso pode ser reajustado, auxiliando que você possa criar novas estratégias para lidar com o fato. Concordo com o colega acima que forçar sua filha a comer e/ou experimentar novos alimentos poderá ter efeito aversivo (punitivo), o que não contribuirá para a reversão dessa situação. Tenha paciência e cuidado sensível com você e com a sua filha. Forte abraço


Questões relacionadas à alimentação podem ter a ver com a relação da criança com a mãe. A mãe, por amamentar o bebê, é a primeira fonte da criança para saciar sua necessidade e para encontrar prazer, decorrente de uma pulsão oral. Sendo assim, o ato de amamentar é um ato que envolve o emocional e que conecta a criança à mãe. Com isso, muitos transtornos de alimentação podem estar ligados à fatores emocionais! Importante procurar um especialista não só em medicina e nutrição, como também em saúde mental.

Clara Nicolato

Clara Nicolato

Psicólogo

Belo Horizonte

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bom dia. É indicado buscar auxílio de um nutricionista para avaliar as condições nutricionais da sua filha e introduzir alimentos adequadamente. O trabalho com crianças deve ser lúdico para não causar stress frente ao alimento. Aos 9 anos esta criança não necessita somente de leite, porém se ela se satisfaz com a grande oferta deste alimento, ela não se torna aberta para experimentar nenhum alimento. A criança precisa entender que não há substituições naquele momento. Deve ser feito um trabalho em parceria com os pais, muitas vezes psicólogos ou até fonoaudiólogos para avaliar a degluitção da criança. Busqua auxílio de profissionais para ajudá-la. Boa semana.

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