Mulher cis, 37a, sem filhos, com mestrado e duas pós-graduações. Ingressando no doutorado e, profiss
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Mulher cis, 37a, sem filhos, com mestrado e duas pós-graduações. Ingressando no doutorado e, profissionalmente, me sinto feliz. No entanto, percebo dificuldade crescente nas interações sociais. Hoje, só tenho interesse real em conversar com três amigos. Sinto que fico cada vez mais isolada. Me empolga atividades como ler, estudar casos e escrever, trabalhar e dar aula. Essas práticas me estimulam mais do que convívio social no bar de "falar besteira" - nem entendo muito de piada, mas uso ironia muito. Desde criança, desorganizada. Até hoje não sei dobrar roupas. Reprovada na 5ª série por não conseguir aprender a ler e escrever, sempre a excluída da turma e desempenho escolar era ruim. Na adolescência, a relação com meus pais se tornou difícil. Passei por vários psiquiatras, mas nunca houve um diagnóstico fechado. As hipóteses foram transtorno de personalidade borderline, transtorno bipolar e TDAH. Já me prescreveram: Seroquel, Risperidona, Ritalina e Amitriptilina, mas nunca levei os tratamentos adiante. Hoje só tomo Ritalina (3 a 4 comprimidos por dia), me ajuda a interagir com as pessoas no trabalho (me da vontade e falar) e me permite chegar no trabalho às 7h sem atrasos, Minha vida mudou quando fui morar sozinha, fiquei menos irritada e melhorei muito academicamente. No mestrado (UFSC/SPB), meu índice de aproveitamento foi 9,84. Não consigo usar roupas íntimas, meias, calças, brincos ou colares. Em compensação, gosto de me vestir bem e me maquiar — me sinto confortável com saia lápis e blazer. Sou brincalhona e falo muito, às vezes demais. Sinto que não tenho um “filtro” e que não sou sempre compreendida. No trabalho, tenho a sensação constante de que preciso provar que sou boa no que faço, especialmente diante de colegas mais medíocres que parecem duvidar da minha capacidade. Tenho necessidade de justificar por que eu sei o que sei. Alguns amigos antigos dizem que conversar comigo é difícil, embora como professora os estudantes gostam das aulas. Mas sou ruim em matemática. Hoje, poucas coisas me interessam além dos livros, leituras e escritas. Sou tabagista, sedentária, mas não obesa, porque me alimento de forma irregular. Em alguns dias, consumo apenas açaí, café, Coca Zero e gelo... enfim tudo muito dificl e dobrado o trabalho, hj sinto necessidade de saber o que eu tenho, mesmo que muitas vezes n acho que tenho algo, mas sou diferente de muitos. O que sugere? neuro? psic? psiq?..
Bom dia. Diante do quadro descrito uma avaliação com psiquiatria seria melhora escolha. Espero ter ajudado e se precisar, estou à disposição para uma avaliação.
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Boa tarde! Tudo bem? Sua história é bem detalhada, mas é necessário avaliação em consultório. O metilfenidato tem ação dopaminérgica mas já é conhecido que ele pode causar isolamento social também em alguns pacientes. Mas no seu relato você informa que com essa medicação fica mais falante. Entendo o problema com diagnósticos, realmente o primeiro é definir diagnóstico para depois considerar o tratamento. Minha sugestão é primeiramente uma consulta com psiquiatra para avaliação e definição de conduta.
Olá! A descrição de sua história pessoal sugere o diagnóstico de Transtorno de Espectro Autista (dificuldades sociais, intolerância a certas texturas de roupa, dificuldade de entender linguagem figurada, piadas, ironias). Você deveria passar por avaliação por psiquiatra, que pode sugerir a realização de testes neuropsicológicos, avaliar outras possíveis comorbidades bem como indicar as melhores possibilidades terapêuticas em sua faixa etária.
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