Numa sessão de psicoterapia/análise é realmente necessário contar o episódio de abuso sexual, o ocor

23 respostas
Numa sessão de psicoterapia/análise é realmente necessário contar o episódio de abuso sexual, o ocorrido em si? Ou o que importa é a emoção/afeto sofrido?
Dra. Érica Ribeiro Marques
Psicólogo, Psicopedagogo
Niterói
Olá! Numa sessão psicológica você vai falar o que lhe aflige, no seu tempo.

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Olá!Na abordagem que trabalho, não necessariamente, ainda assim é possível tratar este trauma.
Olá! Tudo bem?
Em sessão vc só precisa falar o que te angustia. É importante falar de nossas angústias para resolvê-las dentro de nós. O trabalho do psicólogo e deixar vc sempre a vontade fazendo intervenções apenas no intuito de fazer o paciente melhorar.
Espero ter ajudado
 Francisco Alves A. Neto
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá. Se você fala do ponto de vista da/do paciente, nada do qual não se sinta à vontade para falar é “necessário” ser dito.

Se você quer contar de como viver/sofrer essa violência foi (ou continua sendo) emocionalmente para você, não se atendo a detalhes, tudo bem.

Mas se quiser contar como viveu, o que ocorreu, isso também é legítimo. É comum essas duas dimensões de relato virem juntas, mas não há regras.

Não cabe à/ao terapeuta investigar o que e como aconteceu, a não ser que você (se) permita falar a respeito.

O que se espera de quem escuta é acolhimento e não interpretações, pois violência não se interpreta.

E encaminhamento para as redes de proteção, se for o caso.
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Olá! Em uma sessão de psicoterapia é importante que você fale de você, de suas vivências, suas percepções, pensamentos e sentimentos. Quando você procura apoio psicólogico para tratar de um abuso, por exemplo, talvez nas primeiras semanas ou nos primeiros meses de atendimento você não queira falar muito sobre o assunto, e não tem problema algum nisso. Com o tempo, conforme as dores emocionais forem sendo tratadas talvez você sinta necessidade de falar um pouco mais e talvez até queira entrar em detalhes. Seu tempo precisa ser respeitado, tanto pelo profissional quanto por você mesma. Contudo, não há necessidade de falar sobre detalhes, o que aconteceu já é um fato. O mais importante é como você vai lidar com isso daqui para frente e a psicoterapia pode te ajudar com isso.
Abraço.
 Paulo Joau
Psicólogo
Salvador
É sempre muito difícil tratar de um assunto tão íntimo com alguém que você acabou de conhecer. Muitas vezes, não gostamos nem de pensar naquilo que está nos machucando, quanto mais ter que verbalizar. O espaço terapêutico é seu. Conte aquilo que quiser contar, no seu tempo, na sua velocidade, sem pressões e obrigações. O mais importante é que você se sinta acolhida(o). Estou à disposição! Abraço
 Meire Santos
Psicólogo
São Paulo
Como alguns colegas já explicaram não necessariamente você precisa falar do fato ocorrido em todos os detalhes,e nem falar nada de que não se sinta a vontade sobre qualquer assunto.No decorrer das sessões a medida que você cria vínculo e sente segurança pode ser tornar mais fácil falar sobre vários assuntos.Acredito que o que o profissional que esteja te atendendo queira é entender melhor quais sentimentos surgem a partir da sua experiência traumática,porém precisa ter "tato" para lidar com questões delicadas como essa.Sugiro que exponha verbalmente seu desconforto com seu terapeuta,espere para ver se há mudanças e veja se é viável continuar ou não a psicoterapia com esse profissional.
Dra. Samantha Otero
Psicólogo, Psicanalista
São José
Acredito que se você faz essa pergunta é porque falar sobre isso lhe gera alguma angústia. O que não falamos através da linguagem, acaba sendo falado através do corpo ( sintomas) primeiramente você precisa fazer uma boa transferência com o seu terapeuta, e falar das suas angústias, no Seu tempo. Assim há possibilidade de cura através da fala.

Um grande abraço.

