O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) causa perda de memória real?

4 respostas
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) causa perda de memória real?
Dra. Elizete Muniz
Psicólogo
Duque de Caxias
Nesse caso é melhor avaliar de perto, é uma situação bem delicada, seria interessante se você fizesse uma avaliação neuropsicológica, é o mais indicado neste momento. A partir daí sim seria possível uma resposta mais coerente.

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O Transtorno de Personalidade Borderline não causa, em si, uma perda de memória orgânica ou neurológica, como ocorre em quadros demenciais ou lesões cerebrais. Do ponto de vista psicanalítico e clínico, o que costuma acontecer é uma alteração na forma como as experiências são registradas, acessadas e lembradas. Situações vividas com alta carga emocional podem não ser integradas de maneira contínua à narrativa do sujeito, ficando fragmentadas ou dissociadas. Isso pode gerar a sensação de “brancos”, confusão sobre o que foi dito ou feito, ou dificuldade em acessar certos detalhes após crises intensas. Não se trata de esquecimento real, mas de uma falha na simbolização e na organização psíquica da experiência, geralmente associada a estados de angústia extrema. A psicoterapia auxilia na construção de uma memória mais integrada, ajudando o s
Não. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não causa perda de memória real. O que pode acontecer é ter dificuldade de lembrar com clareza durante crises emocionais, episódios de dissociação, memórias fragmentadas ou confusas. Tudo isso não é considerado apagamento da memória, mas uma alteração temporária no acesso às lembranças, que pode melhorar com tratamento.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma dúvida muito interessante, e vale fazer um ajuste importante: o Transtorno de Personalidade Borderline não costuma causar perda de memória no sentido neurológico clássico, como vemos em condições como demências ou lesões cerebrais. No entanto, muitas pessoas com TPB relatam experiências que podem parecer “falhas de memória”, e isso tem mais relação com o funcionamento emocional do que com um dano estrutural no cérebro.

Em momentos de alta intensidade emocional, o sistema emocional pode ficar tão ativado que interfere na forma como as informações são registradas e recuperadas. É como se o cérebro entrasse em modo de sobrevivência, priorizando a emoção e deixando a organização da memória em segundo plano. Isso pode gerar lapsos, confusão sobre o que foi dito ou até dificuldade de lembrar detalhes de situações específicas.

Além disso, algumas pessoas podem vivenciar estados dissociativos, que são momentos em que a pessoa se sente meio desconectada de si mesma ou da realidade. Nesses estados, a experiência pode não ser registrada de forma completa, o que depois dá a sensação de “branco” ou de memória fragmentada. Não é uma perda de memória permanente, mas sim uma dificuldade de processamento naquele momento.

Também é comum que a memória emocional seja mais forte do que a memória factual. Ou seja, a pessoa pode lembrar com muita intensidade do que sentiu, mas ter dificuldade em organizar exatamente o que aconteceu. Isso pode gerar conflitos, dúvidas e até a sensação de que “algo está errado” com a própria memória.

Fico pensando: esses momentos que você percebe como falha de memória acontecem mais em situações de estresse ou conflito? Você sente que, nesses momentos, está totalmente presente ou um pouco desconectado do que está acontecendo? E depois, ao tentar lembrar, o que parece faltar mais, os detalhes ou a sequência dos fatos?

Essas experiências são compreensíveis dentro do funcionamento do TPB e podem ser trabalhadas em terapia, principalmente com foco em regulação emocional e aumento da consciência do momento presente.

Caso precise, estou à disposição.

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