O que acontece com os sentimentos de medo durante a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ER
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O que acontece com os sentimentos de medo durante a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ?
Durante a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP), é normal que os sentimentos de medo aumentem no início, quando você se expõe aos gatilhos sem realizar os rituais. Com o tempo e a prática, a ansiedade vai diminuindo naturalmente, e você aprende a lidar com os pensamentos obsessivos de forma mais tranquila, sem que eles controlem seu comportamento.
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Oi, tudo bem? A forma como você colocou essa pergunta abre uma porta muito importante, porque muita gente imagina que, durante a ERP, o medo simplesmente “desaparece” ou é enfrentado de forma brusca. Na verdade, o que acontece é bem diferente: o medo passa por um processo de transformação gradual, quase como se o cérebro estivesse reaprendendo a interpretar o que antes parecia uma ameaça real.
Durante a exposição, o medo normalmente sobe — às vezes rápido, às vezes devagar — porque o sistema emocional está acostumado a reagir com alarme. Só que, quando você permanece ali sem realizar o ritual, algo começa a mudar. A ansiedade atinge um pico e, depois de um tempo, começa a cair por conta própria. Esse momento é essencial, porque o cérebro registra que a emoção diminui mesmo sem o comportamento que antes parecia indispensável. É como se ele percebesse: “eu consigo sentir isso e continuar seguro”. Aos poucos, o medo perde aquela intensidade quase automática.
Talvez te ajude reparar em como funciona seu próprio ciclo. Quando o medo aparece, o que vem primeiro: um aperto no peito, um pensamento assustador ou a urgência de agir? E quando você tenta esperar alguns segundos antes do ritual, percebe alguma mudança na sensação de ameaça? Outra boa reflexão é: o que exatamente você teme que aconteça se não responder ao medo do jeito habitual? Essas perguntas geralmente revelam como o seu sistema emocional está aprendendo durante a ERP.
Quando os sintomas estão muito intensos, o apoio de um psiquiatra pode facilitar o processo, diminuindo um pouco o volume inicial da ansiedade para que o trabalho terapêutico avance com mais segurança. Mas a mudança profunda — aquela que realmente dá liberdade — surge dessa vivência repetida em que o medo deixa de comandar o comportamento.
Se quiser conversar sobre como estruturar esse processo de forma segura e respeitando o seu ritmo, posso te ajudar com calma. Caso precise, estou à disposição.
Durante a exposição, o medo normalmente sobe — às vezes rápido, às vezes devagar — porque o sistema emocional está acostumado a reagir com alarme. Só que, quando você permanece ali sem realizar o ritual, algo começa a mudar. A ansiedade atinge um pico e, depois de um tempo, começa a cair por conta própria. Esse momento é essencial, porque o cérebro registra que a emoção diminui mesmo sem o comportamento que antes parecia indispensável. É como se ele percebesse: “eu consigo sentir isso e continuar seguro”. Aos poucos, o medo perde aquela intensidade quase automática.
Talvez te ajude reparar em como funciona seu próprio ciclo. Quando o medo aparece, o que vem primeiro: um aperto no peito, um pensamento assustador ou a urgência de agir? E quando você tenta esperar alguns segundos antes do ritual, percebe alguma mudança na sensação de ameaça? Outra boa reflexão é: o que exatamente você teme que aconteça se não responder ao medo do jeito habitual? Essas perguntas geralmente revelam como o seu sistema emocional está aprendendo durante a ERP.
Quando os sintomas estão muito intensos, o apoio de um psiquiatra pode facilitar o processo, diminuindo um pouco o volume inicial da ansiedade para que o trabalho terapêutico avance com mais segurança. Mas a mudança profunda — aquela que realmente dá liberdade — surge dessa vivência repetida em que o medo deixa de comandar o comportamento.
Se quiser conversar sobre como estruturar esse processo de forma segura e respeitando o seu ritmo, posso te ajudar com calma. Caso precise, estou à disposição.
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