Samantha
 Adriana Barillari
Psicólogo
Ribeirão Preto
Durante o processo psicoterapêutico o cliente poderá contar os detalhes desde que isso seja importante pra ele(cliente) e que não se sinta revitimizado . Para muitas vitimas de relações abusivas inicialmente é muito delicado falar a respeito , mas , com o tempo e com a percepção de que existe uma relação de ajuda , confiança , empatia e respeito , o falar do ocorrido pode ser um caminho para que possa sentir-se melhor e elaborar o trauma .
Olá!
O clima do relacionamento entre o cliente e o psicólogo deve ser de total confiança. A lembrança de um determinado episódio, seja ele qual for, com o máximo de detalhes, favorece ao cliente o reviver no momento do ocorrido, se conscientizando do fato, agora com uma compreensão melhor, com ajuda do psicólogo, contribuindo para desfazer as marcas negativas que ficaram.
Um abraço!.
Olá!!! Na terapia, você vai relatar o que te aflige de imediato, e o que achar necessário!! Não existe a obrigatoriedade de absolutamente nada.
Na abordagem que trabalho, EMDR, não é necessário falar sobre detalhes, entretanto é necessário entrar em contato com todas as emoções que acompanham seu problema para que possamos trabalhar. O vínculo com o terapeuta é de fundamental importância para que você se sinta a vontade para dizer o que te aflige. Boa sorte.
Olá, em uma sessão de psicoterapia estamos em um lugar seguro, contar o que te angustia é importante e necessário como no caso de abuso, mas não é necessário detalhar como o abuso aconteceu, mesmo porque falar é reviver o que aconteceu, mas precisamos tratar o abuso em si.
Caso precise estou a disposição. abraço.
Dra. Jaciara Lino
Psicólogo, Psicopedagogo
Salvador
No contexto de um episódio de abuso sexual na psicoterapia, o profissional deve respeitar a dor psíquica e o temor do paciente que sofreu a violação de sua intimidade e abuso emocional. É imprescindível uma conversa atenciosa e acolhedora, para assim conquistar a confiança do paciente, fazendo o mesmo sentir-se seguro, garantindo a privacidade e a confidencialidade do fato ocorrido.
 Gabriel Bernardi
Psicólogo, Psicanalista
São Leopoldo
Boa pergunta. Um dos receios que rondam a mente de quem ainda não embarcou num processo de análise ou psicoterapia é justamente: ter que falar todos os seus segredos, traumas e temores. Claro que quem busca ajuda gostaria de mudar algumas coisas em sua vida, o que implica em tocar em assuntos delicados. Mas o profissional não sai forçando fechaduras e derrubando portas na mente do paciente. Uma boa aliança terapêutica se forma quando há um laço de confiança na dupla paciente-terapeuta. A partir desse momento se torna mais suportável falar, inclusive, de abusos e violências sofridas. Pois não interessa tanto os detalhes minuciosos do ocorrido, mas que você se sinta à disposição para narrar a sua história e confie que, no interior de sua terapia, nada poderá te machucar, abrindo espaço para uma resignificação da cena traumática. Espero ter esclarecido e fico aberto a questões. Abraço!
 Julia Pereira
Psicólogo
Campinas
Se você não quer falar é porque ainda dói e o que dói precisa ser tratado. Óbvio que o terapeuta deve entende o seu tempo, não se violente novamente. No tempo certo, quando estiver preparado(a) você vai conseguir!! Estou a Disposição para ajudar! Espero que fique bem! Forte Abraço!
 Maria de Jesus Silva Costa
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá! Num processo de psicoterapia, você vai ter oportunidade de fazer um trabalho de autoconhecimento. E nesse processo aquilo que fizer sentido, vai se mostrando de forma espontânea. À medida que você focar na solução, o que realmente importa será abordado. Um grande abraço.
 Patrícia Mateos Machado
Psicólogo
São José
Oi, fica a seu critério decidir se aprofundar ou não nesse assunto. Para alguns pacientes falar da forma como ocorreu sem excluir detalhes é importante, já para outros é bastante doloroso sentir as emoções novamente, então é você quem irá decidir o que quer contar a seu terapeuta e até onde suas emoções permitem ir. Abçs!
 Marcia Regina Cardoso
Psicólogo, Terapeuta complementar
Campinas
De forma alguma. No espaço terapêutico será abordado o que você desejar mas é essencial que acesse um profissional que seja competente, da sua confiança, que te ouça sem julgamento, que respeite seu tempo. O importante é você ter a possibilidade de resignificar o que aconteceu, seguir a vida, viver sua história, alcançar suas metas, ser feliz . Cuidar da saúde mental é um direito. Acredite. Você vai ficar bem. Abraços.
Dra. Emy Lay Soares Loiola
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá! Na sessão você tem a liberdade para verbalizar aquilo que lhe for importante e possível de lidar naquele momento, com o tempo poderá se sentir mais confortável para tocar em assuntos que possivelmente geram desconforto em ti. Espero ter ajudado e coloco-me a disposição. Um abraço!
 Aline Bom Constancio Bomfim
Psicólogo
Niterói
Olá! Você precisa se sentir bem para contar seus relatos, respeite seu tempo! Tudo que traz angústia é importante falar em terapia, até mesmo para poder resolver... mas converse com seu psicólogo sobre não se sentir confortável ainda para falar tudo... com certeza será compreendida e chegará o momento onde conseguirá falar sobre isso com mais facilidade.
 Brenda T. Comandulli
Psicólogo, Psicanalista
São Leopoldo
Olá! Durante a análise é importante que você se sinta à vontade para revelar e constituir sua trajetória de no tempo que for necessário. Dessa forma, você escolhe o momento de contar suas questões. A ideia do processo é sim, que você possa ligar o fato vivido com o afeto, mas também produzir novos sentidos para sua vivência. Isso só é possível dentro de uma relação terapêutica de confiança. Me coloco à disposição para mais esclarecimentos. Abraços, psicóloga Brenda Comandulli | CRP 07/35671.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Imagino o quão delicado seja decidir até onde ir quando o assunto envolve um episódio tão doloroso; é quase como se a lembrança fosse uma sala trancada e você segurasse a chave com as duas mãos, ponderando se vale a pena abrir. Em terapia, o que sustenta o processo não é apenas a narrativa factual, mas a maneira como essa vivência reverbera no corpo e se traduz em emoções, crenças e estratégias de proteção. Alguns pacientes encontram alívio ao descrever cada detalhe; outros preferem se aproximar devagar, falando primeiro das marcas deixadas. Ambos os caminhos podem ser válidos, desde que respeitem seu ritmo interno e o vínculo terapêutico estabelecido.

