Minha filha tem depressao ha 7 anos e ela disse que nao consegue mais se imaginar sem depressao e qu

20 respostas
Minha filha tem depressao ha 7 anos e ela disse que nao consegue mais se imaginar sem depressao e que nao quer melhorar pois agora gosta disso.. Isso é algum quadro da depressao? o que fazer?
 Paulo Roberto Silva
Psicólogo
Indaiatuba
Toda depressão deve ser tratada, recomendo iniciar um processo terapêutico o quanto antes, fazer uma leitura sobre seu sofrimento psíquico é imprescindível. A terapia vai ajudar nesse processo, estou a disposição caso queira mais informações sobre a psicoterapia nos quadros depressivos.

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 Gustavo Moraes
Psicólogo, Psicanalista
Jacareí
Boa tarde! Segundo Jean Laplanche o deprimido vive num tempo que não passa, não tem perspectiva e não tem desejo. Acredito que ela precise de apoio emocional para melhor qualidade de vida através de um atendimento terapêutico. É essencial focarmos na pessoa e não na doença, e principalmente educar o paciente para conhecer o seu problema e conseguir lidar com ele. Muitas pessoas acreditam que o seu problema não pode melhorar, acham que psicoterapia é bobagem ou tem medo da medicação. A depressão não tem tempo para passar. Pode durar dias, semanas, meses ou anos. Se atiramos um cristal ao chão, ele se quebra, mas não ao acaso. Ele se quebra, em pedaços, segundo suas linhas de clivagem, cuja delimitação, embora invisível, estava predeterminada pela estrutura do cristal. Quando se está doente na alma são também estruturas partidas e divididas desta natureza. A pessoa em crise, após superar o transtorno mental, também pode, a qualquer momento, experimentar novos episódios da depressão. A psicoterapia fornece sobretudo um espaço tempo para que ela tenha a oportunidade de se ouvir. De se separar temporariamente do ruído do dia a dia, e mergulhar nas profundezas de seu próprio ser, pouco a pouco. E então se habituar com a linguagem do inconsciente, construir um diálogo com partes suas até então desconhecidas ou renegadas. Elas certamente tem muito a dizer sobre a vida e como ficar em paz com ela. Desejo que vocês fiquem bem, tudo caminha para o melhor, forte abraço!
Dra. Raquel Berg
Psicólogo, Psicanalista
Curitiba
Sua filha relatar que gosta de sentir depressão pode estar relacionado ao que se chama de "benefício secundário da doença", ou seja, a pessoa extrai benefícios da própria doença. Isso pode dificultar o tratamento. Para crianças e jovens, a psicoterapia tanto para eles quanto em conjunto com os pais ou cuidadores ajuda a melhorar a qualidade de vida individual e da família.
Olá, existe um quadro denominado de melancolia, uma depressão persistente, uma sensação de vazio incomensurável e a pessoa até se acostuma a viver neste contexto. Algumas vezes há também um "ganho secundário" em relação aos sintomas, conforme já explicado pela colega acima. Sugiro acompanhamento psicológico e psiquiátrico para poder compreender melhor o quadro e promover uma boa qualidade de vida para sua filha. Cuidem-se bem!
Olá! Seria aconselhável ela dar continuidade na psicoterapia e psiquiátrico "agora gosta disso", me chamou atenção esse trecho. Gostar de estar depressivo, melancólico etc., talvez seja necessário avaliar todo o contexto desse individuo.
Ela esta tendo um ganho secundário com a doença, de alguma forma ela precisa iniciar um tratamento. Algumas doenças mobilizam cuidados ao redor do doente que o faz se sentir melhor. Não tem como afirmar com certeza sem ter mais informações, mas talvez incluir um terceiro nesta dinâmica pode ajudar ela a sair deste estado e buscar ajuda.
É necessário tratar pois trata-se de um transtorno que com os anos pode mudar de intensidade. Pela colocação dela, pode estar havendo uma acomodação no funcionamento do transtorno. Alguns até pode acreditar que são assim mesmo ou que nada mudará.
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 Juliana Gomes de Barros
Psicólogo
Salvador
Prezada (o), a sua filha manifestar que gosta de estar em depressão, provavelmente, significa que ela gosta de algo que consegue extrai de bom mesmo em meio ao seu sofrimento. Um processo psicoterápico pode ajudá-la a refletir sobre que ganho se extrai desse quadro e também elaborar outras maneiras mais saudáveis e menos prejudiciais que podem também lhe fazer extrair um ganho, que não através de um quadro depressivo. Indico que ela se possibilite iniciar uma terapia. Fico à disposição. Abraço!
Olá. Todo quadro precisa ser avaliado de forma individualizada. O psicodiagnóstico precisa ser feito de forma muito cautelosa e profissional.
É de fundamental importância buscar ajuda de um profissional, que faça este acolhimento a sua filha.
O psicólogo é o profissional que pode avaliar todo o contexto, se existe um “ganho secundário” , avaliar vantagens e desvantagens, questionar e acolher o indivíduo com um todo. Abraços!
