O que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na visão psicanalítica ?

O que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na visão psicanalítica ?

6 respostas


Na visão psicanalítica, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é entendido como uma organização psíquica marcada por instabilidade na identidade, nas emoções e nos relacionamentos, associada a falhas na integração das representações de si e dos outros. O funcionamento psíquico costuma ser descrito como mais primitivo, com uso frequente de mecanismos como **clivagem**, idealização e desvalorização, o que leva a percepções extremas e instáveis das relações. Também são centrais as angústias intensas de abandono e dificuldades na elaboração de experiências precoces de vínculo, que influenciam a forma como o indivíduo vivencia e regula suas emoções e relações interpessoais. Agenda aberta. Agende sua sessão!

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Na visão da psicanálise, o TPB é uma organização da personalidade caracterizada por difusão de identidade, uso predominante de defesas primitivas, relações objetais instáveis e dificuldades na integração dos afetos e das representações de si e do outro.

Leslie Maria Finger

Leslie Maria Finger

Psicanalista

Florianópolis

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A psicanálise descreve o TPB como organização marcada por identidade frágil, clivagem, angústias primitivas e vínculos instáveis. Relações são vividas com intensidade, medo de abandono e dificuldade de simbolizar conflitos internos, gerando oscilação entre idealização e desvalorização. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Na psicanálise, o Transtorno de Personalidade Borderline é compreendido menos como uma “doença fechada” e mais como uma organização de personalidade marcada por dificuldades na integração do eu e das representações do outro, o que leva a vivências emocionais intensas, instáveis e relações afetivas oscilantes entre idealização e desvalorização. Essa organização costuma estar associada a experiências precoces de vínculo insuficientemente estáveis ou não suficientemente simbolizadas, o que dificulta a construção de uma base interna consistente de segurança afetiva. Clinicamente, isso se expressa em angústias de abandono, impulsividade e dificuldade de sustentar continuidade identitária, sendo o trabalho terapêutico centrado na possibilidade de simbolização, elaboração das experiências e construção progressiva de maior integração psíquica.


Pelo viés psicanálico o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendido a partir do conceito de paciente-limite. O paciente-limite apresenta dificuldades para manter uma imagem estável de si mesmo e dos outros, vivendo relações marcadas por intensa oscilação emocional, medo de abandono, sentimentos de vazio e grande sensibilidade às frustrações. Para Hegenberg, o sofrimento central não está apenas nos sintomas, mas na fragilidade da organização psíquica e na dificuldade de integrar aspectos positivos e negativos das pessoas e de si próprio. Por isso, o paciente pode alternar rapidamente entre idealizar e desvalorizar alguém. De forma simples, o paciente-limite vive constantemente no limite entre o desejo de proximidade e o medo de ser abandonado ou ferido, o que gera intenso sofrimento emocional e dificuldades nos relacionamentos. Busque ajuda especializada caso julgue necessário.


Na visão psicanalítica, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é compreendido como uma dificuldade profunda na organização da personalidade, especialmente na forma como a pessoa lida com emoções, identidade e vínculos. A psicanálise entende que podem existir conflitos internos relacionados a experiências precoces de relacionamento, como dificuldades na construção da segurança emocional, medo de abandono e dificuldade em integrar sentimentos positivos e negativos sobre si mesmo e sobre os outros. Alguns conceitos trabalhados nessa abordagem incluem: Dificuldade de integração da identidade: sensação de não saber quem é ou de ter uma visão de si que muda muito. Relações marcadas por idealização e decepção: alternância entre ver alguém como muito bom e depois como muito ruim quando há frustração. Medo intenso de abandono: podendo levar a comportamentos de busca por proximidade ou proteção contra rejeição. Conflitos emocionais intensos: dificuldade em lidar com raiva, tristeza, vazio e insegurança. Na psicanálise, o foco costuma estar em compreender a história emocional da pessoa, seus vínculos, defesas psicológicas e formas de lidar com angústias profundas. O objetivo não é apenas diminuir sintomas, mas ampliar a compreensão de si mesmo e construir relações mais estáveis e uma identidade mais integrada.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.