O que é o "medo de abandono" em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

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O que é o "medo de abandono" em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No TPB, o medo de abandono é um medo muito intenso de ser deixado, rejeitado ou esquecido por pessoas importantes. Mesmo situações pequenas, como um afastamento, uma demora na resposta ou uma mudança no vínculo, podem ser vividas com muito sofrimento. Isso faz parte do transtorno e não deve ser reduzido a ‘drama’ ou ‘carência’.

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No Transtorno de Personalidade Borderline, o medo de abandono é uma vivência intensa de possível perda do outro, muitas vezes sentida mesmo diante de sinais mínimos ou imaginados, mobilizando angústia e reações urgentes, o que revela fragilidades nos vínculos internos que, ao serem elaboradas, podem permitir relações mais seguras e menos ameaçadoras.
Olá! O "medo do abandono" para quem tem o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), é frequentemente sentido como uma ameaça que pode acontecer a qualquer momento, mesmo não se apresentando claros sinais e pistas de ameaças no horizonte próximo.

Trata-se de um dos aspectos principais deste Transtorno (TPB), que se caracteriza por um intenso medo, persistente e, muitas vezes, desproporcional, ou seja, a pessoa é tomada por tal medo, muito maior do que a ameaça sentida, a ameaça real.

É o medo da rejeição, de ser abandonado (a), de ser esquecido (a), por pessoas significativas.
Exemplos: se alguém demora a responder a uma mensagem no WhatsApp, já pode ser entendido e sentido como um abandono, ou quando alguém cancela um compromisso, ou apresenta-se com menos atenção do que habitualmente.

Estas situações citadas acima, podem desencadear uma sensação profunda de : Desamparo - Ansiedade Intensa - Um Vazio Emocional - e, um "Grande" Desesper".

É de nos perguntarmos o porquê deste medo tão forte, tão intenso?

Há relação com um histórico anterior de abandono, de rejeição, e/ou de instabilidade afetiva, aliadas a uma sensibilidade emocional elevada, ou seja, uma resiliência e inteligência emocional, fragilizadas.

Há também uma percepção e autoimagem instável e uma imagem das outras pessoas, que se altera. Estas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), têm pouca habilidade e ferramentas para controlarem e regularem as suas emoções, o que provoca uma sensação de ameaça de abandono, muito mais intensa do que para outras pessoas que não têm o Transtorno (TPB).

Quais as consequências deste medo intenso de abandono? Dependência emocional muito forte, aliada a tentativas desesperadas para evitar que a pessoa vã embora - Apegam-se intensa e muito rápidamente, quando entram numa relação com outra pessoas - crises emocionais quando percebem uma certa distância da outra pessoa: um percepção real ou imaginada - Há uma alternância entre idealizar e desvalorizar a outra pessoa - comportamentos impulsivos, por vezes, autodestrutivos, como estratégia compensatória para lidarem com a dor, mascarando-a, numa substituição por outra dor, a automutilação e outras práticas autolesivas.

Inversamente ao que se deseja e muito se quer, não perder a pessoa, o que ocorre é muitas vezes o contrário, o parceiro (a) vai-se afastando ou afasta-se, porque não consegue conviver em paz e harmonia com estes comportamentos do parceiro (a).

Há tratamento? Sim, existe. Procurar um/uma psicólogo (a) e fazer psicoterapia, em que as abordagens da psicologia, mais eficientes, costuma ser:

- A Terapia Dialética Comportamental (DBT), que proporciona: técnicas e exercícios para se regularem as emoções intensas - melhorar as habilidades de relacionamento - desenvolver tolerância ao sofrimento - construir uma maior sensação de segurança interna.

Votos de sucesso neste tratamento. São os meus sinceros votos.

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