Do ponto de vista da neurociência, experiências traumáticas muitas vezes ativam circuitos de ameaça no cérebro, mantendo um estado de hiperalerta mesmo quando o perigo já passou. Compartilhar — seja o enredo completo ou só a “temperatura emocional” — ajuda a reconsolidar memórias e, gradualmente, a reduzir a carga de cortisol que o sistema libera cada vez que a recordação se acende. É como se, ao nomear sensações e emoções, você permitisse que o cérebro reorganizasse a história em pastas menos assustadoras, devolvendo parte da sensação de controle que ficou suspensa no episódio de abuso.

Vale lembrar que abordagens como a Terapia Focada nas Emoções, a TCC, a DBT e a Terapia do Esquema oferecem recursos para trabalhar tanto as imagens traumáticas quanto os ecos afetivos que permanecem na sua vida cotidiana. A decisão sobre quando e quanto compartilhar deve ser construída em conjunto com o terapeuta, considerando a segurança emocional do momento e técnicas de regulação que sustentem cada passo. Afinal, o essencial é que você se sinta suficientemente amparado para transformar essa vivência em algo que não defina quem você é, mas que se integre à sua narrativa de forma menos dolorosa.

Como você percebe a diferença entre relatar os fatos e expressar o que sente quando lembra deles? Que sinais seu corpo envia quando considera tocar nesse assunto, e o que eles lhe contam sobre sua prontidão? Se imaginasse contar apenas um fragmento de tudo isso, qual seria — e como acredita que isso poderia aliviar ou intensificar o peso que carrega? Ao pensar em avançar, que tipo de suporte ou estrutura lhe traria a sensação de que pode dar esse passo em segurança? Caso precise, estou à disposição.

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