O que é a avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
O que é a avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
 Jhenifer Ceccato
Psicólogo
Florianópolis
A avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um processo que investiga como as funções cognitivas como a atenção, memória, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e tomada de decisão se manifestam no funcionamento cotidiano da pessoa com TPB.
É importante destacar que ela não tem como objetivo principal “diagnosticar” o transtorno, mas sim compreender como as alterações cognitivas e emocionais impactam o comportamento, a regulação emocional e os relacionamentos. Nesse sentido, essa avaliação auxiliará no planejamento terapêutico, na escolha de intervenções e no manejo clínico do paciente.

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A avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um processo clínico que investiga como a instabilidade emocional e relacional característica do TPB interfere no funcionamento cognitivo e na vida diária do indivíduo.

Ela analisa especialmente funções executivas (controle inibitório, impulsividade, planejamento, tomada de decisão), atenção, regulação emocional e cognição social, relacionando o desempenho nos testes ao impacto funcional nas relações, no trabalho/estudo e na autonomia, com o objetivo de orientar o diagnóstico, o planejamento terapêutico e as estratégias de manejo funcional.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A avaliação neuropsicológica funcional no Transtorno de Personalidade Borderline é um processo que busca compreender como a pessoa funciona emocional, cognitiva e comportamentalmente no dia a dia, indo além dos rótulos diagnósticos. Em vez de focar apenas nos sintomas, ela procura entender como o cérebro e o sistema emocional lidam com emoções intensas, impulsos, frustrações e relações interpessoais, e como isso impacta a vida prática.

No TPB, essa avaliação costuma explorar aspectos como regulação emocional, controle de impulsos, tomada de decisão, flexibilidade cognitiva e atenção, sempre considerando o contexto afetivo em que essas funções operam. Muitas vezes, não se trata de um déficit cognitivo clássico, mas de um funcionamento que muda conforme o estado emocional, como se o cérebro respondesse de forma muito diferente quando se sente ameaçado, rejeitado ou abandonado.

Outro ponto central é avaliar o impacto funcional dessas oscilações. A avaliação ajuda a entender como as variações emocionais influenciam o trabalho, os estudos, os vínculos afetivos e a percepção de si mesmo. Ela também permite diferenciar o que está mais ligado à impulsividade emocional, o que se relaciona à sensibilidade interpessoal e o que pode estar associado a dificuldades de planejamento ou organização em momentos de estresse.

Essas informações são integradas à entrevista clínica e a outros instrumentos para orientar o tratamento de forma mais precisa. A avaliação neuropsicológica funcional não rotula, mas oferece um mapa mais claro do funcionamento da pessoa. O que você percebe que mais interfere no dia a dia de quem vive com TPB: a intensidade das emoções ou a dificuldade de se reorganizar depois delas? Em quais situações o controle parece desaparecer mais rapidamente? Como isso costuma afetar as relações mais próximas?

Caso precise, estou à disposição.

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