Mulheres autistas sempre têm dificuldades em formar amizades?

3 respostas
Mulheres autistas sempre têm dificuldades em formar amizades?
Dr. Ronaldo  França Maciel
Psicólogo
São Paulo
Mulheres autistas frequentemente demonstram maior interesse social e tentam se engajar em amizades, mesmo que isso exija um esforço enorme. Já os homens autistas, costumam se isolar mais cedo ou ter um padrão de interesse social mais restrito. Muitas mulheres são diagnosticadas tarde, nesses casos o desenvolvimento social será afetado, já que elas vão passar anos tentando se ajustar a padrões neurotípicos sem entender suas próprias necessidades.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma dúvida muito comum — e importante, porque toca diretamente na maneira como se percebe a experiência autista feminina. A resposta é: não, nem sempre. Mulheres autistas não estão condenadas a ter dificuldades em formar amizades, mas a forma como elas constroem vínculos pode ser diferente da maioria das pessoas neurotípicas.

Muitas vezes, o desafio não está em “não querer” se conectar, mas em como as interações sociais são estruturadas na sociedade. A maioria dos códigos de amizade — como entender indiretas, sustentar conversas leves ou perceber mudanças sutis no tom emocional — depende de uma leitura social rápida e intuitiva, algo que o cérebro autista processa de modo mais analítico e detalhado. Isso pode gerar desencontros, mas não incapacidade de se relacionar.

Além disso, muitas mulheres autistas cresceram tentando se adaptar para caber nesses moldes sociais. Aprenderam a observar, imitar e “camuflar” comportamentos para parecerem integradas, o que, embora funcione no curto prazo, costuma vir acompanhado de cansaço e sensação de solidão. Com o tempo e a maturidade, porém, muitas passam a buscar relações mais autênticas, nas quais podem ser verdadeiras sem precisar decifrar o outro o tempo todo — e é aí que as amizades ganham profundidade e leveza.

Talvez valha pensar: em quais ambientes você se sente mais à vontade para ser você? Que tipo de pessoa faz você relaxar, sem precisar ensaiar as palavras? E o que muda quando o outro aceita seu jeito de se relacionar, em vez de tentar moldá-lo?

Muitas mulheres autistas constroem amizades profundas e duradouras justamente por valorizarem a sinceridade, a lealdade e a conexão genuína. O que muda não é a capacidade de se relacionar, mas o caminho até encontrar vínculos que realmente façam sentido. Caso precise, estou à disposição.
Sim, mulheres autistas, frequentemente enfrentam desafios únicos para fazer e manter amizades, apesar de desejarem conexões sociais, pois lidam com a dificuldade de interpretar pistas sociais sutis, entender nuances de conversação e lidar com a ansiedade, muitas vezes usando a "camuflagem" (masking) para se adaptar, o que leva à exaustão, mas não significa falta de interesse. Elas buscam amizades de baixas manutenção e podem preferir imterações diretas e honestas, fora das complexidades da "conversa fiada".

Especialistas

Gabriela Rogata Ferreira Vieira

Gabriela Rogata Ferreira Vieira

Psicólogo

Goiânia

Glaucia de Carvalho

Glaucia de Carvalho

Psicólogo

Belo Horizonte

Homero Pedro

Homero Pedro

Terapeuta complementar

São Paulo

Fabíola Carmen Souto Maior

Fabíola Carmen Souto Maior

Psicopedagogo

Bezerros

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Luis Falivene Roberto Alves

Luis Falivene Roberto Alves

Psiquiatra

Campinas

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1072 perguntas sobre Transtorno do Espectro Autista
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.