 Moisés Silas
Psicólogo
Natal
Olá, como vai? Espero que bem, seja bem vindo (a) a plataforma. Olha cada psicólogo vai trabalhar de acordo com a visão cientifica e filosófica que suas respectivas abordagens teóricas apresentam, como eu trabalho por meio da Terapia Cognitiva Comportamental - TCC vou te falar com base no que esse tipo de terapia nos ensina, segundo a mesma todos nós somos marcados pelo fator depressão e ansiedade pois são mecanismos orgânicos que auxiliam nossa vida por parte daquilo que vivenciamos... Já imaginou passarmos pelas piores catástrofes do mundo e não poder se sentir triste? Ou passar por um evento estressante como um assalto e não entrar em um estado de alerta que nos dá a necessidade de se proteger? Então podemos dizer que todas as pessoas do mundo tem depressão e ansiedade, pois isto são coisas saudáveis que nos fazem sobreviver aos eventos difíceis da vida! Agora se configura doença ou transtorno quando não consigo lidar com a ansiedade ou a depressão e isto atrapalha minha habilidade socioemocionais. No casso da sua filha, pode haver um fator mantenedor (O que é isso?) é quando existe algum reforço por parte de algum comportamento que trás um ganho ou uma estratégia compensatória, então esse comportamento de "gostar" de estar depressiva, não é gostar de estar depressiva é gostar dos ganhos que ela recebe com os comportamento depressivos que se manifestam, e cada ganho que ela tem vai reforçando ainda mais a depressão... Neste casos fazemos uma reestruturação cognitiva (O que é isso) vamos modificar a forma dela pensar e algumas crenças que ela tenha para poder fazermos uma regulação emocional (O que é isso?) Se mudar a forma de pensar, muda a forma de sentir para por ultimo fazer uma mudança de comportamentos desadaptativos, repetindo: Mudar a forma de pensar faz com que mude a forma que eu sinta que faz com que muda a forma que eu penso. Uma forma de entender muito bem essa questão é usar estar expressão: "VOCÊ NÃO CHORA POR QUE ESTÁ TRISTE, VOCÊ ESTÁ TRISTE POR QUE CHORA." - Ou seja, os comportamentos irão sempre reforçar a mente e seus percalços; Caso não tenha entendido pode entrar em contato comigo pelo chat e tirarei todas as suas dúvidas, e se quiser marcar uma consulta será bem atendida, forte abraço!
 Pascoal Zani
Psicólogo
Curitiba
Olá! Você acaba de descrever crenças e pensamentos negativos que sua filha está usando para manter a depressão. Ela não reconhece mais as suas forças para reagir e agora nem vê necessidade de melhorar, pois coleciona vantagens, pequenos prazeres, talvez. Tem vários pensamentos distorcidos em relação à realidade. Que tal começar as reflexões por aí?
É provável que ela esteja visualizando os "ganhos" do quadro. Isso está relacionado a distorções cognitivas (a maneira como ela enxerga) a partir do quadro. Cabe uma avaliação para inicio do tratamento. Importante você buscar ajuda também.
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 Alessandra Maria Esquillaro
Psicólogo, Psicanalista
Itatiba
Olá. Quando se tem algum sintoma durante muito tempo, esse sintoma pode se misturar com a própria identidade, de forma que a pessoa se reconheça somente dessa forma. Isso pode acontecer com casos de depressão, onde há até uma espécie de satisfação com a "dor psíquica". Sem dúvidas de que o mais indicado é que ela faça psicoterapia para entender e elaborar do que isso se trata.
Boa sorte!
É importante a sua filha fazer terapia e ter um acompanhamento de um Psiquiatra. Não deixe de procurar ajuda. abs
Olá, a situação que você descreveu sugere que sua filha pode estar enfrentando um aspecto complexo da depressão. Quando alguém vive com depressão por um período prolongado, a condição pode se tornar parte integrante da identidade dessa pessoa. A depressão pode começar a definir como ela se vê e se relaciona com o mundo. A ideia de se imaginar sem depressão pode ser assustadora, pois representa uma mudança significativa e desconhecida. Essa situação pode fazer com que a pessoa sinta que perder a depressão é perder uma parte de si mesma. Porém, também pode haver outras causas como a própria apatia gerada na depressão, que pode gerar falta de motivação para o tratamento, entre outros fatores. Sua presença e apoio são extremamente importantes. Tente manter um diálogo aberto e não julgatório com sua filha. Demonstre compreensão e paciência, reforçando que você está lá para apoiar, independentemente de como ela se sinta. Aos poucos incentive ela a procurar ajuda psicológica. Espero ter ajudado.
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 Bruno Bueno de Castro Setti
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
É comum que, após anos com depressão, alguém comece a se sentir identificado com o estado de sofrimento, tornando difícil imaginar uma vida sem ele. Sua filha pode estar acostumada com essa condição e até achar que faz parte de quem ela é.

