O que uma pessoa obsessiva é capaz de fazer? .
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O que uma pessoa obsessiva é capaz de fazer? .
Olá, agradeço pela sua pergunta, que traz uma inquietação importante. Quando falamos sobre alguém com funcionamento obsessivo, é essencial compreender que não estamos nos referindo apenas a comportamentos de repetição ou manias, como muitas vezes se imagina no senso comum. Na psicanálise, a estrutura obsessiva está relacionada a uma forma específica de lidar com o desejo, a culpa, o controle e a angústia.
Uma pessoa com traços obsessivos costuma ter um pensamento muito ativo, marcado por dúvidas constantes, necessidade de controle, rigidez e um esforço intenso para dominar os próprios impulsos e afetos. Ela pode se apegar excessivamente à ordem, à lógica, a rituais ou regras morais muito rígidas como forma de evitar o confronto com sentimentos que considera inaceitáveis. Por trás desse esforço de controle, há uma luta constante com pensamentos intrusivos, fantasias inconscientes e sentimentos de culpa. Muitas vezes, o obsessivo tenta antecipar e prever tudo, como se quisesse evitar qualquer possibilidade de erro ou perda de controle.
Do ponto de vista psíquico, uma pessoa obsessiva pode se prender a uma culpa silenciosa, a um sentimento de responsabilidade exagerada ou a uma impossibilidade de se autorizar ao desejo. Por isso, pode ser alguém que adia decisões indefinidamente, que se autocensura em excesso ou que sofre com pensamentos repetitivos e autocríticos. Em alguns casos, esse funcionamento pode se tornar tão intenso que interfere no cotidiano, nos vínculos e na saúde emocional.
A terapia psicanalítica oferece um espaço para que esses conflitos possam ser escutados com profundidade. Em vez de tentar apenas suprimir os sintomas, a análise busca compreender o que está por trás dessa necessidade de controle, de onde vem a culpa, o que está sendo evitado, e como o sujeito se posiciona diante do desejo e da castração. Aos poucos, o paciente obsessivo pode começar a se escutar de forma mais livre, abrir mão de certas defesas e encontrar novas formas de se relacionar com suas angústias, seus afetos e seus vínculos.
Se você se reconhece nesse funcionamento ou convive com alguém que sofre dessa forma, saiba que a psicanálise pode ser uma via potente para transformar o sofrimento em compreensão, e a rigidez em possibilidade de movimento. Estou à disposição para caminhar com você nesse processo, caso decida iniciar.
Uma pessoa com traços obsessivos costuma ter um pensamento muito ativo, marcado por dúvidas constantes, necessidade de controle, rigidez e um esforço intenso para dominar os próprios impulsos e afetos. Ela pode se apegar excessivamente à ordem, à lógica, a rituais ou regras morais muito rígidas como forma de evitar o confronto com sentimentos que considera inaceitáveis. Por trás desse esforço de controle, há uma luta constante com pensamentos intrusivos, fantasias inconscientes e sentimentos de culpa. Muitas vezes, o obsessivo tenta antecipar e prever tudo, como se quisesse evitar qualquer possibilidade de erro ou perda de controle.
Do ponto de vista psíquico, uma pessoa obsessiva pode se prender a uma culpa silenciosa, a um sentimento de responsabilidade exagerada ou a uma impossibilidade de se autorizar ao desejo. Por isso, pode ser alguém que adia decisões indefinidamente, que se autocensura em excesso ou que sofre com pensamentos repetitivos e autocríticos. Em alguns casos, esse funcionamento pode se tornar tão intenso que interfere no cotidiano, nos vínculos e na saúde emocional.
A terapia psicanalítica oferece um espaço para que esses conflitos possam ser escutados com profundidade. Em vez de tentar apenas suprimir os sintomas, a análise busca compreender o que está por trás dessa necessidade de controle, de onde vem a culpa, o que está sendo evitado, e como o sujeito se posiciona diante do desejo e da castração. Aos poucos, o paciente obsessivo pode começar a se escutar de forma mais livre, abrir mão de certas defesas e encontrar novas formas de se relacionar com suas angústias, seus afetos e seus vínculos.
Se você se reconhece nesse funcionamento ou convive com alguém que sofre dessa forma, saiba que a psicanálise pode ser uma via potente para transformar o sofrimento em compreensão, e a rigidez em possibilidade de movimento. Estou à disposição para caminhar com você nesse processo, caso decida iniciar.
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A pessoa com Trantorno Obsessivo Compulsivo pode manifestar comportamentos variados. Tudo depende do tipo e intensidade dos sintomas, porém suas obsessões e compulsões giram em torno de OBSESSÕES - que se refere aos pensamentos invasivos/intrusivos, repetitivos e indesejados e de COMPULSÕES - ações e rituais realizados no intuito de aliviar a carga ansiogência e as angustias que decorrem das obsessões.
As compulsões (atos, ações) vão decorrer das obsessões. Quanto mais intensas e arraigadas as obsessões (pensamentos/crenças...), maiores serão as ações e rituais que a pessoa poderá ser capaz de fazer.
As compulsões (atos, ações) vão decorrer das obsessões. Quanto mais intensas e arraigadas as obsessões (pensamentos/crenças...), maiores serão as ações e rituais que a pessoa poderá ser capaz de fazer.
Para a psicanálise, uma pessoa obsessiva é capaz de criar rituais mentais complexos, controlar rigidamente pensamentos e ações e sacrificar grande parte da vida para manter a sensação ilusória de domínio sobre a angústia.
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