O que é o mindfulness e como ele se relaciona com o transtorno de personalidade borderline (TPB) ?
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O que é o mindfulness e como ele se relaciona com o transtorno de personalidade borderline (TPB) ?
O Mindfullness é uma técnica que tem por objetivo a prática da Atenção Plena que pode auxiliar na desregulação emocional característica do TPB, porém é apenas uma técnica a ser utilizada dentre uma ampla gama de possibilidades.
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Olá, tudo bem? Gostei muito da sua pergunta, porque ela une um conceito que muitas pessoas ouvem falar, mas poucas entendem profundamente, com uma condição emocional que costuma ser vivida de forma muito intensa. Mindfulness, de forma simples e humana, é a capacidade de estar presente no momento com curiosidade, e não com julgamento. É como oferecer um pequeno espaço entre o que você sente e o que você faz. E esse espaço, para quem vive emoções rápidas e fortes como no transtorno de personalidade borderline, pode ser um ponto de virada importante.
No TPB, as emoções costumam chegar como ondas grandes, difíceis de segurar, e às vezes até difíceis de nomear. O mindfulness não “anestesia” isso, mas ajuda você a perceber os primeiros sinais dessa onda antes que ela tome conta. Já teve momentos em que a emoção parecia ter decidido por você antes mesmo de entender o que estava acontecendo? Em quais situações você sente que seria útil ter alguns segundos a mais para compreender a sua reação? E o que você imagina que poderia mudar se conseguisse observar o que sente sem precisar reagir imediatamente?
Outro ponto é que o mindfulness fortalece a percepção de quem você é no meio da tempestade emocional. Ele não tenta “consertar” a emoção, e sim permitir que você a reconheça com clareza. Quando isso acontece, suas ações começam a ficar menos impulsivas e mais alinhadas com o que realmente importa para você. Às vezes o cérebro reage como se estivesse revivendo dores antigas, mesmo quando a situação atual não tem a mesma ameaça, e essa prática ajuda a diferenciar memória emocional de realidade presente.
No tratamento do TPB, o mindfulness costuma ser integrado com outras abordagens que trabalham regulação emocional, construção de identidade e relações mais seguras. Não é algo separado, mas um recurso que amplia a consciência, reduz a reatividade e fortalece o senso de escolha. Se você já faz terapia, vale muito conversar com seu terapeuta sobre como inserir isso de um jeito que faça sentido para sua rotina. Se ainda não está, esse pode ser um caminho interessante para explorar com calma e apoio profissional.
Quando sentir que é o momento certo, posso te ajudar a entender como essa prática pode se encaixar na sua experiência e nas suas necessidades. Caso precise, estou à disposição.
No TPB, as emoções costumam chegar como ondas grandes, difíceis de segurar, e às vezes até difíceis de nomear. O mindfulness não “anestesia” isso, mas ajuda você a perceber os primeiros sinais dessa onda antes que ela tome conta. Já teve momentos em que a emoção parecia ter decidido por você antes mesmo de entender o que estava acontecendo? Em quais situações você sente que seria útil ter alguns segundos a mais para compreender a sua reação? E o que você imagina que poderia mudar se conseguisse observar o que sente sem precisar reagir imediatamente?
Outro ponto é que o mindfulness fortalece a percepção de quem você é no meio da tempestade emocional. Ele não tenta “consertar” a emoção, e sim permitir que você a reconheça com clareza. Quando isso acontece, suas ações começam a ficar menos impulsivas e mais alinhadas com o que realmente importa para você. Às vezes o cérebro reage como se estivesse revivendo dores antigas, mesmo quando a situação atual não tem a mesma ameaça, e essa prática ajuda a diferenciar memória emocional de realidade presente.
No tratamento do TPB, o mindfulness costuma ser integrado com outras abordagens que trabalham regulação emocional, construção de identidade e relações mais seguras. Não é algo separado, mas um recurso que amplia a consciência, reduz a reatividade e fortalece o senso de escolha. Se você já faz terapia, vale muito conversar com seu terapeuta sobre como inserir isso de um jeito que faça sentido para sua rotina. Se ainda não está, esse pode ser um caminho interessante para explorar com calma e apoio profissional.
Quando sentir que é o momento certo, posso te ajudar a entender como essa prática pode se encaixar na sua experiência e nas suas necessidades. Caso precise, estou à disposição.
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