Minha mãe tem 60 anos, um IMC de 26, tá com a dosagem de ferro no limite inferior sem sinais de anem
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Minha mãe tem 60 anos, um IMC de 26, tá com a dosagem de ferro no limite inferior sem sinais de anemia ferropriva, e está com o colesterol alto. Ela toma um remédio pra labirintite, suplemento de ferro e estatina.
A minha pergunta é, o endocrinologista da minha mãe receitou Fluoxetina (20mg), Topiramato (15mg), P Cromo 500mg, Faseolamina (400mg), Orlistate (100mg) e eu queria saber o quão seguro isso seria. Essas drogas são usadas para redução de peso, mas eu me pergunto o quão prudente seria ela tomar todas essas drogas ao mesmo tempo e de uma só vez. Ainda mais considerando que ela já está tomando os outros medicamentos que eu já falei.
Será que compensaria, tendo em vista a diminuição do risco de diabetes e o risco cardiovascular? Preciso de ajuda.
Obrigado.
A minha pergunta é, o endocrinologista da minha mãe receitou Fluoxetina (20mg), Topiramato (15mg), P Cromo 500mg, Faseolamina (400mg), Orlistate (100mg) e eu queria saber o quão seguro isso seria. Essas drogas são usadas para redução de peso, mas eu me pergunto o quão prudente seria ela tomar todas essas drogas ao mesmo tempo e de uma só vez. Ainda mais considerando que ela já está tomando os outros medicamentos que eu já falei.
Será que compensaria, tendo em vista a diminuição do risco de diabetes e o risco cardiovascular? Preciso de ajuda.
Obrigado.
Olá, tudo bem? Primeiramente prazer em conhecer você, é uma grande satisfação te ter por aqui e poder te auxiliar!
Sugiro certificar no site do CRM se de fato esse medico é endocrinologista, pois substancias como P. cromo não há evidencia cientica robusta que justifique sua prescriçao por exemplo.
Sugiro não fazer nada por conta própria e buscar ajuda de um endocrinologista para te auxiliar com medicamento/doses específicas para o caso (se necessário), até mesmo por Teleconsulta.
Espero ter ajudado, fico a disposição!
Atenciosamente,
Dr. André Mahmoud
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A sua preocupação faz total sentido, especialmente quando se trata de múltiplos medicamentos utilizados simultaneamente. O uso de fluoxetina, topiramato, picolinato de cromo, faseolamina e orlistate, embora comumente indicado para redução de peso em determinadas condições, precisa ser avaliado com muita cautela no caso da sua mãe. Cada um desses medicamentos possui uma função específica no tratamento e pode trazer benefícios, mas também há riscos associados, que se agravam quando combinados sem uma avaliação criteriosa.
A fluoxetina é usada, em alguns casos, para ajudar a controlar compulsões alimentares e melhorar o humor, mas pode causar efeitos colaterais como agitação, insônia ou até perda de apetite excessiva. O topiramato, em doses baixas, pode reduzir o apetite e contribuir para a perda de peso, mas também apresenta riscos, como sonolência, alterações cognitivas e acidose metabólica, especialmente em pacientes que já utilizam outros medicamentos. O picolinato de cromo é frequentemente usado para ajudar no metabolismo de carboidratos e no controle da glicemia, mas seus benefícios ainda são controversos, e doses inadequadas podem causar efeitos adversos. Já a faseolamina, que é derivada do feijão branco, atua reduzindo a absorção de carboidratos, e o orlistate age inibindo a absorção de gorduras, ambos podendo causar desconfortos gastrointestinais, como diarreia ou cólicas, especialmente em pessoas mais sensíveis.
O que torna essa combinação mais delicada é o fato de sua mãe já estar tomando outros medicamentos, como estatinas, suplemento de ferro e remédio para labirintite. As estatinas, embora eficazes no controle do colesterol, podem interagir com o metabolismo de alguns dos medicamentos propostos, e o suplemento de ferro, quando usado concomitantemente com outros fármacos, pode ter sua absorção reduzida ou interferir na eficácia de algumas medicações. Além disso, a idade da sua mãe e o índice de massa corporal de 26, que é apenas levemente acima do ideal, tornam essencial questionar se o uso de tantas medicações para redução de peso realmente se justifica.