O mais importante é buscar ajuda profissional para entender melhor o que ela está vivenciando. É essencial criar um ambiente de apoio e compreensão, sem forçar mudanças imediatas. A terapia pode ajudar a explorar esses sentimentos e encontrar caminhos para uma vida mais satisfatória.
 Valter Rodrigues
Psicanalista, Psicólogo
Contagem
A situação que você descreve em relação à sua filha, que tem depressão há sete anos e expressa a sensação de não conseguir se imaginar sem a doença, é preocupante e pode ser um reflexo de um estado emocional complexo. É comum que pessoas que lidam com depressão por longos períodos desenvolvam uma espécie de "identidade" em torno da condição, o que pode dificultar a aceitação da possibilidade de recuperação.
Aspectos a Considerar
Apego à Depressão: A afirmação de que ela "gosta" da depressão pode indicar uma forma de adaptação ao sofrimento, onde a dor se torna uma parte familiar e, de certa forma, confortável. Esse fenômeno pode ser visto em algumas pessoas que, após anos lidando com a depressão, sentem-se inseguras sobre como seria a vida sem ela.
Sintomas de Depressão: A depressão é uma condição que pode levar a sentimentos de desesperança e falta de motivação para buscar ajuda. É importante reconhecer que esses sentimentos não refletem necessariamente um desejo genuíno de permanecer na condição, mas sim um estado emocional debilitante.
Importância do Tratamento: É fundamental que sua filha receba apoio profissional adequado. O tratamento da depressão geralmente envolve terapia psicológica e, em alguns casos, medicação. Profissionais especializados podem ajudar a explorar esses sentimentos e trabalhar na construção de uma perspectiva mais positiva sobre a recuperação.
O Que Fazer
Buscar Ajuda Profissional: Considere consultar um psicólogo ou psiquiatra especializado em saúde mental para adolescentes ou jovens adultos. Eles podem realizar uma avaliação detalhada e propor um plano de tratamento adequado.
Apoio Familiar: O apoio da família é crucial. Esteja presente para ouvir sua filha e oferecer compreensão, sem julgamentos. Incentive-a a falar sobre seus sentimentos e preocupações.
Atividades Saudáveis: Incentivar hábitos saudáveis, como exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e uma boa rotina de sono, pode ajudar a melhorar o estado emocional dela.
Participação em Grupos de Apoio: Grupos de apoio podem ser uma boa maneira para sua filha se conectar com outras pessoas que estão passando por experiências semelhantes, proporcionando um espaço seguro para compartilhar e aprender.
Educação sobre Depressão: Aprender mais sobre a depressão pode ajudar tanto você quanto sua filha a entender melhor a condição e as opções disponíveis para o tratamento.
Conclusão
O fato de sua filha ter dificuldades em imaginar-se sem a depressão é um sinal de que ela precisa de apoio adicional para lidar com suas emoções e encontrar um caminho para a recuperação. Buscar ajuda profissional é um passo importante para ajudá-la a superar essa fase desafiadora e construir uma vida mais saudável e satisfatória.
 Carla de Carvalho
Psicólogo
Nova Iguaçu
Olá, imagino o quanto seja difícil para ambas estarem passando por este momento. Sugiro que comunique ao psiquiatra, pode ser necessário fazer o ajuste de medicação. O acompanhamento psicológico é essencial no tratamento da depressão.
 Vinícius Eduardo Martino Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto

