Na pandemia, tive uma crise forte de ansiedade e não conseguia dormir, tinha medo de dormir e não ac

4 respostas
Na pandemia, tive uma crise forte de ansiedade e não conseguia dormir, tinha medo de dormir e não acordar mais, daí comecei a tomar por conta própria o Clonazepam de 2 mg porque ele me ajudava a dormir, só que meu organismo acostumou a isso e tomo até hoje, fiz consulta com o psiquiatra que me passou para tomar escitalopram de 20 mg e me pediu que parasse de tomar o clonazepam porque não fazia bem tomar há longo prazo, já fiz tentativas com Quetiapina e lepetil, mas não me sentir bem e voltei a usar o clonazepam, agora fui ao psiquiatra novamente que condenou também o clonazepam, segundo ela o clonazepam camufla a ansiedade e passou donarem (trazodona) de 50 mg e pediu pra tomar por um mês os 2 para desmamar o clonazepam aos poucos, fiquei com medo e ontem que foi o primeiro dia só tomei o escitalopram e trazodona, mas fiquei tonta e não conseguir dormir, tomei o clonazepam e conseguir dormir, fiquei no outro dia mal, tonta e sentindo sono, eu continuo tomando os 2 que a médica passou? Pesquisei e vi que o organismo demora um pouco pra se acostumar com o donarem, mas fiquei na dúvida se continuo tomando ou se continuo com o clonazepam, já que me sinto bem
O clonazepam realmente ajuda a dormir e reduzir a ansiedade no curto prazo, mas o uso contínuo pode levar à dependência, tolerância (o remédio perde o efeito) e dificuldade para interromper, por isso costuma ser indicado apenas por períodos curtos.
O escitalopram e o Donaren (trazodona) atuam de forma diferente: eles tratam a causa da ansiedade e do sono ruim, mas demoram algumas semanas para começar a fazer efeito. Nesse início, é comum sentir tontura, sonolência ou leve mal-estar, que geralmente melhoram com o tempo e com ajuste da dose.
Por isso, o que você descreve, de sentir-se pior nos primeiros dias e ter vontade de voltar ao clonazepam, é algo que muitas pessoas passam. O mais importante é não interromper nem ajustar por conta própria. O ideal é manter contato com sua psiquiatra, explicar como está se sentindo e avaliar junto com ela a melhor forma de fazer a transição, no seu ritmo e de forma segura.

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O uso prolongado de medicações do grupo do clonazepam (benzodiazepínicos) é contraindicado, principalmente por prejuízos que pode causar à memória, em parte potencialmente irreversíveis. Deve-se pesquisar as causas da insônia e tratá-la de acordo com sua origem. Em alguns casos se tenta a substituição por outras medicações e alguns médicos usam a trazodona e a quetiapina, apesar de nenhuma delas ser aprovada para tratamento de insônia. Há remédios aprovados para o tratamento de insônia, assim como técnicas cognitivo-comportamentais, que podem ser muito eficientes, em vários casos. "Lepetil" não existe. Talvez você quis dizer "Neuleptil" (propericiazina). Se for este o caso, seu uso para insônia é atualmente contraindicado, por causa dos riscos de efeitos colaterais, como sintomas parkinsonianos e discinesia tardia. O Donaren* (trazodona), quando usado no tratamento de depressão (sua principal indicação), pode necessitar de algumas semanas para que se sinta seu efeito. Efeitos colaterais como vertigem e sonolência diurna, por sua vez, podem demorar também algumas semanas para melhorar. Porém, no que se refere à insônia propriamente dita, o efeito deve ser imediato. Quanto ao remédio que deve continuar e o(s) que deve parar, somente seu psiquiatra pode orientar, pois conhece os detalhes de seu caso e seu tratamento,
Essa situação é mais comum do que parece — muitas pessoas começam a usar o clonazepam em momentos difíceis e, com o tempo, esse medicamento pode causar tolerância (uma necessidade de aumentar a dose para que se tenha o mesmo efeito) e até dependência. A conduta de tirar aos poucos o clonazepam é bastante acertada para evitar sintomas de abstinência. As vezes esse desmame precisa ser feito de maneira muito gradual, podendo levar vários meses. O importante é você manter um acompanhamento e com força de vontade você pode melhorar este quadro. Espero ter ajudado. Um abraço
Dr. Victor  Esteves
Psiquiatra, Médico clínico geral
Itaquiraí
Realmente o clonazepam a longo prazo não faz bem para o organismo devido diversas situações. O erro foi ter iniciado o mesmo numa dose alta durante a pandemia. Todas essas medicações são iniciadas em dose baixa e sendo regulada as doses as poucos. O ideal seria realmente o desmama do clonazepam, passando ate para o clonazepam gotas que é mais fácil de ir desmamando e manter o donarem para o organismo ir se acostumando.

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