Minha filha toma Depakene a muitos anos,antes estava tendo muita ânsia de vômito,o médico dividiu a

3 respostas
Minha filha toma Depakene a muitos anos,antes estava tendo muita ânsia de vômito,o médico dividiu a dosagem em 3 vezes ,toma de 8/8 HS juntamente com urbanil,mas voltou novamente a ter as ânsia de vômito,o que devo fazer?
Dr. Rubens de Campos
Psiquiatra
São Paulo
Boa tarde. Se sua filha já apresentou este quadro antes e o mesmo parou com a divisão da dosagem do medicamento, indica que o médico acertou com a medicação dela. Se os vômitos voltaram, procure o médico novamente para que ele possa fazer uma nova dosagem terapeutica. Abraço

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Dra. Michelle Ramos
Neurologista
Belo Horizonte
Tome o Depakene junto com alimento e bastante água; evite jejum. Se for xarope, confirme a dose exata por mL e use seringa dosadora; se for cápsula, não mastigar. Avalie com o médico trocar para divalproato de liberação prolongada ou mais divisões ao dia.
Sinais de alerta (procure urgência): Dor abdominal forte e contínua, vômitos repetidos, febre, sonolência/confusão incomuns, pele/olhos amarelados, urina escura.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Olá! Entendo sua preocupação — e ela é totalmente válida, pois náusea e ânsia de vômito são sintomas que podem ocorrer com o uso prolongado do Depakene (ácido valpróico/valproato de sódio), especialmente se o medicamento estiver sendo usado há muitos anos.

O Depakene é um fármaco eficaz no controle de crises epilépticas, alterações de humor e enxaqueca, mas seu uso contínuo pode causar efeitos gastrintestinais e hepáticos, que merecem atenção médica.

1⃣ Possíveis causas das ânsias de vômito

Esses sintomas podem surgir por diversos motivos, entre eles:

Irritação gástrica provocada pelo próprio Depakene, especialmente se tomado em jejum;

Elevação das enzimas hepáticas (toxicidade no fígado), que é um efeito colateral conhecido;

Altos níveis do medicamento no sangue, mesmo que a dose pareça pequena;

Interação com outros medicamentos, como o Urbanil (clobazam), que também atua no sistema nervoso central e pode aumentar a sonolência e lentidão do trato digestivo;

Sensibilidade individual à formulação oral do Depakene.

2⃣ O que fazer agora

1⃣ Não suspenda o medicamento por conta própria, pois isso pode causar retorno das crises ou sintomas neurológicos.
2⃣ Procure o médico que prescreve o tratamento (neurologista) o quanto antes. Ele poderá:

Solicitar exames de sangue (função hepática, amilase, lipase e dosagem sérica do valproato);

Avaliar se há toxicidade medicamentosa ou necessidade de ajustar a dose;

Considerar a troca para outra formulação (como Depakote ER, de liberação prolongada), que costuma ser melhor tolerada pelo estômago;

Ou, se necessário, substituir o Depakene por outro anticonvulsivante com menos efeitos gastrintestinais.

3⃣ Enquanto aguarda a consulta, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto:

Dar o medicamento logo após as refeições (nunca em jejum);

Evitar alimentos gordurosos e ácidos, que aumentam a irritação gástrica;

Garantir boa hidratação e observar se há perda de apetite, fraqueza ou dor abdominal — sinais de possível sobrecarga hepática.

3⃣ Quando procurar atendimento urgente

Procure um pronto atendimento se ela apresentar:

Vômitos persistentes ou com sangue;

Sonolência excessiva, fraqueza intensa ou confusão mental;

Icterícia (pele ou olhos amarelados);

Dor abdominal forte ou inchaço.
Esses podem ser sinais de efeitos adversos graves, que exigem avaliação imediata.

Em resumo:
As ânsias de vômito podem ser causadas pelo Depakene, especialmente com uso prolongado. O ideal é não suspender por conta própria, mas retornar ao neurologista para reavaliar a dose, a função hepática e, se necessário, ajustar ou substituir o medicamento.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individual.
O acompanhamento com o neurologista é fundamental para garantir eficácia e segurança no tratamento.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e manejo seguro de anticonvulsivantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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