Nesse contexto, é fundamental ponderar os riscos e os benefícios. Embora a redução de peso possa, de fato, reduzir o risco de diabetes e melhorar o perfil cardiovascular, é importante lembrar que isso também pode ser alcançado com ajustes na dieta, atividade física e intervenções mais graduais, evitando sobrecarga medicamentosa. O acompanhamento de um médico integrativo, por exemplo, pode ser útil para avaliar de forma ampla as condições de saúde da sua mãe, investigando possíveis causas subjacentes do colesterol alto e da dificuldade em manter o peso, como alterações hormonais, inflamação crônica ou desequilíbrios nutricionais.
Recomendo que você converse com o endocrinologista para entender detalhadamente o racional por trás dessa prescrição e avaliar se todas essas medicações são realmente necessárias de uma só vez. A abordagem personalizada e baseada em uma avaliação clínica completa é essencial para garantir a segurança e eficácia do tratamento.
Dra. Caroline Oliveira - CRM/SP 189586, Medicina Integrativa, com foco em Endocrinologia e nutrologia
A fluoxetina é usada, em alguns casos, para ajudar a controlar compulsões alimentares e melhorar o humor, mas pode causar efeitos colaterais como agitação, insônia ou até perda de apetite excessiva. O topiramato, em doses baixas, pode reduzir o apetite e contribuir para a perda de peso, mas também apresenta riscos, como sonolência, alterações cognitivas e acidose metabólica, especialmente em pacientes que já utilizam outros medicamentos. O picolinato de cromo é frequentemente usado para ajudar no metabolismo de carboidratos e no controle da glicemia, mas seus benefícios ainda são controversos, e doses inadequadas podem causar efeitos adversos. Já a faseolamina, que é derivada do feijão branco, atua reduzindo a absorção de carboidratos, e o orlistate age inibindo a absorção de gorduras, ambos podendo causar desconfortos gastrointestinais, como diarreia ou cólicas, especialmente em pessoas mais sensíveis.
O que torna essa combinação mais delicada é o fato de sua mãe já estar tomando outros medicamentos, como estatinas, suplemento de ferro e remédio para labirintite. As estatinas, embora eficazes no controle do colesterol, podem interagir com o metabolismo de alguns dos medicamentos propostos, e o suplemento de ferro, quando usado concomitantemente com outros fármacos, pode ter sua absorção reduzida ou interferir na eficácia de algumas medicações. Além disso, a idade da sua mãe e o índice de massa corporal de 26, que é apenas levemente acima do ideal, tornam essencial questionar se o uso de tantas medicações para redução de peso realmente se justifica.
Nesse contexto, é fundamental ponderar os riscos e os benefícios. Embora a redução de peso possa, de fato, reduzir o risco de diabetes e melhorar o perfil cardiovascular, é importante lembrar que isso também pode ser alcançado com ajustes na dieta, atividade física e intervenções mais graduais, evitando sobrecarga medicamentosa. O acompanhamento de um médico integrativo, por exemplo, pode ser útil para avaliar de forma ampla as condições de saúde da sua mãe, investigando possíveis causas subjacentes do colesterol alto e da dificuldade em manter o peso, como alterações hormonais, inflamação crônica ou desequilíbrios nutricionais.
Recomendo que você converse com o endocrinologista para entender detalhadamente o racional por trás dessa prescrição e avaliar se todas essas medicações são realmente necessárias de uma só vez. A abordagem personalizada e baseada em uma avaliação clínica completa é essencial para garantir a segurança e eficácia do tratamento.
Dra. Caroline Oliveira - CRM/SP 189586, Medicina Integrativa, com foco em Endocrinologia e nutrologia
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