Olá! O que sua filha está expressando parece estar relacionado a um fenômeno que pode ocorrer em casos de depressão crônica, quando a pessoa se acostuma com o estado de sofrimento e pode ter dificuldade de imaginar a vida sem ele. Essa sensação de "não querer melhorar" pode ser um reflexo da própria resistência ao tratamento ou até mesmo da sensação de identidade construída em torno da depressão. É importante lembrar que a depressão não deve ser vista como uma característica permanente ou uma parte "natural" da pessoa.

Essa resistência ao tratamento pode estar ligada a vários fatores, incluindo medo da mudança, desconforto com a ideia de lidar com os sentimentos sem a proteção que a depressão oferece, ou até uma forma de autopunição que pode surgir devido ao sofrimento prolongado. É essencial que ela continue o tratamento, possivelmente ajustando abordagens terapêuticas, e que tenha apoio de um profissional qualificado, como psicólogos ou psicanalistas, para ajudá-la a entender esses sentimentos e a trabalhar de forma saudável os traumas e questões emocionais.

Se você desejar, posso orientá-la de forma mais personalizada como terapeuta. Fique à vontade para procurar minha ajuda.

Um abraço, Vinícius.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Imagino o quanto deve ser difícil escutar isso vindo da sua filha. Quando alguém diz que "não quer melhorar" ou que "gosta da depressão", na maioria das vezes, não está realmente expressando prazer pelo sofrimento — mas sim uma maneira profunda e complexa de mostrar o quanto a dor já se misturou à identidade dela. É como se, depois de tanto tempo convivendo com a tristeza, ela já não soubesse quem seria sem ela. E isso, sim, pode ser um dos aspectos da própria depressão.

Em quadros depressivos crônicos, o cérebro vai se adaptando a um padrão de funcionamento com níveis baixos de dopamina e serotonina, criando uma espécie de “zona de conforto no desconforto”. A neurociência mostra que, quando o sistema nervoso se acostuma a estados emocionais negativos, ele pode resistir inconscientemente a mudanças — mesmo que essas mudanças tragam alívio. Não porque a melhora não seja desejada, mas porque ela é temida. Afinal, melhorar implicaria entrar em um território desconhecido: como viver, se posicionar e se enxergar de outra forma.

Talvez, por trás dessa fala dela, exista uma pergunta silenciosa: “Se eu não for essa pessoa com depressão, quem eu sou?” E também: “Será que serei aceita se mudar? Será que dou conta de viver diferente?” A depressão, quando se arrasta por anos, pode acabar se tornando uma narrativa que protege de outras dores — como rejeições, frustrações ou pressões que ela sente que não daria conta de enfrentar.

Será que, num espaço seguro, ela poderia se perguntar: "Eu realmente gosto disso ou aprendi a não esperar mais nada diferente?" Ou ainda: "Se eu me permitisse mudar, o que sentiria que estou traindo: a mim mesma ou minha dor?"

O mais importante é saber que, mesmo nesses momentos de aparente resistência, ainda há caminho. Só que não é um caminho rápido ou linear. Acolher sem pressionar, escutar sem tentar convencer, pode ser o primeiro gesto transformador. E claro, um acompanhamento psicológico pode ser essencial — e se ela já estiver em tratamento, pode ser um ótimo ponto para trazer ao profissional que a acompanha.

Caso precise, estou à disposição.

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