O que fazer quando já fiz de tudo? ( de tudo sei que é exagero) só que já procurei ajuda psicológi

O que fazer quando já fiz de tudo? ( de tudo sei que é exagero) só que já procurei ajuda psicológica( 5 anos), exercício físico, estudos e viver. Mas sempre tenho crises existenciais e medos/fobias. Eu quero ficar bem e faço de tudo para ficar bem, mas sempre volta.

6 respostas


Entendo como pode ser difícil sentir que já tentou de tudo e, ainda assim, as crises voltam. Isso é sinal, muitas vezes, que o que retorna quer dizer algo que ainda não pôde ser escutado. Na terapia, especialmente pela psicanálise, podemos olhar com calma para esse sentido e entender o que se repete, abrindo espaço para que algo novo possa acontecer.

Alice Weber

Alice Weber

Psicólogo

Rio de Janeiro

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É comum que algumas pessoas vivam sem ligação com suas necessidades e isso acaba por gerar um descontentamento com a própria vida. Por exemplo, se uma pessoa teve na sua infância que fazer coisas repetidamente para agradar seus cuidadores motivada pelo receio de ser abandonada, isso acaba por potencializar, na vida adulta, escolhas que estão mais próximas de agradar a outros do que a si próprio. Para situações parecidas com essa, um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.


Essas crises existenciais e os medos ou fobias podem, de fato, continuar acontecendo em algum grau ao longo da vida, mas o importante é que não causem sofrimento intenso ou prejudiquem sua qualidade de vida. O foco não precisa estar em encontrar uma solução definitiva ou alcançar um ideal de bem-estar, e sim em olhar para o que você está sentindo agora e compreender o que está acontecendo neste momento. A partir disso, é possível ir construindo, com mais consciência, atividades e espaços que façam sentido e despertem vontade de estar presente na própria vida.


Olá, sinto muito por isso. Eu imagino como deve ser difícil e frustrante. O que eu posso te orientar é a procurar uma psicoterapia de novo, pois tem pessoas que realmente têm depressão crônica ou outros transtornos, que vão precisar de tratamento pela vida toda ou quase toda, ou voltar sempre que entrar em crises. Assim como doenças metabólicas, como a diabetes, precisam ser tratadas pela vida toda, algumas doenças psiquiátricas/psíquicas também vão precisar de tratamento mais prolongado. Quando você sentir que está mal, que está precisando, procure a terapia de novo, pode ser com a mesma pessoa ou buscar uma nova, se acharem necessário, procure também um psiquiatra, para avaliar a necessidade de medicação para te ajudar. Se sentir que você precisa manter a terapia, não pare, ou dê pequenas pausas, quando precisar. Pode trocar de terapeuta de vez em quando, tentar novas abordagens. Pode discutir com o psiquiatra também outros tratamentos alternativos. Mas eu espero que as coisas melhorem para você. E qualquer coisa, estou à disposição. Abraços!

Milena Puga Araujo

Milena Puga Araujo

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Mesmo com esforço e estratégias, **crises existenciais e fobias podem persistir**, pois fazem parte de padrões profundos de ansiedade e processamento emocional. É importante continuar acompanhamento, revisar abordagens terapêuticas e possivelmente integrar terapias complementares, como TCC focada em fobias, mindfulness ou logoterapia. Aceitar que a recuperação é gradual e não linear ajuda a reduzir frustração e fortalecer resiliência.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Compreendo perfeitamente o cansaço e a frustração que surgem quando você sente que investe tanta energia em "fazer o certo", mantendo a rotina, os exercícios, os estudos e a terapia por anos, e, ainda assim, as crises existenciais e os medos insistem em retornar. Essa sensação de andar em círculos é extremamente desgastante. Quando a busca por "ficar bem" se torna um esforço contínuo e exaustivo, vale a pena olhar para o problema sob uma nova perspectiva clínica: A Armadilha de "Lutar para Ficar Bem": Muitas vezes, a própria exigência e ansiedade em torno de precisar eliminar o desconforto criam uma hipervigilância constante. A mente passa a monitorar cada pensamento existencial ou medo como um sinal de que "tudo voltou", transformando a busca pela cura em uma fonte de estresse por si só. Refinar a Abordagem Terapêutica: Embora você tenha feito 5 anos de psicologia, nem todas as linhas terapêuticas ou relações com o terapeuta abordam medos e angústias existenciais com a mesma eficácia. Abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) ou a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) focam não em eliminar os pensamentos ruins, mas em mudar a forma como você se relaciona com eles, tirando o poder que eles têm de paralisar a sua vida. Investigação Psiquiátrica e Neuroquímica: Se os medos e as crises são recorrentes e invasivos a ponto de resistir a mudanças de estilo de vida e psicoterapia prolongada, é fundamental realizar uma avaliação com um Psiquiatra. Alterações na regulação de neurotransmissores podem manter o cérebro em um estado de alarme crônico, e o suporte farmacológico adequado pode ser a chave que falta para dar estabilidade ao seu sistema nervoso. Resgate do Significado Prático: Em vez de focar na busca por eliminar a angústia existencial, o trabalho clínico muitas vezes se direciona para a construção de um propósito concreto diário — focar naquilo que é valioso e importante para você apesar da presença do medo. Sentir que tentou de tudo não significa que não haja saída, mas sim que o caminho percorrido até agora precisa de um ajuste de rota técnico e especializado. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.