Minha filha toma Depakene a muitos anos,antes estava tendo muita ânsia de vômito,o médico dividiu a

Minha filha toma Depakene a muitos anos,antes estava tendo muita ânsia de vômito,o médico dividiu a dosagem em 3 vezes ,toma de 8/8 HS juntamente com urbanil,mas voltou novamente a ter as ânsia de vômito,o que devo fazer?

4 respostas


Boa tarde. Se sua filha já apresentou este quadro antes e o mesmo parou com a divisão da dosagem do medicamento, indica que o médico acertou com a medicação dela. Se os vômitos voltaram, procure o médico novamente para que ele possa fazer uma nova dosagem terapeutica. Abraço

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Náusea é um efeito colateral muito comum do depakene (valproato de sódio), podendo ocorrer em até 50% dos pacientes. Oriento uma reavaliação médica para avaliação de troca da medicação.


Tome o Depakene junto com alimento e bastante água; evite jejum. Se for xarope, confirme a dose exata por mL e use seringa dosadora; se for cápsula, não mastigar. Avalie com o médico trocar para divalproato de liberação prolongada ou mais divisões ao dia. Sinais de alerta (procure urgência): Dor abdominal forte e contínua, vômitos repetidos, febre, sonolência/confusão incomuns, pele/olhos amarelados, urina escura.

Dra. Michelle Ramos

Dra. Michelle Ramos

Neurologista

Belo Horizonte

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Olá! Entendo sua preocupação — e ela é totalmente válida, pois náusea e ânsia de vômito são sintomas que podem ocorrer com o uso prolongado do Depakene (ácido valpróico/valproato de sódio), especialmente se o medicamento estiver sendo usado há muitos anos. O Depakene é um fármaco eficaz no controle de crises epilépticas, alterações de humor e enxaqueca, mas seu uso contínuo pode causar efeitos gastrintestinais e hepáticos, que merecem atenção médica. 1⃣ Possíveis causas das ânsias de vômito Esses sintomas podem surgir por diversos motivos, entre eles: Irritação gástrica provocada pelo próprio Depakene, especialmente se tomado em jejum; Elevação das enzimas hepáticas (toxicidade no fígado), que é um efeito colateral conhecido; Altos níveis do medicamento no sangue, mesmo que a dose pareça pequena; Interação com outros medicamentos, como o Urbanil (clobazam), que também atua no sistema nervoso central e pode aumentar a sonolência e lentidão do trato digestivo; Sensibilidade individual à formulação oral do Depakene. 2⃣ O que fazer agora 1⃣ Não suspenda o medicamento por conta própria, pois isso pode causar retorno das crises ou sintomas neurológicos. 2⃣ Procure o médico que prescreve o tratamento (neurologista) o quanto antes. Ele poderá: Solicitar exames de sangue (função hepática, amilase, lipase e dosagem sérica do valproato); Avaliar se há toxicidade medicamentosa ou necessidade de ajustar a dose; Considerar a troca para outra formulação (como Depakote ER, de liberação prolongada), que costuma ser melhor tolerada pelo estômago; Ou, se necessário, substituir o Depakene por outro anticonvulsivante com menos efeitos gastrintestinais. 3⃣ Enquanto aguarda a consulta, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto: Dar o medicamento logo após as refeições (nunca em jejum); Evitar alimentos gordurosos e ácidos, que aumentam a irritação gástrica; Garantir boa hidratação e observar se há perda de apetite, fraqueza ou dor abdominal — sinais de possível sobrecarga hepática. 3⃣ Quando procurar atendimento urgente Procure um pronto atendimento se ela apresentar: Vômitos persistentes ou com sangue; Sonolência excessiva, fraqueza intensa ou confusão mental; Icterícia (pele ou olhos amarelados); Dor abdominal forte ou inchaço. Esses podem ser sinais de efeitos adversos graves, que exigem avaliação imediata. Em resumo: As ânsias de vômito podem ser causadas pelo Depakene, especialmente com uso prolongado. O ideal é não suspender por conta própria, mas retornar ao neurologista para reavaliar a dose, a função hepática e, se necessário, ajustar ou substituir o medicamento. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é fundamental para garantir eficácia e segurança no tratamento. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia e manejo seguro de anticonvulsivantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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