O que significa “falha de integração afetivo-cognitiva” no Transtorno de Personalidade Borderline (T

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O que significa “falha de integração afetivo-cognitiva” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
 Marcelo Viana
Psicólogo
São José do Rio Preto
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), “falha de integração afetivo-cognitiva” refere-se à dificuldade de articular emoções e pensamentos de forma conjunta e coerente.

Na prática, isso significa que, em momentos de intensa ativação emocional, os afetos tendem a sobrepor ou desconectar o pensamento, levando a interpretações extremas, impulsividade e dificuldade de avaliar a realidade de forma estável.

Como consequência, a pessoa pode “saber” algo racionalmente (ex.: que não está sendo abandonada), mas não conseguir sustentar esse conhecimento quando tomada pela emoção.

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 Edison Caraviello
Psicólogo
São Paulo
A "falha de integração afetivo-cognitiva" no (TPB) é a dificuldade em conciliar emoções intensas com pensamentos racionais e coerentes. Quando ocorre, a emoção (afeto) sobrepõe-se à razão (cognição), resultando em reações extremas, pensamentos dicotômicos (tudo ou nada) e desregulação emocional.
No Transtorno de Personalidade Borderline, “falha de integração afetivo-cognitiva” descreve a dificuldade de manter acoplados, de forma estável, o que se sente e o que se pensa sobre a experiência. Em condições mais integradas, o afeto pode ser reconhecido, nomeado e refletido cognitivamente ao mesmo tempo, permitindo nuance e modulação da resposta. Porém, sob alta ativação emocional, o afeto tende a dominar o processamento mental, reduzindo a capacidade de reflexão, contextualização e simbolização, enquanto em outros momentos pode haver pensamento sem acesso adequado ao estado emocional correspondente. Isso gera oscilações entre experiências muito intensas e pouco pensadas e análises mais frias e desconectadas do que está sendo sentido. Essa descontinuidade contribui para instabilidade na percepção de si, do outro e da realidade interpessoal.

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