Muitos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sentem uma falta de controle sobre
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Muitos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sentem uma falta de controle sobre suas emoções e comportamentos. Como podemos trabalhar a percepção de controle no tratamento, especialmente se o paciente nega o diagnóstico?
Mesmo quando o paciente nega o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline, é possível trabalhar a percepção de controle focando em situações concretas: identificar gatilhos emocionais, ensinar estratégias de regulação (pausas, respiração, grounding), planejar respostas alternativas e reforçar pequenas escolhas que aumentem a autonomia. Na perspectiva psicanalítica, isso ajuda o sujeito a simbolizar emoções e comportamentos, internalizar recursos de contenção e desenvolver sensação de agência sobre si mesmo, reduzindo o desamparo e a impulsividade, sem que seja necessário aceitar o diagnóstico imediatamente.
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Muitos sinais acabam sendo minimizados, como a intensidade das emoções, mudanças rápidas de humor, impulsividade, dificuldade em manter relações estáveis e um sentimento frequente de vazio. Como esses padrões já fazem parte da vivência da pessoa, ela pode não perceber o quanto impactam sua vida, ou enxergar como algo “normal”.
A sensação de falta de controle emocional no Transtorno de Personalidade Borderline não deve ser abordada a partir do rótulo, especialmente quando há negação do diagnóstico, mas sim da experiência vivida pelo paciente.
Pela Terapia do Esquema e pela Teoria do Apego, compreendemos que essas reações intensas muitas vezes estão ligadas a histórias de invalidação emocional e insegurança nos vínculos, onde o paciente não aprendeu a reconhecer, nomear e regular suas emoções de forma segura.
Nesse contexto, o trabalho terapêutico envolve validar o sofrimento, ensinar gradualmente estratégias de regulação emocional e ampliar a consciência sobre os gatilhos e padrões de comportamento, sem julgamentos.
Além disso, fortalecer a relação terapêutica como um espaço seguro e previsível ajuda o paciente a desenvolver, aos poucos, maior senso de controle interno. Com o tempo, ele passa a perceber que, mesmo sentindo intensamente, pode aprender novas formas de lidar com suas emoções e escolhas.
Pela Terapia do Esquema e pela Teoria do Apego, compreendemos que essas reações intensas muitas vezes estão ligadas a histórias de invalidação emocional e insegurança nos vínculos, onde o paciente não aprendeu a reconhecer, nomear e regular suas emoções de forma segura.
Nesse contexto, o trabalho terapêutico envolve validar o sofrimento, ensinar gradualmente estratégias de regulação emocional e ampliar a consciência sobre os gatilhos e padrões de comportamento, sem julgamentos.
Além disso, fortalecer a relação terapêutica como um espaço seguro e previsível ajuda o paciente a desenvolver, aos poucos, maior senso de controle interno. Com o tempo, ele passa a perceber que, mesmo sentindo intensamente, pode aprender novas formas de lidar com suas emoções e escolhas.
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