O que o médico psiquiatra considera ao estabelecer um prognóstico para um paciente psiquiátrico com

3 respostas
O que o médico psiquiatra considera ao estabelecer um prognóstico para um paciente psiquiátrico com múltiplas condições?
Deve considerar os prognósticos isolados das múltiplas condições, no paciente e se basear nas informações da literatura sobre comorbidades.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Características do transtorno principal. O psiquiatra avalia tipo, gravidade e duração do transtorno. Depressão unipolar tem melhor prognóstico que transtorno bipolar. Transtornos de personalidade cronificam mais que episódios depressivos agudos. Psicoses com início abrupto respondem melhor que aquelas insidiosas. Presença de sintomas psicóticos, ideação suicida ativa ou comportamentos autodestrutivos indicam prognóstico imediato mais reservado.

História de resposta ao tratamento. Pacientes que responderam bem a medicações anteriores têm prognóstico melhor. Múltiplas tentativas de medicação falhadas — refratariedade — reduzem significativamente as chances de remissão. Aderência prévia ao tratamento é preditor positivo forte; abandono repetido piora o prognóstico.

Comorbidades psiquiátricas. Transtorno depressivo + transtorno de ansiedade generalizada reduz taxa de resposta. Comorbidade com abuso de substâncias ou dependência química complica drasticamente o manejo e piora prognóstico. Transtorno de personalidade associado (borderline, antissocial) indica curso mais crônico e maior risco de suicídio.

Comorbidades clínicas. Diabetes descompensada, doença cardiovascular, insuficiência renal ou hepática prejudicam metabolismo de psicofármacos. Condições neurológicas (epilepsia, Parkinson, demência) complexificam o tratamento. Dor crônica associada piora depressão e reduz resposta terapêutica. Essas doenças físicas elevam mortalidade geral e suicídio.

Fatores demográficos e sociais. Idade importa — transtornos de início precoce (adolescência) têm evolução mais crônica. Sexo feminino apresenta melhor resposta a alguns antidepressivos; homens têm taxas mais altas de suicídio consumado. Nível educacional, inserção no mercado de trabalho, estabilidade financeira e suporte familiar predizem melhor adesão e prognóstico.

Redes de apoio. Pacientes com família envolvida, relacionamentos estáveis e integração social têm prognóstico superior. Isolamento social, conflitos familiares crônicos ou abandono elevam risco de deterioração e suicídio. Acesso a psicoterapia regular melhora desfechos.

Fatores biológicos. Histórico familiar positivo para transtornos psiquiátricos indica componente genético importante e possível refratariedade. Alterações neuroquímicas severas (déficit dopaminérgico em esquizofrenia, por exemplo) exigem estratégias farmacológicas mais agressivas. Biomarcadores — quando disponíveis — informam prognóstico.

Motivação para tratamento e insight. Pacientes que reconhecem doença, aceitam medicação e buscam ajuda têm prognóstico melhor. Negação ou falta de crítica da doença reduz adesão e piora evolução. Falta de motivação pode indicar transtorno de personalidade ou demência comórbida.

Eventos estressores e fatores ambientais. Estresse crônico, trauma recente, mudanças de vida significativas ou ambientes hostis podem precipitar recaídas. Estabilidade ambiental favorece prognóstico. Fatores culturais e acesso a tratamento também influenciam.
Dr. Luis Fernando M. Reis
Psiquiatra, Generalista
Goiânia
Se a doença em questão é neuroprogressiva, ou seja, só avança e não para nem estabiliza… só piora
Exemplo clássico é Alzheimer, Esquizofrenia

Especialistas

Tatiana de Faria Guaratini

Tatiana de Faria Guaratini

Psicólogo

Ribeirão Preto

Lilian Gonçalves

Lilian Gonçalves

Psicólogo

São Paulo

Camila Goularte

Camila Goularte

Psicólogo

Criciúma

Renata Henriques Frujuelle

Renata Henriques Frujuelle

Psicólogo

São Paulo

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Luis Falivene Roberto Alves

Luis Falivene Roberto Alves

Psiquiatra

Campinas

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 2516 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.